Dr. Marcio Penna

Dr. Marcio Penna Ortopedista Esp. em Cirurgia de Coluna. Instrutor em cirurgia endoscópica da RIWOSPINE, Alemanha

A possibilidade de regressão espontânea da hérnia de disco é uma dúvida frequente entre pacientes. Embora não seja uma r...
28/04/2026

A possibilidade de regressão espontânea da hérnia de disco é uma dúvida frequente entre pacientes. Embora não seja uma regra, estudos mostram que determinados tipos de hérnia possuem altas taxas de reabsorção natural, especialmente quando manejados com tratamento conservador adequado.

As alterações dos discos intervertebrais fazem parte do processo de envelhecimento da coluna. Abaulamentos, protrusões e hérnias podem surgir sem relação direta com dor, e nem sempre são os verdadeiros responsáveis pelos sintomas apresentados. Entretanto, em casos sintomáticos, principalmente quando há radiculopatia, o acompanhamento clínico e por imagem é essencial.

Uma revisão sistemática publicada no Journal of Neurosurgery Spine analisou 360 casos de regressão espontânea de hérnias lombares. O estudo demonstrou que a probabilidade de regressão varia conforme o tipo de herniação:

Abaulamento discal: 13,3%
Protrusão discal: 52,5%
Hérnia extrusa: 70,4%
Hérnia sequestrada: 93%

Esses dados confirmam a observação clínica de que hérnias extrusas e sequestradas apresentam maior chance de reabsorção ao longo do tempo, especialmente em pacientes jovens e com maior volume herniário.

Na prática, isso reforça a importância de priorizar o tratamento conservador sempre que possível, incluindo analgesia, fisioterapia e atividade física orientada. A abordagem cirúrgica deve ser reservada para casos em que há falha do tratamento clínico ou presença de sinais de gravidade, como déficit neurológico progressivo, anestesia em sela ou dificuldade para urinar.

Com avaliação adequada e acompanhamento contínuo, muitos pacientes experimentam melhora significativa e, em diversos casos, regressão documentada da hérnia ao longo dos meses.

No sábado, 18 de abril, estive em Curitiba participando do 20º Congresso Brasileiro de Coluna, um encontro muito importa...
24/04/2026

No sábado, 18 de abril, estive em Curitiba participando do 20º Congresso Brasileiro de Coluna, um encontro muito importante para a atualização, a troca de experiência e o avanço da nossa especialidade.

Durante o congresso, tive a satisfação de atuar como um dos instrutores coordenando uma das mesas da parte prática de cirurgia endoscópica da coluna no curso Hands On Cadáver Lab, uma etapa fundamental para o desenvolvimento técnico e o aprimoramento cirúrgico dentro da área.

Mas, sem dúvida, um dos momentos mais especiais dessa participação foi o lançamento do livro Tratado de Cirurgia da Coluna Vertebral. Fui convidado a escrever um dos capítulos da obra, como autor principal, abordando justamente a cirurgia endoscópica da coluna.

Participar de um projeto como esse, ao lado de profissionais tão qualificados, é sempre motivo de honra e gratidão. Mais do que uma conquista pessoal, vejo esse momento como parte de um compromisso contínuo com o estudo, com a evolução da cirurgia da coluna e com a busca por oferecer o que há de melhor aos pacientes.

O repouso absoluto costumava ser a principal recomendação para dor nas costas, mas hoje sabemos que essa conduta pode pr...
15/04/2026

O repouso absoluto costumava ser a principal recomendação para dor nas costas, mas hoje sabemos que essa conduta pode prolongar o quadro e até favorecer novas lesões. A imobilidade reduz força e flexibilidade muscular em poucos dias, o que aumenta a rigidez, retarda a recuperação e dificulta o retorno às atividades.

Na maior parte dos casos, a dor decorre de distensões musculares, ligamentares ou articulares que, apesar de intensas, não representam lesões graves. Para essas situações, a melhor estratégia é o chamado descanso ativo: evitar movimentos que piorem a dor, mas manter o corpo em movimento na medida do tolerável, associado a alongamentos e exercícios orientados.

Atividades como caminhada, hidroginástica e Pilates ajudam na manutenção da força, melhoram a circulação e favorecem o processo de recuperação. Em casos específicos, recursos complementares como calor, gelo, medicamentos, massagem e mobilizações articulares podem ser úteis.

O repouso absoluto só deve ser considerado por períodos curtos, geralmente não superiores a um ou dois dias, e apenas quando a dor é incapacitante. Dor após quedas ou acidentes, sintomas irradiados, formigamentos, perda de força, febre ou alterações urinárias e intestinais exigem avaliação médica imediata.

Manter-se ativo, dentro dos limites de segurança, é essencial para uma recuperação mais rápida e com menor risco de recorrência. Caso a dor persista ou apresente sinais de alerta, consulte um especialista para uma investigação mais precisa e um plano de reabilitação adequado.

A postura virou um dos maiores desafios do século XXI. O uso constante de celulares, tablets e notebooks mudou a forma c...
10/04/2026

A postura virou um dos maiores desafios do século XXI. O uso constante de celulares, tablets e notebooks mudou a forma como sentamos, caminhamos e até respiramos. E o resultado já aparece no consultório: dores no pescoço, ombros, lombar e a famosa “text neck” (Síndrome do Pescoço de Texto), que é uma lesão por esforço repetitivo no pescoço que pode se transformar em deformidade.

Estudos recentes mostram que o problema não está só na posição da cabeça inclinada, mas principalmente no tempo prolongado em que ficamos parados, presos à tela. Isso sobrecarrega músculos, articulações e discos da coluna, podendo levar a rigidez, cefaleias, formigamentos e até complicações mais sérias, como hérnias de disco e artrose cervical.

O recado dos especialistas é claro: não é a tecnologia que machuca, é o uso sem pausa e sem movimento. Alternar posições, ajustar a altura da tela, praticar atividades físicas e incluir alongamentos diários são medidas simples que evitam danos a longo prazo — especialmente em crianças e adolescentes, que estão mais vulneráveis aos efeitos da má postura prolongada.

A prevenção começa com consciência. Seu corpo dá sinais. Ou você muda agora, ou sua postura muda você.

Leia o artigo completo e entenda por que a tecnologia tem tudo a ver com a sua dor nas costas e o que fazer para se proteger. O link está na bio.

08/04/2026

Por trás de cada diagnóstico, existe uma vida.

08 de abril. Dia Mundial de Luta Contra o Câncer.

A dor lombar é um incômodo comum, mas a boa notícia é que muitos casos podem ser prevenidos com hábitos simples e eficaz...
07/04/2026

A dor lombar é um incômodo comum, mas a boa notícia é que muitos casos podem ser prevenidos com hábitos simples e eficazes. O estilo de vida moderno, com sedentarismo e má postura, contribui para o aumento dessas dores, mas você pode reverter esse quadro.

Para proteger sua coluna e evitar a lombalgia, invista em atividade física regular, sempre com moderação, especialmente se já tiver histórico de dores. Combata o sedentarismo, que enfraquece a musculatura de suporte, e mantenha uma alimentação saudável para controlar o peso, evitando sobrecarga mecânica. Além disso, evite ficar sentado por mais de uma hora na mesma posição e, se for fumante, considere parar, pois o tabagismo está associado a alterações nos discos vertebrais. Pequenas mudanças fazem uma grande diferença na saúde da sua coluna.

Que este momento seja cheio de paz, alegria e boas energias ao lado de quem você ama.A Ortovita deseja uma excelente Pás...
05/04/2026

Que este momento seja cheio de paz, alegria e boas energias ao lado de quem você ama.

A Ortovita deseja uma excelente Páscoa. 💙🐰

📍Ed Connext - Sala 702TV. Dom Romualdo De Seixas, 1560.

📲 Agende sua consulta pelo número: 91 99117-9530

05/04/2026

Que neste dia renasça o que há de melhor em você.

Feliz Páscoa!

A dor nas costas nem sempre vem de um movimento errado ou de uma noite mal dormida. Muitas vezes, ela começa bem antes d...
30/03/2026

A dor nas costas nem sempre vem de um movimento errado ou de uma noite mal dormida. Muitas vezes, ela começa bem antes disso: muitas vezes na mente. A carga emocional acumulada, o excesso de responsabilidade, a ansiedade que aperta o peito… tudo isso encontra um jeito de se manifestar no corpo. E a parte superior das costas é uma das primeiras a reclamar.

Quando estamos sob tensão, os músculos da região cervical e torácica entram em alerta constante. Eles endurecem, sustentam mais peso que deveriam e criam aquele incômodo que parece “pesar nos ombros”. É a dor emocional transformada em sintoma físico: rigidez, fisgadas, sensação de que o corpo está travado.

E sim, isso é real. O estresse ativa mecanismos que aumentam a sensibilidade à dor, pioram a postura e ampliam a tensão muscular. O resultado? Um desconforto que não passa com uma simples posição nova na cama.

A boa notícia é que dá para reconhecer os sinais. Dor que piora nos dias mais tensos, rigidez que aparece sem esforço físico, sensação de peso nas escápulas e até dor de cabeça tensional são pistas de que o corpo está respondendo ao emocional — não só ao físico.

Cuidar dessa dor passa por duas frentes: aliviar o músculo e aliviar a mente. Alongar, se movimentar, aplicar calor e ajustar a postura ajudam. Mas pausar, respirar, organizar a rotina e buscar apoio emocional também fazem parte do tratamento.

A dor do estresse não surge do nada. Ela é um recado. E quando você aprende a ouvir, consegue agir antes que ela vire um problema maior.

Leia o artigo completo e entenda como identificar essa dor e o que fazer para aliviá-la. O link está na bio.

Fazer exercício sem técnica pode transformar saúde em dor. Quando a execução está errada -  com a postura torta, carga e...
24/03/2026

Fazer exercício sem técnica pode transformar saúde em dor. Quando a execução está errada - com a postura torta, carga exagerada, alongamento ignorado — a coluna leva a pior. A sobrecarga provocada por movimentos mal feitos pode causar lesões musculares, acelerar a degeneração espinhal, desencadear hérnia de disco, artrose e até fraturas.

Treinos mal planejados e sem orientação geralmente ignoram fundamentos essenciais: alinhamento da coluna, ativação correta do core, progressão gradual da carga. Nessas condições, exercícios como levantamento de peso e musculação pesada fazem mais mal do que bem.

Exercício deveria ser sinônimo de alívio e não de dor. Se você sente incômodo nas costas após o treino, talvez o problema não seja falta de força, mas falta de técnica. Rever a postura, buscar orientação profissional e focar em exercícios seguros pode ser o que separa conforto de lesão.

Quer evitar dor? Mude sua abordagem:

Priorize movimentos que respeitem sua estrutura corporal;

Comece leve, com consciência e controle — nada de exageros logo de cara;

Dê valor ao fortalecimento do core e à mobilidade da coluna;

E, se sentir dor, pare: dor não é “parte do treino”.

Leia o artigo completo e descubra por que “mais peso” nem sempre é sinônimo de “mais saúde”.

A respiração e a saúde da coluna estão mais conectadas do que muita gente imagina. Distúrbios respiratórios podem gerar ...
18/03/2026

A respiração e a saúde da coluna estão mais conectadas do que muita gente imagina. Distúrbios respiratórios podem gerar dor nas costas e problemas na coluna podem, por sua vez, prejudicar a respiração. É uma via de mão dupla que merece atenção.

Problemas pulmonares como pneumonia, pleurisia e até embolia pulmonar podem causar dor que irradia para a região torácica e dorsal. Isso acontece porque pulmões, pleura e coluna dividem o mesmo espaço anatômico. Quando há inflamação, infecção ou dificuldade respiratória, o desconforto pode aparecer primeiro… nas costas.

Mas a relação também funciona ao contrário. Quando a mecânica respiratória está comprometida; seja por respiração curta, tensão crônica ou fadiga do diafragma, outros músculos entram em ação para “compensar”. Pescoço, ombros e toda a musculatura torácica passam a trabalhar mais do que deveriam. Resultado: rigidez, tensão e dor nas costas.

E mais: alterações estruturais da coluna, como hérnias ou limitações de mobilidade, podem dificultar a expansão da caixa torácica. Isso torna a respiração mais curta, menos eficiente e, muitas vezes, dolorosa.

Sinais de alerta pedem avaliação imediata: dor que piora ao respirar fundo, falta de ar, febre, dor no peito, tosse persistente ou sangue no escarro. Nesses casos, a origem pode ser pulmonar e exige cuidado rápido.

Entender essa relação é essencial. Tratar o distúrbio respiratório ajuda a aliviar a dor nas costas. Tratar a coluna melhora a qualidade da respiração. Corpo nenhum funciona isolado.

Endereço

Tv. Dom Romualdo De Seixas, 1560, Sala 702
Belém, PA
66055200

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