09/02/2022
Era uma vez uma senhora que sonhava em ter um sapo como companhia.
Não que ela acreditasse que o sapo viraria príncipe, mas acreditava que deitar no sapo, aliviava sua coluna.
Um dia viajaram, ela a filha e o sapo.
A sirene da ambulância coaxava e assim andaram 500 kms até chegar ao seu castelo.
O Castelo dela não era de luxo, mas era na simplicidade que ela aprendeu a amar e respeitar as pessoas.
Nesse castelo, ela deixava os sonhos em seu travesseiro e viajava pra buscar a cura de um mal que ela nem sabia que tinha.
Mas ao retornar, mesmo com a coluna dolorida após horas deitada em uma ambulância, ria feliz.
Pois além de está de volta ao seu aconchego, ainda trazia na mala um sapo, que ora cantava, outra servia de encosto pra ela se sentir melhor.
Nem sempre os principes viram sapos, as vezes os sapos viram companhias solitárias mas que de alguma forma consegue confortar, seja a dor, o humor ou o simples fato de ter um bicho pra juntar poeira.
Dona Luzia, a maravilhosa!