Psicanalista Ana Paula Loureiro Chaves

Psicanalista Ana Paula Loureiro Chaves Integro uma variedade de teorias e práticas em minha prática clínica. Sou psicanalista, mas minha abordagem vai além das escolas tradicionais.

Estudei e me inspirei em diversos teóricos, como Freud, Lacan, Winnicott, Jung, entre outros.

Você já percebeu que a vontade urgente de ir ao banheiro costuma aparecer justamente antes de sair de casa ou durante um...
27/03/2026

Você já percebeu que a vontade urgente de ir ao banheiro costuma aparecer justamente antes de sair de casa ou durante um trajeto? Isso é mais comum do que parece e tem explicação no funcionamento do corpo.

Antes mesmo de sair, o cérebro começa a antecipar situações: transporte, trânsito, lugares públicos, a possibilidade de não ter banheiro por perto ou até o medo de passar mal. Mesmo sem pensar conscientemente nisso, o seu corpo entra em estado de alerta.

Quando esse sistema ativa, o intestino responde rápido: surgem contrações, aumento dos movimentos e aquela sensação de urgência. É como se o organismo quisesse se livrar de algo para se preparar. Do ponto de vista evolutivo, faz sentido — em situações de perigo, o corpo tende a esvaziar o intestino.

Assim, muitas pessoas percebem um ciclo: antecipação ➔ alerta ➔ reação intestinal ➔ medo ➔ vigilância ainda maior sobre o corpo.

Mas existe também o outro extremo: em vez de aceleração, aparece a retenção. O intestino pode ficar preso ou funcionar de forma mais lenta. Muitas vezes, isso se relaciona a padrões emocionais de muito controle, dificuldade de ceder, ressentimentos ou raiva guardada. O corpo se contrai e o intestino responde com lentidão.

Na vida real, claro, não é tão rígido. Mas essas explicações ajudam a perceber como emoções e corpo estão profundamente conectados. Sentir é inevitável, mas aprender a regular é libertador.

🌱 Por isso é tão importante observar emoções, nomear o que se sente, prestar atenção no corpo e usar recursos de regulação, como a respiração. Essas práticas ensinam o sistema nervoso algo essencial: sentir as emoções sem precisar descarregá-las diretamente no corpo.

Você se identifica mais com a resposta de urgência ou de retenção do corpo frente às emoções? Me conte nos comentários. 👇

Muitas pessoas cuidadoras vivem com uma sensação silenciosa de responsabilidade pela vida dos outros.Se alguém que amam ...
20/03/2026

Muitas pessoas cuidadoras vivem com uma sensação silenciosa de responsabilidade pela vida dos outros.

Se alguém que amam sofre, elas sentem que deveriam fazer algo.
Se alguém comete um erro, sentem que deveriam impedir.
Se algo dá errado, sentem culpa.

Mesmo quando aquela escolha não foi delas.

Com o tempo, algumas até aprendem a dizer “não”.
Mas o “não” vem acompanhado de muita angústia, como se estivessem sendo egoístas ou abandonando alguém.

Uma pergunta pode ajudar a clarear essa fronteira:

Isso é apoio ou estou assumindo a responsabilidade pela vida do outro?

Apoiar alguém é diferente de carregar a vida dessa pessoa.

Ajudar não significa salvar.
Cuidar não significa assumir o destino do outro.

Às vezes, a ajuda mais saudável é simplesmente não ocupar um lugar que não é seu.

É muito comum chegarmos à clínica psicanalítica carregados de culpa. A culpa é aquele peso esmagador que nos julga const...
17/03/2026

É muito comum chegarmos à clínica psicanalítica carregados de culpa. A culpa é aquele peso esmagador que nos julga constantemente, cobrando um ideal de perfeição que não existe. Ela nos paralisa, nos prende ao passado e nos coloca na posição de réus do nosso próprio tribunal interno (o que chamamos de Superego).

Mas a psicanálise nos convida a uma mudança de posição: trocar a culpa pela responsabilidade subjetiva. Responsabilizar-se é reconhecer a sua parte naquilo que te faz sofrer. É entender que, mesmo diante do que fizeram com você ou do que o seu inconsciente repete, há sempre uma escolha sobre o que fazer com tudo isso.

A responsabilidade nos devolve o poder de ação. Ela não busca punição, busca implicação e movimento.

E você, tem vivido sob o peso da culpa ou tem assumido a responsabilidade pela sua vida e pelo seu desejo?

Salve este post para ler quando precisar lembrar disso e compartilhe com alguém que também vive essa reflexão.
Ana Paula Loureiro Chaves - Psicanalista.

Culpa constante drena energia e distorce decisões.Pergunte-se: eu tinha controle e qual foi minha intenção? Se havia con...
16/03/2026

Culpa constante drena energia e distorce decisões.

Pergunte-se: eu tinha controle e qual foi minha intenção? Se havia controle, reconheça o erro, peça desculpas e repare o possível.

Se não havia controle, pare a autopenalização. Pratique autocompaixão, aprenda com o ocorrido e escolha um próximo passo mais consciente.

Sinais de alerta: “e se…?” infinito, perfeccionismo, ansiedade e medo paralisante de falhar. Isso não corrige o passado, só te prende.

Cuide-se: limite a ruminação, registre aprendizados, converse com quem confia e permita-se perdoar para seguir.

Em vez de se prender ao peso da culpa, experimente transformar cada experiência em aprendizado. Se acolher é também se responsabilizar na medida certa. Que tal levar essa reflexão para sua próxima sessão de terapia ou para um momento de escrita pessoal? Permita-se olhar para si com mais gentileza e curiosidade.

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Estresse: vilão ou aliado?O endocrinologista Hans Selye, que estudou profundamente o tema, cunhou dois termos para difer...
09/03/2026

Estresse: vilão ou aliado?

O endocrinologista Hans Selye, que estudou profundamente o tema, cunhou dois termos para diferenciar os efeitos do estresse:

Eustress → o estresse positivo, que dá energia, foco e rapidez na hora certa.

Distress → o estresse negativo, que desgasta, acelera o coração, bagunça o sono e mina o humor e os laços.

Nem todo estresse é vilão, mas o excesso cobra caro.

Fique atento aos sinais: irritabilidade, lapsos de memória, tensão muscular, dor de cabeça, azia, taquicardia, mãos suadas 🖐🏽 e aquela sensação de “pilha” que não desliga.

Mapeie os gatilhos: prazos, conflitos, café em excesso, perfeccionismo, barulho, trânsito. Ajuste rotinas, durma melhor, mova o corpo, respire fundo e aprenda a dizer não quando necessário.

Do ponto de vista mais profundo, o estresse também revela como cada pessoa lida com limites internos e externos. Muitas vezes, ele expõe conflitos entre o desejo de controle e a necessidade de aceitar o imprevisível. Por exemplo: alguém muito perfeccionista pode sentir estresse não apenas pelo excesso de tarefas, mas porque internamente existe uma luta entre o desejo de controle e a realidade de que nem tudo sai perfeito. Observar esses padrões pode ajudar não só a aliviar sintomas, mas também a compreender melhor a si mesmo.

E você, hoje está mais no eustress ou no distress? O que seu corpo está dizendo?

Se o estresse se tornar crônico ou evoluir para burnout, procure apoio profissional. Cuidar cedo evita que o corpo pague a conta 💼.

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Ignorar emoções não te torna mais forte. Pode te ferir. Quando tudo “tem que” ser positivo, você deixa de ouvir sinais d...
08/03/2026

Ignorar emoções não te torna mais forte. Pode te ferir.

Quando tudo “tem que” ser positivo, você deixa de ouvir sinais do corpo 🤯 e cria metas irreais. A frustração cresce… e a ansiedade também.

Emoções “difíceis” têm função: apontam o que precisa de cuidado. 😔 Ao negar tristeza, medo ou raiva, você acumula tensão e cai no impulso do “eu mereço” 🍫🍺 comer, beber, comprar.

Equilíbrio é aceitar o que sente e agir com intenção. Tente: nomear a emoção, respirar lento 1–2 min 🫁, ajustar o pensamento e buscar uma atitude pequena e possível.

Sono de qualidade, movimento regular e momentos na natureza ajudam a regular.

Quando o “pensamento positivo” já te atrapalhou? O que funcionou melhor pra você? Vale refletir sobre isso...

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“Estudei tudo, mas na hora travei.” Já passou por isso? 😰Muitos acreditam que o medo de falar em público se resolve apen...
02/03/2026

“Estudei tudo, mas na hora travei.” Já passou por isso? 😰

Muitos acreditam que o medo de falar em público se resolve apenas com oratória e repetição. Mas quando o corpo reage com taquicardia e o famoso “branco”, o sinal é de que algo mais profundo está em jogo.

Na psicanálise, entendemos que falar em público não é apenas transmitir informação, é colocar-se em cena. É expor-se ao olhar do outro. E se esse olhar remete a experiências antigas de crítica ou vergonha, o inconsciente aciona o alerta de perigo. 🚫

O caminho para destravar não é brigar com o medo, mas escutá-lo. O que essa angústia está tentando dizer sobre a sua história?

💬 Você sente que esse medo limita seu crescimento profissional? A análise é um espaço para ressignificar essa exposição.

Existe uma linha tênue entre a generosidade e a anulação de si mesma. 🌿Muitas vezes, na tentativa de sermos vistas como ...
27/02/2026

Existe uma linha tênue entre a generosidade e a anulação de si mesma. 🌿

Muitas vezes, na tentativa de sermos vistas como 'pessoas boas', acabamos permitindo que o outro invada nossos espaços, nosso tempo e nossa energia. Essa dificuldade em impor limites muitas vezes esconde um medo profundo de rejeição ou de perda do afeto.

Mas lembre-se: ser boa não significa dizer 'sim' para tudo. O verdadeiro ato de bondade começa quando você respeita a si mesma o suficiente para saber até onde pode ir.

Estabelecer limites não é egoísmo, é um ato de maturidade emocional.

💬 Você sente culpa quando precisa dizer não? Cuide de você. Agende sua sessão.

Na psicanálise, o auto-sacrifício pode ter raízes inconscientes:ligado à culpa, necessidade de aprovação ou medo de reje...
26/02/2026

Na psicanálise, o auto-sacrifício pode ter raízes inconscientes:
ligado à culpa, necessidade de aprovação ou medo de rejeição.

Muitas vezes, a pessoa se sente responsável pelo bem-estar dos outros,
mesmo à custa de si mesma, algo que pode ser reforçado por valores
culturais e familiares.

Esse sacrifício nem sempre é puro altruísmo: pode esconder a busca
por reconhecimento, evitar conflitos ou manter vínculos afetivos.

Embora pareça nobre, o excesso gera ressentimento, esgotamento
emocional e dificuldade em estabelecer limites.

A psicanálise ajuda a trazer essas motivações à consciência,
para diferenciar entre cuidado genuíno e padrões autodestrutivos.

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Muitas vezes, a vida parece estar "nos trilhos", mas por dentro persiste um aperto, uma sensação de que algo falta sem s...
25/02/2026

Muitas vezes, a vida parece estar "nos trilhos", mas por dentro persiste um aperto, uma sensação de que algo falta sem sabermos nomear o quê. 💭

Na psicanálise, entendemos que esse vazio não é um defeito, mas um sinal. Ele fala sobre desejos silenciados, adaptações excessivas e partes de nós que ficaram pelo caminho, fala também de pensamentos e memórias reprimidas .

Não tente preencher esse espaço às pressas. É preciso dar palavras à angústia para que ela deixe de ser apenas um sintoma físico e passe a fazer sentido na sua história.

Você não precisa carregar isso sozinho(a). A análise é o lugar para essa escuta.

👇 Você já sentiu esse aperto sem explicação? Agende seu horário.

Muitas vezes achamos que a ansiedade é apenas aquele 'nervosismo' visível ou um medo paralisante. Mas ela é silenciosa e...
05/02/2026

Muitas vezes achamos que a ansiedade é apenas aquele 'nervosismo' visível ou um medo paralisante. Mas ela é silenciosa e sabe se disfarçar de muitas formas: na necessidade de controlar tudo, na tensão muscular que não passa ou naquela sensação constante de que algo vai dar errado.

Na psicanálise, não olhamos para a ansiedade como uma inimiga a ser silenciada a qualquer custo, mas como uma mensagem. É o seu corpo falando o que a mente ainda não encontrou palavras para dizer. 🗣️

O caminho não é brigar com o que você sente, mas aprender a escutar. Diminuir a autocobrança e sustentar as perguntas que surgem internamente são passos fundamentais para que o psiquismo possa se reorganizar.

Lembre-se: ansiedade não é fraqueza. É um pedido de escuta.

💬 Você tem se sentido assim ultimamente? Se isso está interferindo na sua vida, buscar um espaço de fala pode transformar essa relação com o sintoma.

Muitas vezes, temos uma imagem estereotipada da depressão: alguém que não consegue sair da cama e chora o dia todo. Mas ...
04/02/2026

Muitas vezes, temos uma imagem estereotipada da depressão: alguém que não consegue sair da cama e chora o dia todo. Mas a realidade clínica mostra nuances muito diferentes.

Há pessoas que funcionam, trabalham, cuidam da família e sorriem socialmente, mas que por dentro carregam um vazio imenso, uma irritação constante ou a sensação de que a vida perdeu a cor.

Na psicanálise, não olhamos para isso como falta de força ou de vontade. Entendemos que a depressão pode ser o resultado de perdas que não tivemos tempo de elaborar, de palavras que precisaram ser engolidas e de desejos que silenciamos para conseguir "dar conta" das expectativas alheias.

Não existem frases mágicas para curar essa dor. O caminho passa pela fala, pela escuta e pelo tempo de elaboração. É preciso colocar em palavras aquilo que, até então, só conseguia se manifestar como sintoma.

Se você se reconhece nessas palavras, saiba que não precisa carregar esse peso sozinho(a). A terapia é um espaço seguro para descomprimir e reencontrar sentidos.

💬 Você já sentiu que estava apenas "empurrando" a vida, mesmo parecendo estar tudo bem por fora?

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Belo Horizonte, MG

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