21/02/2026
🚨 Uma revisão sistemática recente avaliou 35 produtos, entre óleos vegetais e azeites de oliva, analisados em 25 países. Entre os metais identificados estavam cádmio, chumbo, cobre e ferro, em diferentes concentrações.
O ponto de atenção é que metais pesados não são facilmente eliminados pelo organismo. Mesmo em pequenas quantidades, podem se acumular ao longo do tempo e estão associados a alterações neurológicas, hematológicas, problemas de fertilidade e maior risco de câncer. Em alguns países, foram encontradas concentrações muito acima dos limites considerados seguros para alimentos, especialmente de cádmio e chumbo.
Outro aspecto discutido pelos autores é a origem dessa contaminação. Parte pode vir do solo, especialmente em regiões com atividade de mineração próxima às plantações. Também há possibilidade de contaminação ao longo da cadeia industrial, incluindo transporte, armazenamento e até o tipo de embalagem. O estudo aponta que o armazenamento em garrafas plásticas pode favorecer a migração de antimônio para o óleo, principalmente quando exposto ao calor.
✅ Os pesquisadores destacam ainda que não há padronização internacional clara para a dosagem desses metais em óleos e azeites, e que os métodos laboratoriais variam entre os países, o que pode impactar os resultados encontrados.
A conclusão do artigo é um chamado à comunidade científica e aos órgãos reguladores para estabelecer critérios mais claros de monitoramento e limites seguros, além de reforçar a importância do controle de qualidade ao longo de toda a cadeia produtiva.
Como consumidores, vale observar a procedência, o tipo de embalagem e priorizar produtos com maior transparência sobre controle de qualidade.
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