Consultório Dr. Alexandre Hampel

05/12/2024

Que esse sofrimento que há tanto me ronda, agora que me invade, não me preencha o vazio em meu peito...

Que a alegria que por vezes me escapa,
voe livre e sem nome!
(como algo que se solta,
sai sem compromisso de volta
e depois, vai saber,
pouse sobre meu ombro)

Que o desejo
quando esvaziado,
continue úmido ainda que não me mate a sede!

E que ninguém o confunda comigo!
Somos dois
e nem sempre caminhamos de mãos dadas.

Quando parecer que eu
não vou mais aguentar...
Quando a certeza de que todas as
portas, janelas, alçapões estão trancados...
Que eu ao menos seja capaz de perceber de que lado fui deixado.

E que não me falte fôlego!

Pois toda cólica no exato momento prestes a romper-se,
passa...

Que o que chamam de tratar
seja do campo do cuidado.

E, embora meu corpo por si
só já pese a se envergar,
a me envergonhar,
que ainda assim,
eu não seja um peso posto para ninguém...

Eu sei que o tempo e a dor quebraram-me,
que você nem mais me reconhece...

Mas, ainda habito e resisto nesse corpo.
Nesse corpo que os anos não só o corroeram, como tantos agora o amordaçam.

Quando das minhas poucas palavras,
dizem que só falo do passado.

(e só fico sem perceber a falar comigo então)

Quando me acusam de não só não dormir,
mas também de atormentar noites inteiras,
não deixando também que durmam...

(nem ao menos se perguntam,
se interessam se eu
ainda tenho sonhos)

Quando me tocam e... ..o abraço não vem

"...todo mundo que conheço e conversa comigo nunca teve um ato ridículo - nunca foi senão príncipe, todos eles, príncipe...
13/02/2024

"...todo mundo que conheço e conversa comigo nunca teve um ato ridículo - nunca foi senão príncipe, todos eles, príncipes na vida..."

Poema em linha reta…
Fernando Pessoa na interpretação de Osmar Prado.

Osmar Prado recitando "Poema em linha reta" (Fernando Pessoa), em cena de O Clone (2002)

02/02/2024

Somos só nós dois de novo! Sim... dois nós só de novo... Nem parece que foi há tanto tempo assim! É porque não foi, estávamos os dois aqui, o tempo todo... Os dois, não nós, e isso não basta! Mas agora somos só nós dois... Mais uma vez só nós... Dois... nós... somos... só... Que bom que você voltou! Também gostei de ter voltado... E desta vez veio para ficar? A gente nunca vem pra ficar, vai ficando.... Pois! Pior é quando vem pra ficar e vai saindo... Cedo pra dizer! Tem razão, ainda é muito cedo... Mas voltou, isso que conta! Não é?! Voltei... voltei... Se é pra ficar ou não, depois a gente vê! Sim, mas acho que dessa vez é pra ficar... Eu prefiro pensar por enquanto que dessa vez ainda não é para ficar, mas pouco importa! Pouco importa! O importante é que somos só eu e você de novo, nesse nó plural, nesse nós!

02/02/2024

"O sujeito da Diáspora, à diferença de um exilado político expulso de sua própria pátria, nasceu em um país no qual ele se situa simultaneamente dentro e fora, num entre-dois cujas “fronteiras” lhe permitem partilhar a identidade do povo da nação na qual ele existe e manter um “pedaço de si” sempre alhures, no espaço marginal do não-lugar.8 Freud fez bom uso dessa posição paradoxal de dentro/fora em favor de sua descoberta: buscou o sujeito da psicanálise fora do visível para incluí-lo, rompeu as ligações visíveis fazendo com que aparecessem ligações reais; enfim, mostrou ser possível dissipar as significações articuladas e completas para que o sentido venha a emergir, sempre lacunar. E, quando os pacientes o procuraram, por força de um sofrimento, ele pôde ver que todos, independentemente da cultura, etnia e s**o, eram de certa forma “sujeitos da Diáspora”; isto é, se algumas fronteiras fixavam suas identidades à ordem do mesmo, os pacientes da psicanálise, porque eram divididos, freqüentavam também o “país do Outro”, aquele que está para além de toda fronteira: o inconsciente. Assim, logo em seus primórdios, a posição da psicanálise freudiana na cultura encontra-se muito próxima à do povo judeu: estar sempre em movimento, fora do espaço da maioria, em muitos outros espaços. Sucede também que a invenção freudiana vive no “entre-dois”: freqüenta o “país” da ciência, o da arte, o da estética, o da filosofia, o da literatura, o da religião e o do mito, ao mesmo tempo em que exige o repensar de todos estes topos. É o que justifica sua função de corte e obriga o analista a buscar seus alimentos sempre mais além, alhures. A pulsão ilustra de forma contundente esta posição atópica da psicanálise. Diz Freud que a pulsão é um conceito limite entre o psíquico e o somático, isto é, não pertence a um registro ou a outro, mas está entre-dois. Entre-dois, psíquico e somático, traduz a posição do que não é instinto, ao mesmo tempo que sua fonte é somática. Com o conceito de pulsão, Freud carimbou de vez a psicanálise como um saber “extraterritorial”, e sem “identidade nacional”: a pátria psicanalítica não pode ser, por exemplo, nem a biologia, nem a psicologia, “países” nos quais ela será sempre estranha e estrangeira. Tampouco pode habitar o país da medicina ou da filosofia. Quanto aos médicos e filósofos, Freud dizia que os primeiros receberam a psicanálise como um sistema especulativo e os segundos a censuravam por valer-se de premissas artificiais, sem clareza e precisão".

"... O que, então, é R E A L de fato (no sentido de ser inquestionável para quem conta) ? Uma impressão da R E A L I D A...
09/01/2024

"... O que, então, é R E A L de fato (no sentido de ser inquestionável para quem conta) ? Uma impressão da R E A L I D A D E ? Sério?! Falaria com a mesma certeza apontando para teus mais secretos medos tão impossíveis, qto muito, talvez, improváveis... mas nem mesmo assim menos [s û r] REAIS no concreto (desse)REAL de 01(hum) mundo que Ñ (nunca) [+]mais TE am(🤔)PARA ? ? ? . . ."

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Sim, houve um tempo que o Louco que habita em mim respondia por nós! O brilho nos olhos era inegável e selava suas palav...
10/12/2023

Sim, houve um tempo que o Louco que habita em mim respondia por nós! O brilho nos olhos era inegável e selava suas palavras com gestos livres e atitudes inesperadas! A alegria que ele fazia crescer em mim, bem como a bagunça no meu raciocínio ora deveras matemático, me fazia andar frequentemente a dois palmos do chão - não era questão de ignorar a Realidade, mas de não percebê-la como imutável... Ele, solto, inocente, não se cansava nunca! Mas entrava em cada situação... A bem da verdade, ele não entrava, o homem com seu lado bicho que constantemente ao se deparar com um Louco, o aliciava e abusava da sua capacidade de sempre acreditar mesmo que enganado centenas de vezes! Talvez ser louco seja também isso, acreditar independente das circunstâncias (e da experiência). Sua inocência vem de uma ingenuidade de diamante, não da esperança bambuzal que por mais firme que seja, ainda assim oscila nos vendavais das circunstâncias.... o Louco é tão louco que os que têm a oportunidade de conhecê-los confiam-lhes, não seus tesouros, mas suas alegrias! Ele transita sem credenciais pelo mundo, inclusive pelo submundo, e sua inocência não deprecia sua lealdade; parece que sua inocência inspira lealdade! Foi assim que tornou-se "emissário sem credenciais" para toda sorte de gente... O Louco não tem expectativas, mas também não tem esperança, acho que ele nem sabe o que essas palavras significam; em contrapartida, o Louco é alegre e faz da Vida um brinquedo sério e valioso. Ele não sabe qual caminho seguir, pois seu caminho não é uma ou duas ruas na dúvida de uma esquina, mas sim o mundo inteiro! Quem o observa tem a impressão que ele anda em zigue-zague, que está perdido... porém, ninguém como um Louco para apresentar o Mundo! Quando eu o escutava, ainda que também desprovido de rumo, não me preocupava com o sentido das coisas, mas com a alegria e o bem da Vida! Nós éramos livres, clandestinos sem causa ou razão maior além de degustar e reinventar o que já estava posto como definitivo. E fazíamos isso sem nenhuma revolução. Fazíamos pois era nossa forma de continuar. Pois Louco nunca desiste! E isso assusta alguns... Enquanto muitos insistem, ele transita pelo impossível! Enquanto alguns, que não são poucos, param no meio do caminho, ele não tem meio ou ponto de chegada, por isso desistir, para o Louco, não é questão de escolha ou falta de escolha, é desconhecido. Mas veio o encontro com a Realidade e com tudo e todos que com ela se entrelaçam. Vieram os compromissos que disseram que eram meus, as responsabilidades entregues a carimbo e ferro... E, principalmente, a ausência dos que amava, que partiram para outras terras deixando uma saudade insana e um vazio sem razão. Nesse momento eu me soltei do Louco e o tirei de minha cabeça, deixando-o que passeasse apenas por meu peito... Foram anos na matemática dos fatos à procura de soluções mirabolantes... De repente, o simples se perdera de mim e tudo se transformou em questões a se resolver! A leveza afundara nas contas feita a lápis a quebrar-lhe a ponta de tanto esforço por respostas que atendessem essa realidade que, não só me pegara de surpresa, mas me abordou sorrateiramente pelas costas! Não foram apenas anos, mas noites sem trégua e sem alívio - as novas regras apresentadas não respondiam às demandas! Seria isso que queriam?! Enlouquecer-me? Pois tudo que era dito de um jeito só era possível ao contrário! Isso quando era possível! E as resposta, às custas de longas noites sem dormir, quando apresentadas simplesmente eram engavetas sem sequer passarem os olhos! Não importa! Teimoso e uma vez Louco, desistir me era desconhecido e portanto não servia como saída, nem ao menos como alívio... Na exceção dos sonhos, quando dormir era possível, nós nos encontrávamos e eu ria. Aliás, ele sorria para mim... Meu peito estava uma bagunça, coisa de Louco! Telas pintadas, esboços de auto-retratos a carvão, poemas borrados escritos à pena e nanquim! Um descanso para meus olhos já numéricos... Com todo cuidado, tentava não sujar os pés sem perceber que o que estava a fazer era não destruir a Arte daquele Louco que por mais que não transitasse mais por minha mente, fizera do resto do meu corpo seu ateliê! Nos abraçamos, com a leveza de duas crianças e foi impossível não gargalhar ao olhar pro teto e encontrar tinta de quase todas as cores misturadas a manchas de carvão tatuadas por seus dedos sujos e respingos de nanquim... Sinto sua falta e busco alguma outra forma de estarmos juntos além dos sonhos onde todo homem deveria se perceber livre!

Que a atmosfera e o todo mais que a fazer pesar como nuvens de chumbo, ok… não é supresa há muito tempo! SUPRESA E TER A...
21/07/2023

Que a atmosfera e o todo mais que a fazer pesar como nuvens de chumbo, ok… não é supresa há muito tempo! SUPRESA E TER ARTIFÍCIOS, FERRAMENTAS EM ALGUMA GAVETA QUE NEM SABIA OU LEMBRAVA QUE EM HORAS COMO ESSA CAEM COMO VERDADEIROS PARA-RAIOS! (“Jorge, SÃO JORGE…. trazeis em vosso rosto a esperança e confiança ABRINDO os meus caminhos. Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal. Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar.”)

mais do que um presente, mesmo porque nem tinha chegado o dia… mais do que algo que por algum motivo me transportou aos ...
18/05/2023

mais do que um presente, mesmo porque nem tinha chegado o dia… mais do que algo que por algum motivo me transportou aos seus pensamentos… Um gesto que nomeado como tal já seria suficiente no campo do entendendo-se…. Mas é mais (muito) um gesto de cuidado com a delicadeza que só uma artista a tem cravado no DNA… e para tentar dizer um pouquinho sobre o que tal gesto despertou cá dentro, eu poderia escrever um livro, mas cada capítulo seria redundante em algum ponto - eu fui escutado em um instante daqueles que estava pensando alto é isso. É mais do que raro ou precioso - poucos terão uma experiência como essa minha…

(VOCÊ SEMPRE SERÁ A MINHA RAINHA)“ Vole, vole petite aileMa douce, mon hirondelleVa-t'en loin, va t'en sereineQu'ici rie...
27/04/2023

(VOCÊ SEMPRE SERÁ A MINHA RAINHA)
“ Vole, vole petite aile
Ma douce, mon hirondelle
Va-t'en loin, va t'en sereine
Qu'ici rien ne te retienne
Rejoins le ciel et l'éther
Laisse-nous, laisse la terre
Quitte, manteau de misère
Change d'univers
Q qq“Vole vole petite aile
Ma douce, mon hirondelle
Va-t'en loin, va t'en sereine
Qu'ici rien ne te retienne
Rejoins le ciel et l'éther
Laisse-nous, laisse la terre
Quitte, manteau de misère
Change d'univers….”

19/03/2023

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