Erica Machado

Erica Machado Psicóloga Clínica

Tem dias em que a vida parece apenas uma sequência interminável de tarefas, cobranças e sobrevivência. Existem dores que...
08/05/2026

Tem dias em que a vida parece apenas uma sequência interminável de tarefas, cobranças e sobrevivência. Existem dores que cansam, responsabilidades que pesam e fases em que tudo parece exigir mais do que temos para oferecer.

Mas a vida não pode ser feita só de esforço.
Só de produtividade.
Só de suportar.
Dar espaço para um respiro também é cuidado emocional. É permitir pequenas pausas sem culpa. É lembrar que sentir alegria, leveza e prazer não invalida as dificuldades que você enfrenta.

Ser forte não signif**a viver no automático.
E maturidade emocional não é transformar a vida em um eterno estado de alerta.
Mesmo em tempos difíceis, precisamos nos esforçar para continuar acessando aquilo que nos mantém vivos por dentro: os encontros, as risadas, o descanso, os afetos, os momentos simples.

Celebrar o que ainda existe de bom não é negar a dor.
É não deixar que ela ocupe todos os espaços da vida.

Autoestima não é discurso, é prática diária. Ela aparece no jeito que você se cuida, no que você aceita, no que você rec...
27/04/2026

Autoestima não é discurso, é prática diária. Ela aparece no jeito que você se cuida, no que você aceita, no que você recusa. Quando a autoestima está baixa, as escolhas tendem a ser disfuncionais. A gente tolera menos do que merece, insiste no que machuca e se abandona aos poucos.

Do autocuidado às escolhas afetivas, tudo comunica o quanto você se valoriza. Quem se ama escolhe melhor. Não perfeito, mas mais consciente. Com mais limite, mais critério e mais respeito por si. Isso também signif**a assumir responsabilidade pelas próprias decisões, parar de terceirizar a culpa e entender que cada escolha constrói ou enfraquece a relação que você tem consigo.

Desenvolver autoestima exige atitude. Cumprir o que promete para si, cuidar do corpo e da mente, revisar padrões, dizer não quando for preciso, se afastar do que fere, buscar relações recíprocas e, quando necessário, fazer terapia.

No fim, não é sobre acertar sempre. É sobre parar de se trair nas próprias escolhas.

A gente aprende desde cedo a olhar para o outro com cuidado. A oferecer apoio, a escutar, a tentar entender. E isso é bo...
24/04/2026

A gente aprende desde cedo a olhar para o outro com cuidado. A oferecer apoio, a escutar, a tentar entender. E isso é bonito. Ser empático, se colocar no lugar de alguém e agir com gentileza é uma forma de tornar o mundo mais leve.

Mas, no meio desse caminho, muitas vezes a gente se esquece de incluir a pessoa mais importante nessa lista de delicadezas: nós mesmos.

É curioso como conseguimos ser tão compreensivos com as falhas dos outros e, ao mesmo tempo, tão duros com as nossas. Celebramos conquistas alheias, mas diminuímos nossos próprios passos. Exigimos perfeição, como se errar não fosse parte do processo de crescer.

Ser gentil com você não é se acomodar. É reconhecer o esforço, respeitar o seu tempo e acolher as suas imperfeições. É entender que você também merece o mesmo cuidado que oferece ao mundo.

No fim das contas, a forma como você se trata define o quanto você consegue sustentar tudo o que oferece aos outros.
Comece hoje: fale com você como falaria com alguém que você ama.

Não é sobre exigir demais, é sobre não aceitar de menos.Quando falamos de relações, reciprocidade não é um luxo, é o mín...
21/04/2026

Não é sobre exigir demais, é sobre não aceitar de menos.

Quando falamos de relações, reciprocidade não é um luxo, é o mínimo. É o básico que sustenta qualquer vínculo saudável. Amor não se sustenta em esforço unilateral, em dúvidas constantes ou na esperança de que o outro um dia entregue aquilo que já deveria estar presente.

Se você precisa se diminuir para caber, insistir para ser visto ou aceitar migalhas para não f**ar só, algo está desalinhado. E não, não é amor.

Se autovalorizar é reconhecer o seu próprio valor sem precisar que alguém valide isso o tempo todo. É entender que você merece presença, cuidado, respeito e troca genuína. Amor é construção conjunta, não é um lado tentando enquanto o outro apenas recebe.
F**ar no “mais ou menos” custa caro. Custa a sua autoestima, a sua paz e, aos poucos, a sua identidade. E você não precisa pagar esse preço.

Escolher o melhor não é sobre perfeição, é sobre coerência. Sobre estar onde há entrega compatível com aquilo que você oferece.

Você não deve ser a opção de ninguém. Você deve ser a escolha. E, principalmente, precisa ser a sua primeira.

Essa foi uma das frases que a jornalista e participante do BBB, Ana Paula Renault, disse ontem ao saber da morte do seu ...
20/04/2026

Essa foi uma das frases que a jornalista e participante do BBB, Ana Paula Renault, disse ontem ao saber da morte do seu pai.

A orfandade não é apenas a ausência de pai e mãe. É perder o lugar onde a vida fazia sentido sem esforço, o ponto invisível que nos sustentava. Quando eles partem, não levamos só a saudade, mas também o abrigo, a origem, o pertencimento.

F**amos à deriva. Sem rumo. Como um navio em mar aberto, sem leme, sem porto certo, tentando seguir mesmo sem saber para onde. O horizonte, antes promissor, passa a ser apenas imenso e indiferente.

E então vem o silêncio, não a falta de som, mas de direção. Não há mais para quem ligar no fim de um dia difícil. Não há mais aquele olhar que nos reconhecia antes das palavras. Não há mais o retorno ao começo, porque o começo se foi.

Ser órfão é carregar memórias que ninguém mais viveu do mesmo jeito.
Mas algo f**a.
Nos gestos, nas frases repetidas, nos valores. Uma bússola invisível. Mesmo sem leme, não estamos completamente perdidos, há marcas dentro de nós, caminhos que eles abriram sem saber.

A dor não se resolve, mas se transforma. De ausência, vira presença silenciosa. De desamparo, responsabilidade de continuar.
A orfandade tira o chão, e nos obriga a construir um.

Seguimos. Não porque seja fácil, mas porque, em algum lugar dentro de nós, ainda ecoa aquilo que um dia nos sustentou.

Riso e reza.Duas palavras simples, mas profundamente humanas. Porque, no fundo, é isso que sustenta a gente quando a vid...
15/04/2026

Riso e reza.

Duas palavras simples, mas profundamente humanas. Porque, no fundo, é isso que sustenta a gente quando a vida aperta: a capacidade de respirar fundo e ainda assim sorrir.

A vida não vai aliviar. Dificuldades virão, frustrações também, e nem sempre teremos controle sobre o que acontece. Mas temos escolha sobre como atravessamos tudo isso.

O riso não é negação da dor. É resistência.
É o que impede que o peso da vida nos esmague por dentro.
É o que mantém a nossa sanidade quando tudo parece sair do lugar.
Rir de si mesmo, então, é um nível ainda mais profundo de saúde emocional.
É reconhecer suas falhas sem se destruir por elas.
É cair e ainda assim conseguir dizer: “ok, vamos tentar de novo.”
Quem não consegue rir de si mesmo, endurece.
E quem endurece demais, quebra.

Já a reza, seja ela qual for pra você, é o momento de pausa, de reconexão, de lembrar que você não precisa carregar tudo sozinho. É onde o controle termina e a entrega começa.

Então, quando tudo pesar, não abra mão do riso.
Não abra mão desse espaço interno de leveza.
Porque não é a ausência de problemas que mantém alguém saudável.
É a capacidade de, mesmo no meio deles, ainda conseguir sorrir.

Entre a raiz e a flor há o tempo. E é nesse intervalo que muita gente desiste.A gente vive com pressa, querendo colher a...
13/04/2026

Entre a raiz e a flor há o tempo. E é nesse intervalo que muita gente desiste.

A gente vive com pressa, querendo colher antes de cuidar, florescer antes de se fortalecer. Mas o que cresce de verdade começa no escuro, em silêncio, sem aplauso. A raiz não aparece, mas é ela que sustenta tudo. É ela que insiste mesmo quando ninguém vê resultado.

Paciência não é f**ar parado. É continuar mesmo sem garantia. É fazer o que precisa ser feito todos os dias, mesmo quando parece pouco. É suportar o processo sem negociar o próprio valor.

A peleja faz parte. Tem dia que cansa, tem dia que dá vontade de largar. Mas é justamente aí que o crescimento acontece. Não no conforto, mas na constância.

Quem respeita o tempo não chega mais devagar. Chega mais inteiro.
O que é sólido não nasce rápido. Nasce certo.

Comece hoje de onde você parou. Sem pressa, sem desculpa, mas com compromisso.

Quantas vezes olhamos para o outro com um olhar cheio de expectativas? Esperamos mais empatia, mais gentileza, mais matu...
08/04/2026

Quantas vezes olhamos para o outro com um olhar cheio de expectativas? Esperamos mais empatia, mais gentileza, mais maturidade. Esperamos que o outro seja exatamente aquilo que, no fundo, sentimos falta. Julgamos, rotulamos, cobramos. Como se fosse simples ser tudo aquilo que exigimos.

Mas, no meio desse julgamento silencioso, esquecemos de fazer a pergunta mais importante: eu tenho sido essa pessoa?

É fácil perceber a ausência no outro. Difícil é encarar os próprios vazios. É confortável apontar o que falta, mas exige coragem reconhecer o que ainda precisamos construir dentro de nós.

Talvez o mundo não precise de mais críticas disfarçadas de opinião. Talvez precise de mais pessoas dispostas a viver aquilo que tanto esperam receber. Mais verdade. Mais presença. Mais coerência.

Ser o tipo de pessoa que gostaríamos de conhecer não é sobre perfeição, é sobre intenção. Sobre pequenos gestos, sobre escolhas diárias, sobre olhar para dentro com honestidade e, mesmo assim, decidir evoluir.

Antes de cobrar do outro, ofereça. Antes de julgar, reflita. Antes de exigir, construa.
Porque, no fim, a transformação que esperamos encontrar fora começa, inevitavelmente, dentro de nós.

“Não existe vida perfeita. Existe você fazendo o melhor que consegue todos os dias."E ainda assim, você insiste em se co...
06/04/2026

“Não existe vida perfeita. Existe você fazendo o melhor que consegue todos os dias."

E ainda assim, você insiste em se comparar.
Com a rotina editada dos outros.
Com conquistas que você não viu o processo.
Com vidas que parecem perfeitas, mas não são reais.
A verdade é que essa comparação só te afasta de reconhecer o que você já faz.

Você acorda, resolve problemas, segura emoções, continua mesmo cansado.
Mas nada disso entra na conta, né?
Porque sempre parece pouco.
A régua está no lugar errado.

Vida perfeita não existe.
Existe esforço invisível.
Existe dia difícil que ninguém posta.
Existe você tentando, aprendendo, seguindo.
E isso merece ser reconhecido.
Se você não se valida, qualquer comparação vira injusta.

Hoje, em vez de se diminuir, faça o básico bem feito:
reconheça pelo menos uma coisa que você fez bem.
Sem ironia. Sem “mas”. Sem desconto.
Você não precisa de uma vida perfeita.
Precisa parar de ignorar a que você já está construindo.

O medo tem um jeito silencioso de convencer a gente de que f**ar parado é mais seguro do que se mover. E a gente acredit...
31/03/2026

O medo tem um jeito silencioso de convencer a gente de que f**ar parado é mais seguro do que se mover. E a gente acredita. F**a esperando o medo ir embora para aí sim começar a viver. Só que ele não vai. Ele faz parte do pacote.

O problema não é sentir medo. É deixar que ele ocupe o lugar que era pra ser da nossa vida.
Enquanto esperamos nos sentir prontos, oportunidades passam, conexões se perdem, e a versão da gente que poderia estar florescendo f**a travada numa sala de espera que não tem hora pra abrir.

Tudo que é bonito na nossa vida exigiu que a gente desse um passo sem ter certeza do chão.

A coragem não é ausência de medo. É decidir que o que está do outro lado vale mais do que a segurança de f**ar onde estamos.

Não precisamos estar prontos. A gente só precisa ir.

Muita gente aprendeu que precisa ceder para ser amado, que contrariar afasta, que colocar limites é errado. E assim vai ...
30/03/2026

Muita gente aprendeu que precisa ceder para ser amado, que contrariar afasta, que colocar limites é errado. E assim vai se deixando de lado, acumulando cansaço e engolindo sentimentos que ninguém vê.

Por trás de quem só sabe ceder, pode existir um medo. Medo de desagradar, de ser rejeitado, de não ser suficiente. Existe uma vontade enorme de ser aceito, e a ideia de que, para isso, é preciso sempre abrir mão de si.

Mas quem precisa que você se diminua para f**ar, não está te amando de verdade.
Dizer não não te torna ruim, te torna honesto. Colocar limites não afasta quem te ama, só mostra quem não respeitava você. Se escolher não é egoísmo, é cuidado.

Você também merece o mesmo carinho que oferece aos outros. E tudo pode começar quando você decide se ouvir antes de ceder mais uma vez.

Ser uma boa pessoa não é sobre se anular. Não é sobre dizer sim quando o coração está gritando não. Não é sobre carregar o mundo nas costas enquanto ninguém percebe o peso que você sente.

Talvez o primeiro passo seja simples, mas poderoso. Começar a se perguntar, antes de dizer sim, se isso também faz bem para você.

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Belo Horizonte, MG

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