01/12/2015
Falar sobre recuperação na musculação é sempre complicado. Não há consenso na literatura, e entre pesquisadores há muita divergência. Isto tudo em virtude do fato de não se saber exatamente o que determina uma recuperação ideal.
Pesquisas da década de 90 relacionavam a recuperação com o restabelecimentos dos estoques de glicogênio muscular. Depois, algumas pesquisas associaram com o aumento e a redução da síntese proteica. Há ainda pesquisas que vinculam a recuperação muscular com os danos estruturais sofridos pelas fibras musculares.
Recentemente, por meio de um entendimento mais adequado da fadiga, e, principalmente pelo conhecimento da fadiga central, isto é, o reconhecimento de que a fadiga não acontece somente na periferia, a restauração dos níveis de força também tem sido levado em consideração. Apesar de não ser o único parâmetro, os níveis de força, por sua fácil aplicabilidade, pode ser utilizado como um indicativo de recuperação. "Mas e aí Treino Consciente, quais desses parâmetros devo levar em consideração e quanto tempo devo dar de recuperação?" Provavelmente todos! O tempo de recuperação vai depender de uma gama de variáveis, como quantidade de séries, intervalo, tipo de estímulo. Para se ter uma ideia, pesquisas como a de Korak (2015) e McLester (2003), apesar de utilizarem um volume de treino parecido, encontraram resultados completamente distintos na recuperação, tudo isto pelo fato da pesquisa de McLester utilizar 1 min de intervalo entre as séries e a de Korak 3.
A única questão que parece estar bem definida é o fato de que em apenas 24 horas não há uma recuperação satisfatória. Guidilines como o da NSCA já sugerem que pelo menos 48h são necessárias. O que isto quer dizer em termos práticos? Que não dá para treinar costas em um dia e bíceps no outro, ou melhor, você não pode fazer leg press na segunda e treinar glúteos na terça!
Bons treinos!