11/12/2025
A gente aprende — cedo ou tarde — que s3xo tem um manual a ser seguido do início ao fim.
Que tem que ter um desempenho impecável, que o corpo tem que responder do jeito “certo”, no tempo “certo”, com a intensidade “certa”.
E quando essa ideia entra, o foco sai do prazer e vai direto para a performance.
Só que, quando você está ocupada avaliando se está indo bem, se está sendo boa o suficiente, se está excitando o suficiente, se está “correspondendo”… você não está sentindo. Você está monitorando. Está testando. Está se cobrando.
E o corpo percebe. Ele entra em estado de vigilância.
E onde tem vigilância, não tem entrega.
Onde tem autocobrança, não tem presença.
E onde tem ansiedade, o prazer f**a distante.
Muitas mulheres me contam que “queriam aproveitar mais, mas não conseguem desligar a mente”.
Porque, no fundo, muitas vezes estão mais preocupadas em performar do que em viver a própria experiência.
Na terapia, a gente trabalha muito esse deslocamento:
menos expectativa de performance, mais contato com o s3xo real que vai muito além de um começo, meio e fim definido, menos “ser perfeita”, mais curiosidade, menos meta, mais presença.
Quando o foco deixa de ser em “como eu estou me saindo” e passa a ser o que eu estou sentindo, o prazer finalmente encontra espaço para acontecer.
Isso vale para mulheres, para homens e para todas as pessoas que desejam uma s3xualidade mais prazeroso e saudável.
Isso vale para o s3xo e para a vida!
Vamos juntas?! 🤎