Marina Reigado Psicologia

Marina Reigado  Psicologia Dedico-me ao atendimento clínico de adultos e adolescentes colocando-me a disposição para compreender e testemunhar a história de vida de cada paciente.

Psicóloga Clínica formada pela UFMG e especialista em Teoria Psicanalítica pela mesma universidade. Oferece em seu consultório Atendimento Psicoterápico para adultos e Adolescentes, além de serviços de Orientação Profissional, Planejamento de Vida e Carreira e Grupo de apoio a pais e adolescentes. Disponibiliza ao cliente um espaço único de escuta e apoio, a partir do qual é possível promover o processo de crescimento e de mudança de vida, respeitando sempre a história pessoal de cada um, assim como seus valores, seus desejos e sonhos. Para conhecer um pouco deste trabalho e dos serviços oferecidos, faça uma visita ao blog www.marinareigado.com.br, ou entre em contato através do e-mail marina.reigado@gmail.com.

Na quarentena eu decidi brincar. Decidi montar meu primeiro quebra cabeça “grande” e me entreguei a tarefa que envolvia...
29/06/2020

Na quarentena eu decidi brincar. Decidi montar meu primeiro quebra cabeça “grande” e me entreguei a tarefa que envolvia menos a racionalidade de todo dia e me permitia habitar outra área, mais leve, mais lúdica. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
A vida real, os problemas, as preocupações, as tarefas e afazeres f**aram lá fora, pano de fundo desse momento que se construiu entre mim e essas mil pecinhas coloridas.
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Essa era a minha hora de brincar, de encontrar as peças corretas, de buscar os encaixes perfeitos, de me perder nos nuances mil do azul e do amarelo que habitava o mundo de Tarsila. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Era hora de brincar de faz de conta e naquela brincadeira eu me tornava a pintora do quadro, a artista por traz daquelas cores e traços, e me surpreendia a cada pincelada - a cada peça encontrada - com a obra de arte que se revelava. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Abaporu ganhava vida nova pelas minhas mãos. Com ela, eu podia brincar. E porque brincava eu podia descansar, de mim, da vida, do mundo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
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Se engana quem acha que o brincar é capacidade exclusiva da infância. Pelo contrário, ela se estende ao longo do tempo, inclusive na vida adulta. O brincar para Winnicott, corresponde justamente a essa possibilidade de habitar uma área intermediária, entre o mundo subjetivo e o objetivamente dado. Essa área da experiência compreenderá, mais tarde, o espaço da arte, da religião, do trabalho e da vida social em geral.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
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Marina Reigado CRP 04/27487
́liseeprevenção ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

. . Confissões da analista . . ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ Quando atendo, me envolvo naquele encontro e quando m...
23/06/2020

. . Confissões da analista . . ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Quando atendo, me envolvo naquele encontro e quando menos espero me transporto para um lugar que não é mais aqui na minha sala. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
É um espaço do entre: entre eu e você, meio meu e meio seu. Localizado no intervalo remonto entre o mundo subjetivo e o objetivo. É esse, o nosso espaço! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Permanecemos lá durante toda a sessão e brincamos juntos (como me ensinou Winnicott) dessa coisa séria, chamada análise. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
É lá que a realidade subjetiva se presentif**a, as necessidades, as marcas, as falhas. É onde as experiências integrativas podem acontecer.

Permanecemos lá, até que o tempo nos chame, anunciando o fim. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
É aí que nos damos conta de que não estamos mais no mesmo espaço físico. Não iremos mais nos despedir como habitualmente - nada de abraço ao final da sessão. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Retornamos cada um para o seu mundo, o nosso mundo objetivo. Eu aqui, na minha casa; você, aí na sua.

Tão perto e tão longe... ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
(Coisas desse nosso novo tempo...) ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Marina Reigado CRP 04/27487
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JAQUEI. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ Do verbo ‘jacar’; ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀ Neologismo criado a part...
18/06/2020

JAQUEI. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Do verbo ‘jacar’; ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Neologismo criado a partir da expressão ‘pé na jaca’ sinônimo de se permitir, de burlar a dieta e comer o que dá vontade deixando para lá as regras, os limites, o certo ou errado. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Remete também ao termo “já que”, usado quando se fura a dieta e, a partir disso, se permite comer tudo o que tem vontade e que estava proibido até então. Usado na primeira pessoa: “Já que furei a dieta, vou comer toda a caixa de bombom!”. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
O termo vem acompanhado de culpa, auto acusação e sensação de fracasso. Nos casos mais graves gera, também, comportamentos compensatórios. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
O termo é efeito da cultura da dieta que divide os alimentos em certos e errados, permitidos e proibidos. Nesse contexto, o ‘jaquei’ é prova viva, exemplo claro, da conexão da nossa alimentação com nosso estado emocional, da impossibilidade de nos mantermos sempre obedientes e fiéis às limitações propostas pelas dietas. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀ ⠀ ⠀ ⠀⠀ ⠀
Diante do “jaquei” torna-se pouco eficiente o detox ou o jejum intermitente. Indica-se ao contrário uma boa dose de auto reflexão, de conversa boa no analista e de mergulho para dentro que encontre resposta para nossas necessidades físicas, alimentares e emocionais. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Marina Reigado CRP 04/27487

Naquele dia, dois velhinhos andando juntos pelo jardim, me fizeram pensar na velhice, no que vai e no que f**a com o pas...
08/12/2019

Naquele dia, dois velhinhos andando juntos pelo jardim, me fizeram pensar na velhice, no que vai e no que f**a com o passar dos anos. Eles me fizeram lembrar de Adélia Prado e sua poesia:
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“Estou com muita saudade
de ter mãe,
pele vincada,
cabelo para trás
os dedos cheios de nós
tão velha
quase podendo ser a mãe de Deus
- não fosse tão pecadora.
Mas esta velha sou eu,
minha mãe morreu moça,
os olhos cheios de brilho,
a cara cheia de susto.
Ó meu Deus, pensava
que só criança se falava:
as órfãs”.
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(“Pedido de adoção” 1999)
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Marina Reigado CRP 04/27487

Ele chega para análise cheio de queixas do casamento. Está ali porque a esposa pediu (era a última tentativa antes da se...
08/11/2019

Ele chega para análise cheio de queixas do casamento. Está ali porque a esposa pediu (era a última tentativa antes da separação). ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Nesses casos, a análise pode facilmente se tornar só uma moeda de troca, uma forma de “provar” que se faz algo pelo casamento. Esse era o nosso risco: f**armos na superfície.
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Mantive meu interesse por Ele e aos poucos minhas perguntas e questionamentos foram se tornando dele também. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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A mistura com a esposa foi f**ando clara; a dependência afetiva, o papel que ela passou a ter para ele e ele para ela. Ele foi se dando conta do lugar confortável que o casamento se tornou, deixando-o acomodado, protegido de ter que enfrentar suas próprias falhas e limitações.
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Ele começou a entender melhor o ultimato da esposa. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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A análise deixou de ser só sobre o casamento e passou a ser sobre Ele. Revisitamos relações antigas - familiares - que o ensinaram um modo de amar que era mistura e invasão. Relações onde Ele não pôde se tornar ‘um’ porque já era a metade de alguém (a mãe). ⠀⠀⠀⠀
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Entendemos que como toda boa metade, Ele saiu pelo mundo à procura da sua e achou que tinha encontrado - até a esposa dizer não!

Era urgente a necessidade de separação! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Ele precisava se separar para finalmente se constituir ‘um’, em sua própria individuldade e subjetividade. Porque era só assim que algum dia, na melhor das hipóteses, esse cara poderia finalmente viver um casamento de verdade. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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(Arte da )
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Marina Reigado CRP 04/27487

O pontinho preto, do lado direito da foto, sou eu brincando de fotografar.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Brincar é a capaci...
03/06/2019

O pontinho preto, do lado direito da foto, sou eu brincando de fotografar.
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Brincar é a capacidade que a gente tem de habitar, em um espaço de tempo, um lugar onde a realidade, objetiva como ela é, pode f**ar suspensa por alguns momentos; é quando temos respiro, fôlego do mundo real; é poder criar e recriar o que há de concreto lá fora, a partir do que se passa em nós mesmos.
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É brincando que a criança transforma a caixa de papelão - velha e sem graça - em tudo o que ela sonha, deseja e quer; é brincando de faz de conta das histórias, que adultos e crianças, podem viajar para longe e depois retornar seguros para a casa que habitam em si mesmos; é fazer arte, colorindo o mundo, quando lhe falta cor e graça; é fazer do trabalho mais que ganha pão, permitindo-o ser nosso jeito de contribuir para o mundo. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
(É o que me autoriza em meus cliques, mesmo das coisas mais banais, exercitando meu olhar e revelando meus ângulos e pontos de vista). ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Winnicott é famoso por seu conceito de brincar. Apressados irão reduzi-lo a ideia de diversão, brincadeira ou jogo, ignorando a potência desse conceito, justamente por articular ideias fundamentais como criatividade, transicionalidade e saúde. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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(Por aqui, no insta, as fotos que você viu são, na grande maioria, cliques meus. A belezura de hoje é cuja arquitetura é de encantar!)
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Marina Reigado CRP 04/27487
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. . Psicanálise e nutrição? . .(Essa mistura dá liga?)⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Se você é nutricionista você sabe que se...
31/05/2019

. . Psicanálise e nutrição? . .
(Essa mistura dá liga?)
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Se você é nutricionista você sabe que seu trabalho vai muito além da prescrição de alimentos, mesmo que para o leigo a função pareça ser essa: prescrever a dieta! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A nutrição sabe - e a psicanálise também - que os alimentos estão banhados de afeto. Por isso de nada adianta o plano alimentar recheado de alimentos da moda se ele não contemplar a história daquele paciente, seus sentidos, seus sentimentos, de onde ele vem e quem ele é. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O trabalho inclui acompanhar e cuidar da forma como o paciente se alimenta, o modo como ele entende e se relaciona com o próprio corpo, a forma como ele acolhe (ou não) suas necessidades. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O acompanhamento nutricional pode ser mais do que o plano alimentar, pode ser meio de fomentar saúde emocional e introjetar cuidados pessoais importantes!
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Quando nutrição e psicanálise se encontram não é só o corpo que está em cena, é o paciente por inteiro! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
(Olha que esse encontro rende uma misturinha boa e gera frutos nutritivos, para nós e para nossos pacientes!)
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Marina Reigado CRP 04/27487

. . A negação da dor (e os remédios da cabeceira dela). .⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Acordo desanimada e lembro dos remé...
21/05/2019

. . A negação da dor (e os remédios da cabeceira dela). .
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Acordo desanimada e lembro dos remédios na cabeceira: “Uma dose de energia e ânimo para enfrentar o dia! Quem não precisa disso?!”
Vou para o trabalho. Ando tão desfocada... Bem que um colega sugeriu aquela ritalinazinha para dar um up no foco. Preciso anotar para não esquecer: agendar o psiquiatra e pedir a receitinha para o foco! Aproveito e peço um reforço para a memória que anda falhando fraquinha, fraquinha.
O tempo voa e o trabalho consome meu dia.
Volto para casa e já é tarde. Preciso me deitar logo!
O doutor falou que rotina é tudo: “Dormir, todo dia no mesmo horário!”. Quem sabe assim não derroto essa insônia que me acompanha há anos?
Tomo o remédio da cabeceira, dessa vez para o sono, mas a cabeça não para!
Tenho que parar de me preocupar. Parar de pensar no João, no nosso casamento, em como ele anda distante. Preciso parar de pensar no bebê que perdemos... ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Todas as noite sinto esse aperto no peito, uma sensação ruim que leva meu sono embora.
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“Eh que eu queria tanto aquele bebê...Queria tanto a nossa família formada.” ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A psicóloga, que eu fui no ano passado, falou que eu precisava era de tempo para elaborar o luto. Ela disse que eu estava atropelando meus sentimentos. Isso fez tanto sentido para mim que eu nem precisei mais voltar! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Aposto que esse aperto no peito, deve ser o corpo acostumado com a dose do antidepressivo.
O organismo cria resistência né?
Preciso falar com o doutor para aumentar a dose!⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
A noite passa num piscar de olhos e ela desperta com o relógio lembrando que já é outro dia.

Lá vai ela com os remedinhos da cabeceira: “Uma dose de energia e ânimo! Quem não precisa disso?!”
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Marina Reigado CRP 04/27487
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(Reflexão de final de semana para mim e para meus colegas psi)⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀“Quanto das dificuldades do pacien...
19/05/2019

(Reflexão de final de semana para mim e para meus colegas psi)
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“Quanto das dificuldades do paciente se refere ao fato de ninguém tê-lo ouvido de modo inteligente?” ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
(Winnicott, em ‘Tipos de psicoterapia’ de 1961)
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Marina Reigado CRP 04/27487

. . Uma boneca, para um menino, por favor! . .Em meio a sessão dela, enquanto falávamos das dificuldades de cuidar do be...
15/05/2019

. . Uma boneca, para um menino, por favor! . .

Em meio a sessão dela, enquanto falávamos das dificuldades de cuidar do bebê pequeno que havia chegado há alguns meses, ela me contava, surpresa, a respeito de um pedido inusitado que ouviu de seu primogênito, um menino de 04 anos, diante da proximidade de seu aniversário: ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
- Ele me pediu uma boneca! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Ela me contava o quanto o pedido havia surpreendido. O marido ao ouvi-lo logo se apressou a dizer que boneca era coisa de menina, mas depois sozinhos, marido e mulher, colocaram-se a pensar : ‘Será que não deviam fazer a vontade do menino?’ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Não era à toa que aquela altura um pedido assim aparecesse. Um bebê havia chegado há pouco em casa e o menino acompanhava, diariamente, os cuidados dedicados da mãe e do pai com o irmão novinho, pra lá e pra cá. Talvez ele quisesse também ter um bebê para si. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Não estamos acostumados a pensar em bonecas sendo ninadas por nossos meninos; aos poucos vamos nos acostumando a ver os homens também preocupados com os cuidados com o banho, o ‘mamá’, a troca de fralda, o cuidar.
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Brincando as crianças podem experimentar lugares do mundo adulto e assim enriquecer-se.
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Conversamos, ao longo da sessão, de como seria importante que ela e o marido se dedicassem a tarefa de encontrar uma boneca a altura de pedido tão importante! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Espero que o presente faça sucesso!
Espero que esse menininho se sinta apoiado em poder brincar de boneca, experimentando o potencial de cuidar e amar que também podem fazer parte dele!
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(Na foto, a loja de brinquedo onde reina a separação por cores, por gênero e categorias do que é de menino e o que é de menina. Dificilmente encontramos, por exemplo, bonecos-menino em meio ao mundo cor de rosa, dos frufrus e laçarotes). ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
(Marina Reigado CRP 04/27487)

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Belo Horizonte, MG

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Sobre Mim

Meu nome é Marina Reigado e sou psicóloga clínica.

A minha trajetória profissional se iniciou na Universidade Federal de Minas Gerais, onde pude ter acesso a uma formação de qualidade, com variedade teórica e prática, o que me permitiu desenvolver o meu caminho profissional e a minha forma de exercer o meu ofício.

A essa formação se somou a minha disposição e sensibilidade para ouvir o outro, a curiosidade pela história das pessoas e o desejo por compreendê-las e apoiá-las no processo de amadurecimento e crescimento pessoal.