22/01/2026
Lendo, refletindo e observando meus pacientes, percebo algo que aparece com muita frequência: a falta de perseverança.
Perseverar não é insistir à força.
Não é se violentar emocionalmente.
É continuar, pensar em novas formas de fazer, ajustar o caminho, abraçar oportunidades mesmo com medo e ansiedade.
É seguir apesar dos desafios.
Apesar das frustrações.
E, lá na frente, curtir o resultado, ser grato ao processo e sustentar as conquistas.
Vivemos em um mundo de urgência.
Tudo precisa ser rápido.
Se não dá retorno imediato, desistimos.
Se desconforta, adiamos.
Se exige energia, mudamos de ideia.
A persistência tem sido cada vez menos exercitada, menos valorizada, recebendo o mínimo de atenção.
Mas observe comigo:
– Sem perseverança, você não mantém constância na terapia para tratar a ansiedade.
– Sem perseverança, você se frustra na primeira semana de academia e desiste.
– Sem perseverança, nenhum medicamento funciona sozinho, porque ele não substitui hábitos, rotina e autocuidado.
– Sem perseverança, você não permanece no trabalho, não atravessa os primeiros desafios, não se permite aprender, ressignificar ou desenvolver novas habilidades.
E assim vamos desistindo cada vez mais, colocando cada vez menos energia nas coisas, achando que a vida perde o sentido…
quando, muitas vezes, o que está faltando não é capacidade é constância emocional para atravessar o processo.
Perseverar é um ato de maturidade emocional.
É continuar, ajustando o ritmo.
Não desistindo de si.
✨ Processos transformam quem permanece.