28/11/2013
Visitas periódicas ao dentista, mesmo na ausência de sintomas, é a forma mais eficaz para detecção precoce de problemas bucais, o que garante o sucesso do tratamento. No combate à cárie dentária, independente da manutenção de uma boa higiene oral, uso de fio dental e antissépticos bucais para o controle da placa bacteriana, a visita ao dentista é fundamental para tirar todas as suas dúvidas e verificar se está executando todos os procedimentos de maneira correta.
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CÁRIE DENTÁRIA - ASPECTOS CONCEITUAIS E EPIDEMIOLÓGICOS
No Brasil, quase 27% das crianças de 18 a 36 meses e 60% das crianças de 5 anos de idade apresentam pelo menos um dente decíduo com experiência de cárie. Na dentição permanente, quase 70% das crianças de 12 anos e cerca de 90% dos adolescentes de 15 a 19 anos apresentam pelo menos um dente permanente com experiência de cárie. Entre adultos e idosos a situação é ainda mais grave: a média de dentes atacados pela cárie entre os adultos (35 a 44 anos) é de 20,1 dentes e 27,8 dentes na faixa etária de 65 a 74 anos. A análise destes dados aponta também para perdas dentárias progressivas e precoces: mais de 28% dos adultos e 75% dos idosos não possuem nenhum dente funcional em pelo menos uma arcada (BRASIL, 2003).
A lesão cariosa é considerada uma manifestação clínica de uma infecção bacteriana. A atividade metabólica das bactérias resulta em um contínuo processo de desmineralização e remineralização do tecido dentário, e o desequilíbrio nesse processo pode causar uma progressão da desmineralização do dente com consequente formação da lesão de cárie (cavidade). Esse processo é influenciado por muitos fatores determinantes, o que faz da cárie dentária uma doença multifatorial.
Considera-se, hoje, que os estágios anteriores da doença antes da cavidade podem ser paralisados por ações de promoção à saúde e prevenção. Portanto, somente o tratamento restaurador da cavidade de cárie não garante o controle do processo da doença, sendo necessário intervir também sobre os seus determinantes para evitar novas cavidades e recidivas nas restaurações.
REFERÊNCIA:
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde Bucal - Brasília, 2008. 92 p. - Série A. Normas e Manuais Técnicos - Cadernos de Atenção Básica; 17