10/08/2022
De fadiga a depressão, saiba quais são as principais sequelas da covid
Um estudo promovido com 200 pessoas revela que a covid-19 acarreta em uma série de problemas neurológicos
que podem permanecer por mais de quatro meses após a infecção
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A equipe acompanhou 200 pessoas por 125 dias após o diagnóstico positivo
da covid-19 para analisar a gravidade e o período em que os problemas
promovidos pela doença permanecem no corpo do infectado após a infecção.
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A descoberta mostra que os anticorpos do vírus podem diminuir,
mas a inflamação do organismo permanece e produz os sintomas,
como a fadiga. A continuidade da inflamação é pior em pacientes com esclerose múltipla e artrite reumatoide.
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Em todos os casos, os pesquisadores afirmam que a sensação de cansaço não é apenas uma falta de energia ocasional.
A fadiga pós-covid relatada pelos pacientes é de um constante estado de incapacidade de realizar esforços pequenos no dia a dia.
“Eles sentem falta de ar e palpitações ao lavar a louça e precisam imediatamente se sentar imediatamente.
Sentem dores musculares ao menor esforço como se tivessem corrido um quilômetro”, explicou Elizabeth.
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Para os pesquisadores, a melhor alternativa é evitar o contágio. “Permanecer diligente em evitar a infecção é o melhor,
incluindo vacinar ou tomar o reforço para ajudar a proteger seu cérebro e corpo de longos sintomas da covid”, diz Elizabeth.
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Depressão e ansiedade podem ser consequências crônicas da covid; negros são mais afetados.
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Minorias étnicas e raciais também são mais propensas a viver em áreas com maior taxa de infecção —
casas pequenas que não permitem isolamento, falta de acompanhamento médico em comunidades e
outros fatores são apontados para explicar o risco maior.
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Fonte : Correio Brasiliense