10/04/2026
Se você já ouviu algum comentário assim da “Vanderleia” que habita o seu convívio… respire fundo.
A verdade, nua e crua (e com dados): segundo o Ministério da Saúde e a OPAS, o retorno ao trabalho é um dos principais motivos para o desmame precoce no Brasil.
Muitas mães desistem porque sentem que a conta simplesmente não fecha.
A sensação é de que precisaríamos de 8 braços para dar conta do relatório, da reunião, da bomba de tirar leite… e do colo.
Eu vivi isso na pele com a Beatriz.
Quando precisei voltar aos atendimentos, a insegurança bateu:
“Como vou manter o vínculo e a nutrição com a rotina do consultório?”
O segredo não foi dar conta de tudo…
Foi entender que vínculo não se constrói na quantidade de tempo, mas na qualidade dele e que a amamentação não é a única forma de vínculo.
Confiar em outras pessoas, organizar a rotina e acreditar que a Bia ficaria bem também fizeram parte do processo.
Manter a amamentação após o retorno ao trabalho exige dedicação, organização e, principalmente, apoio.
E quando a gente entende a importância de manter o aleitamento materno e tem estrutura pra isso, a rotina se reorganiza.
A amamentação deixa de competir com a vida… e passa a fazer parte dela.
Ela virou o nosso momento de conexão no meio da correria.
Às vezes mais curto… mas muito mais presente.
E isso faz toda a diferença para que a amamentação se mantenha e dure.
Valeu cada minuto. 🤍
E em breve vou mostrar pra vocês o “cantinho da Bia” aqui no consultório, que foi um grande aliado nessa jornada.
E por aí? Como foi ou está sendo a conciliação da amamentação e rotina de trabalho?