08/02/2026
Toda vez que o sino toca, um anjo ganha asas.”
Sempre gostei dessa frase, simples, mas cheia de sentido.
Hoje, ao ouvir o som do sino ecoar, eu entendo que não é apenas o fim de um tratamento. É o som da fé, da entrega e do amor que nunca deixou de existir.
O Juliano nunca teve a chance real de bater o sino. Ele lutou até o fim, numa batalha já finita em meses, mas lutou com coragem, com dignidade e com amor. E é por isso que hoje, quando o som do sino enche o ar, é por ele que ele toca.
Eu, que tive medo desde o primeiro medo, hoje levanto a cabeça e bato o sino não só por mim — mas para que o Juliano ganhe, enfim, suas asas. Porque ele sempre foi meu anjo. Seja aqui, seja no céu.
Tudo passou por ele.
Foi ele quem me ensinou a dirigir, quem estudou comigo pro vestibular, quem acreditou antes de mim. Foi ele quem sugeriu o curso de Psicologia, quem me deu um filho, quem me deu um propósito.
E toda vez que eu entrava em um aparelho de imagem, era nele que eu pensava. No quanto ele estaria orgulhoso. No quanto ele torcia para que eu vencesse essa etapa.
O bem sempre é recompensado. Cada gesto, cada amor verdadeiro é notado no céu.
E quando o sino toca, é como se Deus dissesse: “O amor não acabou, ele só mudou de forma.”
Hoje, o som do sino é esperança. É prova de que mesmo nas dores mais profundas, o amor continua sendo a ponte entre o que f**a e o que vai.