19/05/2026
Expectativa é algo delicado de lidar, né? Porque envolve sonhos, mas também ideias e projeções que muitas vezes não vão acontecer. Porque a nossa mente tem a habilidade de criar e pensar muito fora da realidade - o que às vezes é ótimo, mas outras nem tanto.
E é inevitável: receber uma família que chega para uma intervenção no TEA signifca também receber muitas expectativas.
Os sonhos dos pais precisam ser levados em conta, afinal isso motiva, dá direcionamento e significa esperança, mesmo com todos os desafios.
Mas, como terapeutas precisamos ancorar os desejos às bases do desenvolvimento infantil. Quer um exemplo?
Os pais sonham que o filho fale. Mas a criança ainda não aponta, não olha nos olhos, nem usa outros gestos.
Será que falar é uma meta possível nesse momento? Ou antes de tudo precisamos de pequenos passos alinhados à realidade do que temos hoje?
Nesse caso, o foco é ensiná-lo as bases para se comunicar. Depois a fala tem mais chance de surgir, como uma consequência.
Entende como o nosso papel é sempre acolher para que assim, possamos ajudar no degrau seguinte?
Com respeito, transparência, clareza das metas e também muito pé no chão.
Se não, aquela expectativa lá do começo só vai machucar ainda mais.
Compartilha se você quer ver mais e mais famílias vivenciando isso com mais leveza.