08/12/2025
Antes que isso soe como mais um discurso de autoajuda superficial, deixa eu explicar o que isso realmente signif**a.
Ser diretora da sua história não é sobre ter controle total.
Não é sobre escolher tudo que acontece com você.
Você não dirigiu a cena da sua infância, não escolheu as primeiras experiências que te formaram, não decidiu os recursos que teria disponíveis ou os desafios que enfrentaria.
O roteiro já estava sendo escrito quando você chegou.
Outras pessoas escreveram partes dele.
A vida escreveu capítulos inteiros sem te consultar. E está tudo bem reconhecer isso.
Mas mesmo quando você não escreveu o roteiro, você ainda dirige como a cena acontece, você ainda escolhe onde coloca a câmera, o que f**a em foco, qual tom dar para cada momento.
Ser diretora signif**a que, dentro das circunstâncias que você tem - e elas podem ser difíceis, limitadas, até injustas - você tem escolhas.
Você decide como vai interpretar seu papel.
Se vai repetir os padrões que te ensinaram ou experimentar algo diferente.
Se vai aceitar passivamente o que dizem sobre você ou questionar essa narrativa.
Você dirige quando escolhe buscar ajuda.
Quando estabelece um limite, mesmo com medo.
Quando decide tentar de novo, mesmo já tendo falhado.
Quando reconhece que aquele caminho não funciona mais e muda de direção.
Essas não são escolhas grandiosas ou heroicas.
São escolhas cotidianas, às vezes minúsculas, mas são suas. E no acúmulo delas, você vai moldando quem você é e quem está se tornando.
Ser diretora não signif**a que tudo vai dar certo.
Signif**a que você tem agência - aquela capacidade de agir, de influenciar sua própria vida dentro do que é possível para você agora.
E isso, sim, é algo poderoso.
Porque te tira do lugar de vítima passiva das circunstâncias e te coloca no lugar de quem pode, ainda que aos poucos, criar movimento, mudança, possibilidade.
Você é a diretora.
A história continua sendo escrita.
E você tem mais poder sobre o próximo capítulo do que talvez imagine. ❤️