26/04/2026
Eu amo a minha mente neurodivergente.
Amo o quão esquisita, estranha, imprevisível e completamente messy é a experiência de existir dentro dela.
Eu não sei viver me pautando por uma coerência que faça sentido no papel.
A única coerência que eu conheço é a vibracional.
Eu não tomo decisões porque “parecem lógicas”.
Eu tomo porque algo dentro de mim move.
Porque meu corpo sente antes.
Porque meu coração sente a rota antes até da minha mente entender.
E eu sei que isso deve parecer caótico pra quem precisa de garantias palpáveis para existir.
Mas viver assim…
sem precisar me pautar pelo que já está manifesto na realidade,
sem precisar da validação dos fatos visíveis,
sem precisar que tudo faça sentido antes de eu sentir…
é como andar sendo guiada por uma inteligência que não passa pelo racional.
Eu só fluo.
Eu só sinto.
Eu só sigo.
E sempre, quando eu obedeço essa voz,
a vida me prova depois que a minha intuição já sabia antes.
Ser eu é um eterno diálogo entre o improvável e o inevitável.