Consultório de Psicanálise Renata Couto

Consultório de Psicanálise  Renata Couto Página dedicada a promover reflexões e discussões da Clínica Psicanalítica, como tb fomentar a saúde e a longevidade na prática da dança e do esporte.

Página dedicada a promover discussões sobre a saúde e a longevidade na prática da dança e do esporte. Espaço de transmissão e construção de novos saberes. Análise e orientações ao exercício do trabalho de treinadores e artistas-educadores. Clínica: atendimento individual a crianças, adolescentes e adultos.

STYLETE LACANIANO 6REFLEXÕES SOBRE O CONCEITO DE INFÂNCIARenata Carvalho do CoutoMas, no que diz respeito à psicanálise,...
14/09/2016

STYLETE LACANIANO 6
REFLEXÕES SOBRE O CONCEITO DE INFÂNCIA
Renata Carvalho do Couto

Mas, no que diz respeito à psicanálise, onde se localiza seu objeto de estudos? A partir de Freud e, posteriormente, no retorno à sua obra proposto por Lacan, o interesse da psicanálise foi direcionado não para as fases da vida humana, dividida cronologicamente pelo desenvolvimento biológico e social, mas
referida numa instância atemporal: o Inconsciente.

http://media.wix.com/ugd/d3c58b_e7dbac2a1d4b4852ac8de555ed71108d.pdf

27/08/2016

Artigo de Renata Carvalho. Stylete lacaniano - número 6, ano 1

14/08/2016

A FUNÇÃO PATERNA

por Renata Couto

É na etapa que se qualifica como segundo momento do Édipo, que a criança irá confrontar-se com a presença do pai, aquele ao qual se endereça o desejo da mãe. Assim, toda referência ao pai será uma alusão a uma função mediadora da relação mãe - criança.

A mãe, no momento em que se faz ausente para a criança, evidencia o fato de que seu desejo está direcionado a outro objeto. A criança, assim, pode se interrogar sobre ser ou não o falo, passando a mãe a se instituir como mãe simbólica. Desta forma a criança é remetida a um interditor, o pai, responsável pela ausência materna.

O pai aparece, então, como o representante da lei, tendo um lugar no discurso da mãe, pois é ele que supostamente detém o falo, reconhecido no terceiro tempo de Édipo como pai simbólico.

O pai simbólico funciona como lei, o Nome do Pai, sendo o elemento mediador do mundo simbólico e de sua estruturação, trazendo uma nova dimensão à relação mãe-criança. Assim, o pai exerce uma função primordial, a função paterna, que marca a simbolização da lei no lugar do desejo materno.

A função paterna representa, portanto, uma lei que interdita o acesso da criança à mãe. Atuando como agente castrador, esta função mostra à criança que ela não é o objeto de desejo materno, estando este desejo para além dela, dirigido ao pai.

Trata-se de uma função ligada a uma atribuição feita pela mãe, na medida em que ela faz referência a um terceiro que se interpõe em sua relação com a criança como, por exemplo, quando a mãe diz ao filho: “se você me desobedecer, contarei ao seu pai “

A função paterna pode ter como representante o pai , desde que ele ocupe um lugar no desejo da mãe, mas necessariamente não precisa ser exercida por ele ou por uma presença física, sendo um lugar simbólico, uma referência que se interpõe na relação mãe-criança através do discurso materno.

A metáfora paterna não significa apenas que o Nome do Pai deve limitar o desejo da mãe. Ela remete a uma divisão do desejo, na qual o objeto criança não deve ser tudo para o sujeito materno.

Mas, não só os pais representam um fundamental papel na relação que estabelecem com a criança; esta última também exerce uma importante função na subjetividade dos pais, encarnando aquilo que simbolicamente falta a eles.

A criança possui uma função fálica, ocupando um lugar que estabelece certa ordem de desejo que permitirá todo tipo de alienação dos pais. Se o desejo é articulado pela via da falta, a criança é colocada num lugar de saturação desta falta, pois as questões que dizem respeito ao desejo podem ser transferidas de alguma maneira a ela.

Exercendo a função fálica na subjetividade dos pais, a criança faz com que eles lhe ofereçam um lugar fálico. Este lugar é um encontro das próprias características da criança com o campo de significantes determinado a partir da subjetividade dos pais e permite a ela identificar-se com determinados traços, de acordo com a sua escolha, ocasionando sua constituição como sujeito.

A metáfora infantil, ou seja, o fato de que a criança seja o equivalente do falo, só é bem sucedida ao falhar, permitindo a constituição do sujeito. Isso é possível quando o sujeito não se fixa na identificação fálica, tendo acesso à sua significação, a partir da inserção do Nome do Pai e da preservação do não todo do desejo feminino – da preservação, na mãe, de seu ser de mulher.

IN: Couto, Renata C. O Aleitamento Materno e suas Implicações no Desenvolvimento da Criança. Belo Horizonte. 1999.

Tela:
MURILLO (1617/18–1682)
A Sagrada Família com o Passarinho, 1650
Óleo sobre tela, 144 x 188 cm
Museo del Prado, Madrid, Espanha

13/08/2016

DIÁLOGOS
entre campos de conhecimento

O QUE É SAÚDE?

Dialogando com
Priscila Patta

Artista da dança. Diretora em Código Movimento e Rede Sola de Dança. Cursa Licenciatura em Dança pela UFMG.

Saúde e Dança

Por Priscila Patta

Dança é movimento. Vida é movimento. Logo, dança é vida.

Este silogismo resume o meu pensamento com relação a dança e saúde.

Entretanto, para me fazer mais explicativa, vou tentar destrinchar este pensamento nos parágrafos seguintes.
Para uma pessoa que dança, saúde diz respeito à prevenção de lesões, assim como diz respeito às lesões propriamente ditas, que mesmo nos prevenindo estamos sujeitos a sofrê-las e as sofremos; e consequentemente, saúde diz respeito às medidas que tomamos como solução a estas lesões. Ou seja, os tratamentos.

Não à toa uma aula de dança se inicia pelo alongamento. É ali que começamos a preparar o nosso material de trabalho. Em seguida passamos ao aquecimento de forma a complementar a preparação do corpo, só depois é que entramos nos exercícios técnicos e criativos efetivamente.

Há uma lógica comumente abordada nos estudos em dança que está relacionada à qualidade esperada do trabalho realizado, e por isso funciona em etapas, mas que também está relacionada à saúde (manutenção) do corpo que atua.

Uma comparação simples seria a preparação do arroz.

Primeiro, aquecemos a panela. Em seguida, refogamos a cebola, o alho e torramos o arroz.

Por fim é que colocamos a água e esperamos que cozinhe. Sem passar por este processo, mais ou menos nesta ordem, pode até ser que o arroz fique bom para o consumo. Mas as chances são menores. É mais provável que ele apenas torre, não cozinhe.

Voltando ao corpo...

Corpo foi feito para se mover. Mas o que a dança faz é explorar ao máximo esta função, extrapolando seus limites físicos e psicológicos. Até que um corpo compreenda uma determinada técnica, a absorva e a torne orgânica, este corpo se machuca muito. Um corpo mal preparado do ponto de vista da alimentação, ou seja, um corpo com deficiência de algumas vitaminas pode sofrer quedas de pressão e cansaço excessivo com uma bateria de aulas e ensaios. Do mesmo modo, um corpo mal preparado do ponto de vista da musculatura e articulações também sofre bastante, podendo ocasionar lesões que peçam por intervenções cirúrgicas ou mesmo as mais graves, que forçam o praticante a parar de dançar.

É muito comum no universo da dança que os praticantes lesionem, por exemplo, joelhos, pés e coluna por duas razões básicas: excesso de treino/esforço e má preparação do corpo do ponto de vista do condicionamento físico e conhecimento técnico e corporal.

A chegada das técnicas somáticas contribuiu de maneira expressiva para o prolongamento da saúde de quem dança, já que foram desenvolvidas por pessoas que sofriam com algum desarranjo corporal e que encontraram em si próprias, através de profundas pesquisas, maneiras de reorganizar e de trabalhar o corpo de modo mais eficaz, no que se refere ao conhecimento sobre o funcionamento do corpo. Interessante notar que os criadores das técnicas somáticas não estavam pensando em desenvolver uma nova técnica para a dança, mas para o corpo em si. Estavam interessados em se curar.

Por fim, falar de saúde e dança é um campo vasto e largo que abre espaço para muita reflexão. Não há dúvidas que é uma conversa de extrema importância para a área da dança, pois seus praticantes dependem necessariamente de boa saúde para prolongar sua vida útil dentro da dança. Seja lá o que boa saúde e vida útil signifiquem para cada um de nós.

09/08/2016

Este livro reúne em um único volume textos espalhados ao longo de mais de trinta anos de pesquisa clínica, que lançaram os fundamentos das estruturas clínicas freudianas: neurose, psicose e perversão. Os principais eixos da psicopatologia psicanalítica foram estabelecidos em um arco que se inicia no...

Almas Invadidas                   Renata CoutoAbrem-se os portões, no caminho o vestígio de sombras dançantes, namoradei...
03/08/2016

Almas Invadidas
Renata Couto

Abrem-se os portões, no caminho o vestígio de sombras dançantes, namoradeiras arteiras, graças cantantes, odes suspirantes; almas suspensas em puro deleite... e então a grade, meu habitat, emoldurando o vazio de um quarto.

Do vazio nasce o desejo de transcender clausuras, desabitar preceitos, procurar, inovar, reunir e misturar conceitos, expirar, absorver, experimentar, ressignificar e inaugurar um novo ser, pois somos o que dançamos e dançamos genuinamente o que precisamos ser...

Foto: Daniel Vidal, Invasão de Domicílio, 2015.

29/07/2016

DIÁLOGOS
entre campos de conhecimento

O QUE É SAÚDE?

Dialogando com
Sandra Rancanti , Formada em Comunicação Social-Publicidade/Propaganda, oferece Oficinas de contação de Histórias e Jogos Teatrais. 🎭

Saúde
Taças tocar
Comemorar momentos
Lábios tocar
Mãos apertar
Enlaçar
Em seguida , o que resta?
DANÇAR!
Inebriado ou sóbrio
Uma coreografia criar
Catando migalhas
Limpando o salão
Soprando restinhos
Pra imensidão
Que recebe restos
Agora poeira
Pequenas luzes
Inexplicável beleza
Cenário incansável
SAÚDE!!!
Está posta a mesa

Pra Renata.
Com carinho
Sandrarancanti

Tela: obra de Sandra Lucia Rancanti

Psicanalista: nem médico, tão pouco psicólogo...STYLETE LACANIANO 2PASSE, PROVA DO ANALISTA LEIGOAlba Abreu LimaFreud es...
26/07/2016

Psicanalista: nem médico, tão pouco psicólogo...

STYLETE LACANIANO 2
PASSE, PROVA DO ANALISTA LEIGO
Alba Abreu Lima

Freud escreveu "A Questão da Análise Leiga" para responder aos críticos da prática psicanalítica pelos não-médicos e orientou, nesse escrito teórico-clínico, como designaria o chamado “leigo” em sua condição de psicanalista: um não-médico que poderia ter a designação de analista. O que Freud queria dizer com isso? Em primeiro lugar, que o conhecimento médico ou do psicólogo não seriam suficientes para a prática da psicanálise porque a qualificação do ofício de psicanalista não se coaduna nos moldes de certificados propostos pela Universidade ou por órgãos religiosos (caso da SBOP). Depois, porque os requisitos para a formação do analista vão além dos conhecimentos científicos e teóricos...
http://media.wix.com/ugd/d3c58b_c1e312eab2324cb999ba2b29c73636ae.pdf

22/07/2016

Curta a página e acompanhe nossos estudos!!!!📚📝

O Grupo de Discussão Adage propõe reunir profissionais de diversas áreas para discutir e fomentar

17/07/2016

Usar benzodiazepínicos, como o Rivotril, por mais de três meses aumenta risco de demência Segundo colégio americano de psiquiatras, o uso dessa classe de calmantes e ansiolíticos aumenta o risco de demência em até 82%. Saiba mais sobre outros efeitos colaterais e mecanismos de ação dessas substância...

Excelente!!!
13/07/2016

Excelente!!!

: “Por que é que vocês psicanalistas sempre falam por enigmas? Nunca respondem o que a gente pergunta! Parecem uma sociedade secreta! Humpf! Vocês parecem o Mestre dos Magos da caverna do dragão, falam enigmas e depois desaparecem!”

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