19/12/2025
Ao final do ano, é comum que muitos pacientes façam uma espécie de retrospectiva íntima: do que foi vivido, dos obstáculos atravessados (e também dos que ainda permanecem), das conquistas e das renúncias, dos tombos e do que começou a cicatrizar, das feridas que seguem abertas. Dos sonhos realizados, de outros frustrados, ou até dos sonhos sonhados onde antes só havia vazio…
E nós, enquanto analistas e/ou psicólogos, também somos atravessados por esse movimento. Avaliamos o que foi vivido na dupla, não a partir de um olhar contábil, em busca de saldo positivo, mas com sensibilidade para reconhecer o que nenhum dinheiro compra: a coragem de cada paciente ao se enfrentar, a grandeza de reconhecer limites e erros, os pequenos e grandes movimentos internos, e a própria vida com seus mistérios.
Em meio a um mês tão cheio de estímulos, barulhos, listas e celebrações, considero um enorme privilégio sustentar esse espaço onde é possível ser menos herói e mais humano, menos solitário e mais em pares, menos virtual e mais real, menos performance e mais verdade.
Agradeço profundamente a cada paciente pela confiança e pelo privilégio de caminharmos juntos ao longo deste ano na busca por sentir, construir sentidos e sermos, pouco a pouco, mais nós mesmos.🌷