13/03/2026
Por si só foi extraordinário o fato de uma mulher cananeia ter-se aproximado de Jesus. Primeiramente por ser mulher, gentia de nascimento. Também pelos cananeus serem considerados desprezados pelos judeus desde épocas remotas.
Mateus 15:22-23 assim descreve a cena: “E eis que uma mulher cananeia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os discípulos, chegando a ele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós”.
Pelo jeito a mulher saiu de onde morava para encontrar Jesus, que por lá passava. Ela clama por Jesus, usando o título “Filho de Davi”, que era indicativo da linhagem do Rei Davi e Messias legítimo. Ela sabia quem era Jesus e o que Ele podia fazer por sua filha, por isso gritava insistentemente, a ponto de os discípulos rogarem a Jesus para despedi-la, porque estava incomodando.
Jesus respondeu: “eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel”. A questão é que ela era cananeia, não judia, estava a declarar o título pelo qual Jesus veio prioritariamente em sua missão: pelas “ovelhas perdidas da casa de Israel”. Mas, ao invés de desistir esta mulher “adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!”.
Contudo, Jesus disse: “Não é bom pegar no pão dos filhos ( prioridade da aliança) e deitá-los aos cachorrinhos” (os gentios). Mas, sua fé no que Jesus (o Messias) poderia fazer por sua filha e sua humildade, aceitando a diferença posicional em relação aos judeus, fizeram com que ela fosse elogiada pelo próprio Cristo: “Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã”.
A mulher cananeia nos ensina que uma fé persistente em Jesus e em seu poder trouxe resultado que desejava, a cura de sua filha, apesar das barreiras que venceu.