17/05/2026
Silvia Federici já denunciava uma coisa que muita gente ainda tenta romantizar: o corpo da mulher sempre foi tratado como força de produção.
Produz cuidado.
Produz filhos.
Produz estabilidade emocional.
Produz desejo.
Produz trabalho invisível.
E quando esse corpo finalmente colapsa, chamam de fraqueza individual aquilo que sempre foi exaustão estrutural.
Talvez o problema nunca tenha sido a mulher “não dar conta”.
Talvez o problema seja esperarem que ela sustente tudo sem adoecer.
📍Na Ágora, a gente se aprofunda nessas discussões. Link na bio.