15/04/2026
Nos últimos anos, especialistas têm observado um dado especialmente alarmante: alguns estudos indicam que a incidência de câncer colorretal em adultos com menos de 50 anos aumentou cerca de 70% nas últimas três décadas. Esse crescimento acentuado tem sido descrito como um alerta global, já que atinge uma faixa etária que não fazia parte do grupo tradicional de risco.
Nesse contexto, quase 2 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer colorretal a cada ano, tornando-o o terceiro câncer mais comum no mundo. Estudos de 2019, por exemplo, mostraram que, em países de alta renda, as taxas entre maiores de 50 anos começaram a se estabilizar ou diminuir, graças a programas de rastreamento que detectam lesões precocemente.
No entanto, essas mesmas pesquisas já apontavam que os casos em jovens estavam aumentando, tendência confirmada por análises mais recentes em 50 países, incluindo Europa, América Latina, Caribe e Ásia. Por exemplo, na Noruega, quem nasceu em 1990 tinha cinco vezes mais risco de desenvolver câncer retal jovem do que quem nasceu em 1920. Já no Brasil, um dos casos que chamou a atenção foi o da apresentadora Preta Gil, que morreu aos 50 anos, após um diagnóstico realizado antes dos 48.
Além disso, mesmo que as causas desse aumento ainda não sejam totalmente esclarecidas, alguns fatores têm sido considerados possíveis influenciadores, como hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, obesidade, consumo de álcool, tabagismo, uso frequente de antibióticos e histórico familiar.
Diante disso, algumas atitudes ajudam a prevenir esse tipo de tumor maligno:
- Priorizar uma alimentação rica em fibras e com menos ultraprocessados;
- Manter atividade física regular;
- Realizar exames preventivos como a endoscopia, conforme orientação médica;
- Procurar avaliação profissional sempre que notar mudanças persistentes no hábito intestinal.
Portanto, a prevenção deve começar nos pequenos hábitos desde cedo.