25/02/2026
Você treina.
Você come proteína.
Você tenta fazer “tudo certo”.
Mas continua ganhando gordura com facilidade…
E ganhar músculo parece cada vez mais difícil.
Isso pode não ser apenas falta de disciplina.
Pode ser resistência à insulina.
A insulina é um hormônio essencial. Ela ajuda a colocar glicose e nutrientes para dentro das células, inclusive do músculo. Quando o corpo começa a ficar resistente à insulina, ele precisa produzir cada vez mais para ter o mesmo efeito.
E o que acontece?
O ambiente metabólico muda.
Estudos mostram que pessoas com maior resistência à insulina têm maior tendência ao ganho de peso e ao acúmulo de gordura ao longo do tempo. O corpo passa a armazenar energia com mais facilidade, especialmente na região abdominal.
Ao mesmo tempo, o músculo pode se tornar menos responsivo ao sinal anabólico da insulina associado aos aminoácidos. Isso significa que, mesmo treinando e consumindo proteína, a eficiência da síntese proteica pode estar reduzida em estados de resistência metabólica.
É como se o corpo estivesse metabolicamente menos sensível ao estímulo de crescimento.
Mas aqui está a boa notícia:
Resistência à insulina não é sentença.
É um estado fisiológico modificável.
Treino de força regular, melhora da composição corporal, controle alimentar estratégico e ajuste metabólico adequado melhoram a sensibilidade à insulina e, consequentemente, melhoram tanto o ambiente de perda de gordura quanto o potencial de ganho muscular.
Não é só sobre comer menos.
Não é só sobre treinar mais.
É sobre entender o seu metabolismo.
Porque quando você melhora a sensibilidade à insulina, você melhora a forma como seu corpo decide entre armazenar gordura ou construir músculo.
E isso muda o jogo.
Dr. Thiago de A O F Viana
Médico CRM-SP 144.585
Especialista em Nutrologia RQE 121770
Especialista em Medicina do Esporte RQE 118488
Referências:
doi: 10.1093/ajcn/88.3.778
doi: 10.1038/oby.2012.44
doi: 10.2337/db14-0961
doi: 10.1152/ajpendo.00118.2010
doi: 10.1007/s00125-009-1430-8
doi: 10.1096/fj.05-4607fje