04/12/2025
REFLEXO DE EJEÇÃO FETAL 💨👶
Já ouviu falar?
Em um parto fisiológico, uma cadeia de reações químicas e físicas baseadas na ocitocina desencadeiam um reflexo que é capaz de expelir o bebê pelo canal de parto sem que haja nenhuma participação consciente da mãe.
Em 1960 o fisiologista Americano Niles Newton nomeou este reflexo de “reflexo de ejeção fetal”, durante sua pesquisa com parto de camundongos. Ele observou que para que este reflexo acontecesse, era necessário um ambiente de quietude e que qualquer interferência no ambiente poderia atrapalhar o nascimento dos camundongos.
A partir da década de 1980, Michel Odent também começou a usar o termo para mulheres em trabalho de parto. Ele disse, em um artigo:
“O reflexo de ejeção fetal é inibido por qualquer interferência no estado de privacidade da mulher. Pode ser inibido por exames vaginais, pelo contato olho no olho ou pela mudança de ambiente. Pode não ocorrer se o intelecto da mulher for estimulado pela linguagem racional: “Você está com dilatação total! Você deve empurrar!”. Pode ser inibido se o ambiente tiver luzes fortes. O atendente do parto deve ser apenas um observador, um ajudador, um guia suportivo.”
Esse reflexo ocorre na fase final do trabalho de parto, quando a dilatação já está completa, e se a mulher está vivendo um trabalho de parto com poucos incômodos, é mais fácil notar a natureza agindo. Infelizmente o ambiente “ideal” é raro em maternidades e hospitais, o que torna mais difícil a ocorrência do reflexo, pois as mulheres são freqüentemente perturbadas com de procedimentos ou intervenções de “rotina”.
É normal que nos sintamos mais seguras num hospital, mas deixar a natureza agir é fundamental para uma vivência mais positiva do parto.
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