Travessia Psi

Travessia Psi Esta página é um convite. Você aceita fazer parte dessa travessia? Atendimento psicoterapêutico
On-line e presencial

Eu lembro que em 2022, quando eu fui morar na Bahia, eu fui me recuperando de algumas situações que me afastaram da psic...
04/07/2025

Eu lembro que em 2022, quando eu fui morar na Bahia, eu fui me recuperando de algumas situações que me afastaram da psicologia por motivo de força maior.
Eu passei por algumas experiências de quase morte um tanto atípicas, tipo pegar malária quando a doença já estava praticamente erradicada, o que prejudicou bastante a minha recuperação, além do tratamento ser em grande parte com cloroquina e eu ter calhado de adoecer no meio do governo Bolsonaro, o que quase zerou os postos de saúde do medicamento - o tratamento é feito pelo SUS, o que inclusive me lembra:
Enfim, pós tietagem do SUS ✊ cheguei em Salvador sem total noção de como eu ia trabalhar, até porque, pelas recuperações, eu já estava há meses afastada. Ou seja, sem clínica, sem pacientes, sem “networking”.
Foi aí que eu comecei a me interessar pelas plataformas de atendimento online e uma delas tinha sido a Psicologia Viva. Desde aquela época, ela já era uma das mais bem avaliadas do mercado e por isso já era um tanto difícil conseguir vagas pra novos profissionais.
Com o tempo, eu fui tendo outras experiências, fiz minha pós, entrei no mestrado, comecei a trabalhar em uma clínica presencial. As coisas foram mudando e eu meio que arquivei a ideia das plataformas.
Quando eu retornei pra Belém no finalzinho do ano, minha vida tinha virado de cabeça pra baixo de novo e, mais uma vez, fiquei alguns meses afastada por questões de saúde, essas um pouco mais íntimas e particulares, mas ainda tendo que lidar com as mortes e os morreres, em outros sentidos.
Me vi perdida mais uma vez entre saúde e trabalho. O que eu ia fazer e como?
Onde eu poderia encontrar algo que coubesse nas minhas novas demandas?
E, assim… eu também precisava de dinheiro, né 🤪 kkkkk *detalhes*
Coincidência ou não… tantos anos depois, finalzinho de maio eu recebi esse e-mail da Luiza, quem fez a minha entrevista pra fazer parte do time da Psicologia Viva, que agora faz parte do grupo Conexa.
Esses são registros de um dia muito feliz e de muito orgulho… e o texto, passagens da vida de uma menina que segue sobrevivendo (literalmente) e se sustentando (mais metaforicamente do que literalmente rs) de psicologia.

Tem dias que o consultório é o meu coração e o meu refúgio ⛅️Que nunca nos falte espaço pra caber nessa vida 💛
12/06/2025

Tem dias que o consultório é o meu coração e o meu refúgio ⛅️
Que nunca nos falte espaço pra caber nessa vida 💛

Quando cheguei na Casinha, dentre as tantas coisas legais que têm lá, as estantes cheias de livros (alguns ainda com eti...
22/05/2025

Quando cheguei na Casinha, dentre as tantas coisas legais que têm lá, as estantes cheias de livros (alguns ainda com etiquetas de biblioteca, que me lembrou as visitas que fiz nos sebos e nas universidades da vida), o radinho com a coleção de CDs que a gente pode escolher pra tocar, o cheirinho bom de limpeza (espiritual 😋), todas as poltronas e mantinhas, fora a entrada triunfal do jardim, seguido da plaquinha da Casinha com a nossa emblemática tipografia ribeirinha e nortista…
😮‍💨… como eu dizia… dentre as tantas coisas legais hihi, outra plaquinha me pegou bastante. Pela lei natural dos encontros: “Eu deixo e recebo um tanto”. Talvez por gostar muito da música dos Novos Baianos e por isso também fazer parte da minha identidade como uma placa, mas por isso ser tão característico do espaço terapêutico!
Como eu nunca tinha ouvido essa música desse jeito antes???
Lembrei de quando eu era uma jovem pupilinha de Freud, estudando sobre a transferência - rusticamente falando, nome que a gente da pras repetições que emergem na relação terapêutica. A gente projeta (transfere - por isso transferência) nesse espaço nossas relações com o mundo e revive experiências inconscientes diante do encontro com quem nos escuta.
Na Gestalt Terapia, a gente chama isso de fenômeno. O encontro. E, curiosamente, diferente do inconsciente da psicanálise, entende-se, pela filosofia fenomenológica, que fenômeno é tudo aquilo que se apresenta à consciência.
A consciência emerge do encontro. Só há consciência quando há encontro.
Viaja comigo numa coisa aqui… qualquer coisa no mundo só existe porque eu sei que ela existe. Não faz sentido?
Não existe objeto em si separado da consciência que o vivencia, ele existe na medida em que é percebido e imbuído de signif**ado.
Blablabla e o Kiko? Daí que na verdade, dos saberes que acumulei nessa vida de estudante e usuária de psicoterapia rs, SEI que existe algo de sagrado nesse espaço, para além de tanta teoria, se misturando na vida real por trás dos conceito. E só f**a aquilo que emerge através do encontro e que se transforma a medida que nos relacionamos, esbarrando na existência um do outro e assim existindo… deixando e recebendo um tanto…

Apresentar-me. Tornar-me presente. De que forma se encontra minha presença nessa mundo? A vida pra mim é um grande misté...
09/05/2025

Apresentar-me. Tornar-me presente.
De que forma se encontra minha presença nessa mundo?

A vida pra mim é um grande mistério todos os dias. Encontro sentido na mesma frequência com que o perco. A vasta imensidão da existência é, ao mesmo tempo, meu fascínio e minha angústia.

Constantemente atravessada pela grande questão da humanidade: “porque estamos aqui?”, meu refúgio é o tão breve momento de ternura quando nos damos conta de que pertencemos, de alguma forma.

No toque gentil da natureza, nos braços de quem amamos, quando sonhamos acordados ou sentimos saudades, na doçura dos momentos cotidianos, ou nas lágrimas…

Faço muitas perguntas que dificilmente tenho respostas. Muitas fogem de qualquer lógica. Quantas coisas não podemos explicar ainda?!

A mágica da vida é a maior delas… talvez ela não seja pra se entender mesmo, mas pra ser sentida.

Psicóloga clínica e social, filósofa nas horas vagas, movida pela tentativa de resgatar a humanidade que por vezes perdemos dentro de nós e dentre tantas outras coisas.

Me chamo Karina Rocha. Hoje arrisco “apresentar-me”, tornar-me presente, aqui.

Uma imagem do Instagram me avisando que não é assim que a banda toca e outra da  pra lembrar que a banda é minha e que, ...
08/05/2025

Uma imagem do Instagram me avisando que não é assim que a banda toca e outra da pra lembrar que a banda é minha e que, portanto, quem toca sou eu! 😛
Lembrete carinhoso pra lembrar que da sim pra quebrar ciclos e começar algo novo 🌷💖

Quando eu tava na Bahia, nas aulas do mestrado, a gente participou de uma mesa redonda com professores estrangeiros pra ...
07/02/2025

Quando eu tava na Bahia, nas aulas do mestrado, a gente participou de uma mesa redonda com professores estrangeiros pra debater sobre psicologia cultural e do desenvolvimento, que era a linha de pesquisa que eu havia ingressado.
Nosso seguimento debatia sobre aspectos linguísticos, dos símbolos, dos signos da linguística. Ou seja, como nós interpretamos sinais e nos comunicamos, como construímos signif**ados.
Tive professores de 4 nacionalidades diferentes, com culturas distintas, linguagem distintas, com processamentos distintos dos signos.
O que quero dizer é que, na esfera da psicoterapia, temos formas diferentes de “ler” afetos. E nem precisamos ter nacionalidades diferentes.
A pesquisa no mestrado não era voltada pra área da psicoterapia clínica, no entanto, essa é a minha área de referência e basicamente tudo que eu estudava me levava a ter um olhar curioso com relação ao meu fazer clínico.
Nesse dia, eu lembro que estávamos discutindo sobre o tal do “distanciamento” necessário do pesquisador. Uma professora falava de como era necessário não “ceder” aos afetos junto à pessoa que se emociona no campo. Lembro muito bem de quando eu perguntei qual era o limite disso e a resposta dela foi “quando você chora com alguém, se resume a duas pessoas chorando e ninguém resolve nada”.
Até hoje eu reflito sobre isso… sabe, quando eu entrei na faculdade eu queria ser pesquisadora, porque assim manteria um distanciamento seguro dos “objetos” de pesquisa. Sempre tive medo da clínica.
Não coincidentemente, quando quis entrar para o mestrado, quis estudar os saberes não cartesianos, quis questionar os métodos de se fazer ciência que a própria psicologia põe em constante questionamento por ser uma ciência das subjetividades, uma ciência subversiva.
Eu até hoje não sei bem o que signif**a esses limites. Até hoje não sei bem quando “posso” chorar no consultório…
Essa semana encerro a primeira semana de retorno aos atendimentos no consultório. E foi muito emocionante de muitas formas, muitas mesmo. O espaço terapêutico é sagrado e inenarrável.
O reencontro em cada atendimento foi muito signif**ativo. E eu chorei. E nós choramos...

…No que isso implica?…

Enfim, a volta as aulas 💁🏻‍♀️Muito feliz em dar início a mais uma pós graduação com reconhecimento MEC, agora pela Unive...
04/02/2025

Enfim, a volta as aulas 💁🏻‍♀️
Muito feliz em dar início a mais uma pós graduação com reconhecimento MEC, agora pela Universidade Cruzeiro do Sul, debruçando cada vez aos estudos acerca da psicologia clínica e do método fenomenológico-existencialista.
Com muita honra em fazer parte da turma de grandes nomes, professores e mestres da Psicologia Humanista, como Ênio Brito, Karina Fukumitsu, Lilian Mayer Frazão, Mônica Alvim, Ari Rehfeld, Selma Ciornai e Lika Queiroz, entre outros.
E… ansiosa pelo meu regresso a São Paulo 🌱

De volta a programação normal ✨
04/02/2025

De volta a programação normal ✨

Pensei bastante em compartilhar o sentimento que veio junto com essas mensagens… decidi que valeria a pena falar desse l...
03/02/2025

Pensei bastante em compartilhar o sentimento que veio junto com essas mensagens… decidi que valeria a pena falar desse lado daqui, do lado que a gente não mostra muito.

As vezes por que não interessa a ninguém, as vezes porque não é interessante. Conjugações bastante diferentes.

2025 não começou como a gente espera normalmente, cheio de paz, amor, dinheiro e alegria. Na verdade, começou bem vazio, assustador, cheio de frustrações e incertezas.

As vezes a vida desafia num nível muito alto e dessa vez eu perdi muito até conseguir vencer.
Foram quase 30 dias sem conseguir levantar da cama. Sem vontade de comer, de tomar banho, escovar os dentes. Sem vontade de dormir ou acordar. O coração batia, mas não sentia vida.

Só sobrevivencia. Vazio..

Talvez você me entenda… não é?

Nesse período, eu não consegui continuar meus atendimentos. Não tinha palavras pra entender o que eu tava sentindo, tampouco pra dar satisfações.
Aqui dentro, tudo tinha perdido o sentido.

“Pra que?”, eu me perguntava todo dia, a cada hora, a cada instante que eu não conseguia ignorar a consciência.


Aos poucos, muito aos poucos, o “pra que” das coisas foi retornando… eu também nem sei direito como, ou quando, ou de onde ele veio…
A vida, do mesmo jeito que dói, acalenta as vezes.

Não tem nada muito romântico pra contar nessa história. De repente os astros, os espíritos, a bioquímica, a psique, se alinham! Vai entender, tem mais de 10 anos que comecei a estudar psicologia e talvez não haja teoria que dê conta de toda complexidade que a gente é. Da nossa existência.

Mas, quando o desejo de viver bateu na minha porta de novo, isso não tornou as coisas mais fáceis, na verdade, o vazio se transformou em medo e vergonha, a consciência voltou e voltou pesada.

Eu tinha abandonado tudo. “Chutado o balde”. Como eu ia ter coragem de encarar isso? De mandar um “oi, desculpa ter sumido… podemos voltar tudo ao normal?”. Como eu ia dar conta das consequências da minha ausência, das perdas, das faltas…

Eu também não sei como, mas um dia eu também acordei com um pouco mais de coragem do que ontem e mandei mensagem. E tentei retomar o que não dei conta antes (continua nos comentários)

Frases para pendurar na porta da geladeira e repetir todos os dias, até se tornar um hábito…Também acho válido pra colar...
03/12/2024

Frases para pendurar na porta da geladeira e repetir todos os dias, até se tornar um hábito…
Também acho válido pra colar como bilhete no caderninho do “Projeto 2025” (com post-it neon e caneta brilhosa pra não correr perigo de não ver) 🥴😋


“Sabedorias da terapia nesse guichê, por favor!”
Via: .cc

Um pouco do dia que eu vesti meu lookinho de psi hippie pra fotografar com a minha amiga e profissional incrível  Obriga...
25/10/2024

Um pouco do dia que eu vesti meu lookinho de psi hippie pra fotografar com a minha amiga e profissional incrível
Obrigada pelos registros tão sensíveis e pela paciência de me aguentar fazendo uma gracinha a cada 5 segundos pra disfarçar a vergonha 💚😅

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Belém, PA

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