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É o estilo "Preocupado".Veja abaixo as principais características desse estilo de apego no adulto: Alta Ansiedade (Visão...
23/04/2026

É o estilo "Preocupado".

Veja abaixo as principais características desse estilo de apego no adulto:

Alta Ansiedade (Visão negativa de si): A pessoa tem uma visão de si mesma como frágil e incapaz, experimentando intensa ansiedade quanto à possibilidade de ser abandonada ou perder o parceiro.

Baixa Evitação (Busca pelo outro): Para lidar com sua visão de fragilidade, ela busca desesperadamente o outro para obter auxílio e segurança, apegando-se de forma excessiva.

Quando o paciente apresenta angústia intensa na sessão, você está diante do "filtro neural" inato do Neuroticismo ou da ...
22/04/2026

Quando o paciente apresenta angústia intensa na sessão, você está diante do "filtro neural" inato do Neuroticismo ou da Criança Vulnerável ativada por um gatilho?

Fazer esse diagnóstico diferencial refina o nosso olhar e muda totalmente o rumo da intervenção:

🔹 Neuroticismo (Temperamento): Pede intervenções de regulação biológica (como grounding e respiração) para modular o sistema nervoso.

🔹 Ativação Esquemática (Aprendizado): Pede o acolhimento direto da Criança Vulnerável através da reparentalização emocional.

Confundir os dois na hora do manejo é correr o risco de invalidar a neurobiologia do paciente ou negligenciar a sua ferida primária.

Como você costuma mapear essa diferença na sua prática clínica? 👇

O estilo de Apego Evitativo Temeroso faz parte do modelo dimensional de apego adulto proposto por Bartholomew e Horowitz...
21/04/2026

O estilo de Apego Evitativo Temeroso faz parte do modelo dimensional de apego adulto proposto por Bartholomew e Horowitz.

Para compreender essa definição em detalhes, é fundamental olhar para as duas dimensões que a compõem: a ansiedade e a evitação, que derivam diretamente de como o indivíduo constrói internamente a sua própria imagem e a imagem das outras pessoas.

O indivíduo receia profundamente se aproximar, pedir auxílio ou criar laços íntimos em função da possibilidade dolorosa de ser rejeitado. Como ele não confia em seu próprio valor (alta ansiedade) e também não confia que o parceiro o acolherá (alta evitação), ele prefere fugir da intimidade como um mecanismo de proteção para não vivenciar a dor insuportável que a antecipação da rejeição lhe causa.

Na dinâmica dos relacionamentos adultos, a pessoa vive um verdadeiro "beco sem saída" emocional: sua ansiedade faz com que ela precise de validação externa, mas seu medo a obriga a construir um muro ao seu redor, mantendo os parceiros a uma distância aparentemente "segura".

Você consegue identificar este estilo de apego em seus pacientes?

A relação entre o apego seguro e a regulação emocional baseia-se no fato de que a nossa capacidade de gerenciar o estres...
20/04/2026

A relação entre o apego seguro e a regulação emocional baseia-se no fato de que a nossa capacidade de gerenciar o estresse e as emoções difíceis não nasce pronta; ela é aprendida nas primeiras relações da infância e consolidada para ser utilizada na vida adulta.

A grande vantagem da regulação emocional no apego seguro é a flexibilidade e o equilíbrio.

O indivíduo seguro possui ferramentas emocionais completas: ele não se isola defensivamente negando que precisa de ajuda (como ocorre nos estilos evitativos), nem se apega de forma desesperada, frágil e sufocante exigindo que o parceiro resolva todos os seus problemas (como nos estilos ansiosos/preocupados).

Ele consegue transitar de forma saudável entre acalmar a si mesmo e buscar o conforto no outro quando se sente vulnerável.

O envolvimento emocional excessivo com figuras significativas que impede o desenvolvimento de uma identidade própria.Psi...
19/04/2026

O envolvimento emocional excessivo com figuras significativas que impede o desenvolvimento de uma identidade própria.

Psis, este é um dos esquemas mais complexos e desafiadores que encontramos na díade terapêutica, muitas vezes maquiado de "lealdade" ou "cuidado".

O Emaranhamento atrofia a capacidade do paciente de saber quem ele é sem o outro. É uma fusão que impede a individuação. A sua "teoria de vida" é construída sobre as expectativas de outra pessoa, gerando dissonância cognitiva constante quando a realidade externa exige autonomia.

O risco clínico é alto: pacientes emaranhados muitas vezes fracassam em ações de diminuir a tensão em relacionamentos difíceis porque reagem a qualquer limite como se fosse uma rejeição existencial de um "Crítico Exigente" interno, preferindo manter a fusão do que o risco de não serem "compreendidos".

A nossa intervenção técnica deve ser precisa:

Psicoeducação afiada: Ajudar o paciente a ver que ser o real protagonista de sua existência exige que ele não dê ao outro a possibilidade de controlá-lo.

Trabalho com Modos: Identificar e combater o Crítico Punitivo/Exigente que proíbe a autonomia e ativa o modo "Sobrevivente" ao invés do Adulto Saudável.

Ressignificação: Parar de esperar que a figura de emaranhamento o compreenda para, só então, ele ser feliz. A liberdade está em depender menos dos outros e mais de si mesmo.

Como você costuma realizar a difícil intervenção de "desemaranhar" sem romper o vínculo? Compartilhe sua estratégia clínica nos comentários! 👇

Este é um dos esquemas mais comuns que encontramos na clínica de casais. 💔🧠🗣️O impacto desse esquema na díade conjugal é...
18/04/2026

Este é um dos esquemas mais comuns que encontramos na clínica de casais. 💔🧠🗣️

O impacto desse esquema na díade conjugal é devastador: gera um ambiente de crítica constante e foco absoluto no desempenho, impedindo o relaxamento e a troca afetiva.

Quando um ou ambos os parceiros operam sob Padrões Inflexíveis, a relação se torna um campo de avaliação contínuo, orquestrado por um Crítico Exigente insaciável.

O parceiro nunca é "bom o suficiente" e a vulnerabilidade — essencial para a conexão — é vista como falha.

A troca afetiva genuína é sufocada pela necessidade obsessiva de cumprir metas irrealistas de "perfeição".

O resultado clínico é um casal que sabe sobreviver, mas não sabe viver a espontaneidade.

Você tem vivenciado essa dinâmica no seu consultório?

Embora a prática clínica dedique grande parte da energia ao amparo da Criança Vulnerável e ao manejo dos Modos de Enfren...
17/04/2026

Embora a prática clínica dedique grande parte da energia ao amparo da Criança Vulnerável e ao manejo dos Modos de Enfrentamento, a ativação da Criança Feliz é um pilar técnico indispensável para a alta terapêutica.

É comum pacientes funcionais apresentarem a necessidade de Espontaneidade e Lazer atrofiada, esmagada pela atuação de um Crítico Exigente ou Punitivo.

Fortalecer a Criança Feliz não é um mero acessório lúdico, mas a intervenção necessária para tirar o paciente do estado de alerta e promover o sentimento genuíno de validação, autonomia e liberdade.

Sobreviver vs. Viver: Reduzir sintomas negativos apenas ensina o paciente a "não sofrer". É a ativação da Criança Feliz que ensina o indivíduo a "viver" e aproveitar a própria vida.

Enquanto o Modo Adulto Saudável tem o papel de organizar e proteger a rotina, é o Modo Criança Feliz quem efetivamente desfruta a jornada.

Salve esse post para não esquecer de trabalhar este modo na clínica!

Isso não é teimosia do paciente. É a Manutenção do Esquema em ação. 🧠🔍Na Terapia do Esquema, sabemos que os Esquemas Ini...
16/04/2026

Isso não é teimosia do paciente. É a Manutenção do Esquema em ação. 🧠🔍

Na Terapia do Esquema, sabemos que os Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs) funcionam como filtros mentais extremamente rígidos.

O cérebro do paciente literalmente deleta os dados que contradizem o esquema e dá um "zoom" nas informações que confirmam a velha ferida. É um viés de confirmação profundo: a mente prefere a dor de uma história conhecida do que o desconforto de aceitar uma nova realidade.

O primeiro passo para enfraquecer esse padrão não é apenas rebater o pensamento, mas psicoeducar o paciente sobre a existência desse filtro.

Como você costuma "furar" esse filtro esquemático nas suas sessões? Deixe sua estratégia nos comentários! 👇

Na classificação original de Mary Ainsworth, tínhamos três estilos de apego. Mas foi o trabalho de Main e Solomon (1986)...
10/04/2026

Na classificação original de Mary Ainsworth, tínhamos três estilos de apego. Mas foi o trabalho de Main e Solomon (1986) que lançou luz sobre o padrão mais complexo e doloroso: o Apego Desorganizado.

Diferente dos padrões evitativo ou ambivalente, aqui não existe uma estratégia coerente de sobrevivência. O que existe é um paradoxo biológico insustentável:

1️⃣ A Fonte do Medo: A criança nasce programada para buscar o cuidador em momentos de estresse. Mas, no apego desorganizado, o cuidador é quem causa o estresse (através de abusos ou violência).

2️⃣ O Curto-Circuito: O instinto diz "fuja do perigo", mas o sistema de apego diz "corra para o cuidador". O resultado? Comportamentos contraditórios, paralisia e uma desorganização profunda do self.

3️⃣ Marcas Invisíveis: Esse trauma precoce gera uma visão de mundo onde o outro é imprevisível e perigoso. A confiança básica é quebrada antes mesmo de ser construída.

🔬 O Olhar da Terapia do Esquema
Para nós, terapeutas do esquema, esse histórico é o terreno onde brotam os Esquemas de Desconfiança/Abuso e Defectividade/Vergonha. São pacientes que chegam ao consultório com uma hipervigilância constante e uma dificuldade imensa em se entregar à aliança terapêutica.

🌱Através da Reparação Limitada, assumimos o papel daquela figura segura que faltou. Não apenas ouvimos o trauma, mas oferecemos uma nova experiência emocional corretiva. É um trabalho delicado de reconstruir as representações internas do paciente, provando — através do vínculo — que o mundo pode, sim, ser um lugar seguro.

Psicóloga, você atende pacientes com esse perfil de apego? O desafio do manejo clínico nesses casos é imenso, mas a transformação que a reparação proporciona é profunda.

Na nossa prática clínica, a palavra "empatia" é usada o tempo todo, mas alguns dados nos mostram é que existe uma ciênci...
09/04/2026

Na nossa prática clínica, a palavra "empatia" é usada o tempo todo, mas alguns dados nos mostram é que existe uma ciência por trás dela: a Empatia Precisa.

Diferente da simpatia (sentir pena), a Empatia Precisa é uma habilidade técnica de entrar no mundo do outro sem se perder no seu próprio.

O que aprendemos com as evidências:

1️⃣ O perigo do "Já entendi": Quando dizemos isso, muitas vezes encerramos prematuramente a autoexploração do cliente. A escuta empática exige uma "mente de iniciante" e curiosidade contínua.

2️⃣ Os Obstáculos de Gordon: Você sabia que Tranquilizar, Aconselhar ou Concordar podem ser obstáculos à escuta? Eles podem desviar o cliente da sua própria linha de raciocínio original.

3️⃣ Afirmação vs. Pergunta: Aqui está um "pulo do gato" técnico. Transformar sua reflexão em uma afirmação ("Você está furiosa") em vez de uma pergunta ("Você está furiosa?") tende a fluir melhor e evitar reações defensivas.

A técnica do Espelhamento:
O terapeuta eficaz não é uma câmara de eco que apenas repete. Ele é alguém que "supõe o que ainda não foi dito", convidando o cliente a olhar mais de perto para a própria experiência.

👉🏻Na sua próxima sessão, observe: você está fazendo perguntas para colher dados (Sondar) ou está refletindo a compreensão para aprofundar a conexão?

Muitas vezes mergulhamos em manuais, novos protocolos e cursos de extensão acreditando que a "técnica perfeita" é a chav...
08/04/2026

Muitas vezes mergulhamos em manuais, novos protocolos e cursos de extensão acreditando que a "técnica perfeita" é a chave para a cura. Mas a ciência diz algo diferente.

Estudos realizados desde a década de 1940 revelam o chamado "Efeito do Terapeuta". Sabe o que os dados nos mostram?

🧪 A Analogia do Chef: Uma receita (o manual/técnica) pode ser a mesma, mas o resultado final depende drasticamente de quem está na cozinha. O "ingrediente" que faz a diferença são as suas habilidades interpessoais.

O que as evidências apontam:

✨Empatia é preditora: O nível de empatia do terapeuta correlaciona-se diretamente com a melhora (ou piora) do paciente.

✨A abordagem não é tudo: Diferenças entre terapeutas influenciam os resultados mais do que a orientação teórica ou o tempo de formação.

✨A adaptação é a chave: Os terapeutas mais eficazes são aqueles que conseguem adaptar seu estilo interpessoal às necessidades específicas de cada paciente.

⚠️ Terapeutas com baixa empatia e afeto positivo incondicional têm maior probabilidade de ver seus pacientes piorarem. A psicoterapia não é um processo neutro; se não for bem conduzida, pode causar danos.

💭 👉🏻 ✏️ Cuidar da nossa saúde mental, fazer supervisão e treinar nossa capacidade de conexão e empatia não é "perfumaria" — é o que sustenta a eficácia do nosso trabalho.

Muitas vezes, a pressão por resultados nos faz cair na armadilha de agir como especialistas técnicos. Queremos "prescrev...
07/04/2026

Muitas vezes, a pressão por resultados nos faz cair na armadilha de agir como especialistas técnicos.

Queremos "prescrever" a mudança, como um médico prescreve um antibiótico. Mas a alma humana não aceita anestesia.

Diferente de uma cirurgia, onde o paciente é passivo, na psicoterapia a mudança é uma dança, não uma luta. 💃🕺

Miller & Rollnick nos lembram de uma verdade que às vezes esquecemos na correria da clínica:

1️⃣ Ninguém sabe mais sobre o paciente do que ele mesmo. Ele tem uma vida inteira de dados que nós nunca acessaremos totalmente.

2️⃣ A expertise técnica não substitui a parceria. De que adianta a melhor técnica do mundo se ela for "aplicada no" cliente, em vez de construída "com" ele?

3️⃣ Persuadir gera resistência. Quando tentamos coagir alguém à mudança, o efeito costuma ser o oposto do pretendido.

Para ajudar alguém a mudar um estilo de vida, precisamos da experiência deles. Nós trazemos as ferramentas, mas eles trazem o terreno. Sem essa colaboração ativa, somos apenas técnicos assistindo a processos que não se sustentam fora do consultório.

✨💭✏️Em qual momento das suas sessões você sente que está "carregando o piano" sozinha?

Talvez seja a hora de convidar o seu paciente para a dança novamente.

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