DALCIRA FERRÃO PSICÓLOGA

DALCIRA FERRÃO PSICÓLOGA DALCIRA FERRÃO PSICÓLOGA

* Atendimentos psicoterápicos individuais, com adolescentes, adultos, famílias, bem como para mulheres em situação de violência de gênero e público LGBTI+, especialmente travestis, mulheres transenxuais e homens trans.

* Coordenação e desenvolvimento de oficinas psicossociais tendo como público: mulheres em situação de violência de gênero, adolescentes e jovens nas áreas de afetividade, sexualidade e diversidade sexual.

* Palestras e atividades com as temáticas de gênero, diversidade sexual, sexualidades, educação, Direitos Humanos.

30/12/2025

Existe uma pressão invisível que nos obriga a encerrar ciclos com euforia, como se o calendário tivesse o poder mágico de apagar as marcas que o ano deixou na pele e na mente. Mas, como psicóloga, o que vejo é o oposto: o fim de dezembro é, muitas vezes, o momento em que o corpo finalmente se permite sentir o peso de tudo o que sustentou em silêncio.

Reconhecer que o ano foi difícil não é pessimismo; é saúde. 2025 não nos poupou, e fingir que "está tudo bem" apenas para caber na estética das festas é uma forma de nos desumanizar. As cicatrizes coletivas que acumulamos nos últimos meses exigem mais do que celebração — exigem reconhecimento e pausa.

Se você sente que está chegando ao final deste ciclo exausta ou com o peito apertado por questionamentos que ainda não têm resposta, saiba que esse lugar também é legítimo. A vida não é uma linha reta de sucessos, e o amanhã não depende de um otimismo forçado, mas da nossa capacidade de olhar para o que vivemos sem desviar o olhar.

Que possamos atravessar essa fronteira temporal com a sobriedade de quem sabe o valor do próprio caminhar. Sem romantismo, mas com a dignidade de quem escolheu permanecer atenta a si mesma.

Hoje, 10 de Dezembro, encerramos os 16 Dias de Ativismo no dia em que celebramos a Declaração Universal dos Direitos Hum...
10/12/2025

Hoje, 10 de Dezembro, encerramos os 16 Dias de Ativismo no dia em que celebramos a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Mas a pergunta que permanece é a mais urgente de todas: Para as mulheres, especialmente as mulheres negras, indígenas, trans, idosas e com deficiência, esses direitos são universais ou condicionais?

A misoginia estrutural nos dá a resposta: a violência é a negação sistemática do direito humano fundamental à vida.

Ao longo desta jornada, vimos a crueldade dos dados: quase 70% das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras. Vimos a violência política silenciar representantes como Marielle Franco, a violência online tentar destruir a dignidade de figuras públicas, e o estigma violento negar a plena autonomia de mulheres como Ádria Santos e Preta Gil.

A violência que combatemos é o extermínio sistemático. Ela se manifesta no corpo, na morte; mas também na violência psicológica que destrói a identidade (Neusa Santos Souza), na culpa imposta à mãe solo (Negra Li) e no etarismo que tenta apagar a história da mulher idosa (Diva Moreira).

Nossa luta não é por tolerância ou aceitação branda; é pela garantia inegociável de que a vida, a integridade e a autonomia sejam plenos. O ativismo de 16 dias é apenas um lembrete. A responsabilidade é de todos nós, todos os dias, em todos os espaços.

O fim da violência é a nossa exigência mínima para que a Declaração Universal dos Direitos Humanos se torne, de fato, universal. A luta pela nossa vida é a nossa maior demanda política.

A vida de Marielle Franco foi um manifesto político. Seu assassinato, a mais brutal e cristalina forma de violência polí...
09/12/2025

A vida de Marielle Franco foi um manifesto político. Seu assassinato, a mais brutal e cristalina forma de violência política que uma mulher pode sofrer.

Essa violência não é aleatória. É um crime estrutural e planejado para eliminar a legitimidade da voz da favela, da mulher negra, feminista e LGBTQIA+ no espaço de poder. A violência política busca silenciar a representação e garantir que a estrutura de dominação permaneça intocável. O corpo de Marielle, por ser quem ela era e por falar por quem ela falava, era a maior ameaça ao status quo.

A luta por justiça para Marielle Franco é, portanto, a luta de todas as mulheres que ousam disputar o poder e desafiar a norma. Exigimos que o Estado garanta a segurança e a integridade das nossas líderes, ativistas e representantes.

A plena participação política das mulheres é inegociável, e a impunidade do seu assassinato é um incentivo à violência contra a nossa democracia. Sua voz não será calada, porque ecoa em nós.

A misoginia não conhece barreiras físicas: o espaço virtual é a nova fronteira da violência contra a mulher. A experiênc...
08/12/2025

A misoginia não conhece barreiras físicas: o espaço virtual é a nova fronteira da violência contra a mulher. A experiência de figuras como Carolina Dieckmann é emblemática. O perigo dos que se escondem por detrás das redes sociais expõe a fragilidade da nossa segurança digital e a falta de responsabilidade das plataformas.

A cyberviolência (assédio, ameaças, exposição não consensual) é uma extensão brutal do controle patriarcal, que usa o anonimato como arma para calar, coagir e destruir a imagem pública e a autoestima da mulher. Exigimos que as plataformas e a legislação garantam que o ambiente online seja um espaço de diálogo e não um campo minado de ameaças. A dignidade da mulher deve ser protegida com rigor digital e jurídico.

A liberdade sexual é um ato de desobediência política. A experiência de Preta Gil nos lembra que a sexualidade não cabe ...
07/12/2025

A liberdade sexual é um ato de desobediência política. A experiência de Preta Gil nos lembra que a sexualidade não cabe nas "caixinhas" binárias e pré-determinadas que a sociedade impõe. A bissexualidade é, muitas vezes, confrontada com a violência do estigma: a descrença, o questionamento constante e a negação da identidade. Não ser lida como "suficientemente lé***ca" ou "suficientemente heterossexual" é ser jogada na invisibilidade e no julgamento.

Essa violência psicológica busca negar a fluidez do desejo e a plenitude da subjetividade. Nossa luta é pelo acolhimento irrestrito de todas as formas de amar e existir, afirmando que a dignidade da mulher reside na sua total liberdade de ser e de encontrar.

Os últimos dias têm sido de notícias sombrias. O avanço implacável do feminicídio, o ataque político aos direitos femini...
06/12/2025

Os últimos dias têm sido de notícias sombrias. O avanço implacável do feminicídio, o ataque político aos direitos femininos e a crise contínua de violência estrutural provam que a luta é urgente. Diante desse cenário de extermínio sistemático, somos forçadas a perguntar: Por que, mesmo com leis estritamente voltadas para a proteção da mulher, os 21 Dias de Ativismo e a Lei 11.489/2007, que instituiu o 6 de Dezembro, essa violência não cessa? O que está socialmente errado?

O problema é a misoginia estrutural, a doença social que desvaloriza a vida feminina. Essa misoginia não se manifesta apenas na agressão física; ela está presente, de forma insidiosa, na violência psicológica — aquela que não deixa rastros aparentes na pele, mas que destrói o psiquismo, ataca a identidade e mina a dignidade da mulher diariamente. Essa violência exige uma mobilização que vá muito além do laço branco.

O Dia Nacional de Mobilização dos Homens não é uma data para celebrações superficiais. É um momento de confrontação.

Aos homens: O engajamento exige que vocês olhem para os dados que ligam a violência nos espaços públicos à ameaça que existe dentro de casa. É sua a missão de desmantelar o privilégio e o silêncio que sustenta a estrutura. A luta pelo fim da violência não é um favor. É a sua responsabilidade inegociável.

A mulher que você diz amar está segura pelo seu ativismo, ou ameaçada pelo seu silêncio?

A violência psicológica, invisível e constante, tem um nome e um diagnóstico profundo.Hoje, celebramos Neusa Santos Souz...
05/12/2025

A violência psicológica, invisível e constante, tem um nome e um diagnóstico profundo.

Hoje, celebramos Neusa Santos Souza, psicanalista e autora de "Tornar-se Negro", obra seminal que estabeleceu a base para o pensamento feminista-negro contemporâneo. Sua importância reside em nos dar a lente para entender que o sofrimento psíquico não é individual; é o reflexo direto da estrutura no psiquismo.

Sua frase é a própria definição da violência psicológica que mulheres, em especial as mulheres negras, enfrentam diariamente: o massacre da identidade, a submissão a exigências que não são suas. A violência psicológica é a negação da subjetividade autêntica e a imposição de expectativas alienadas.

O sistema nos compeliu a viver sob essa violência; agora, nossa luta é pelo direito de ser quem somos, sem ter a identidade pisoteada. Exigimos que a sociedade abandone essa violência estrutural e garanta o espaço para a formação de uma subjetividade plena e digna. O combate começa na mente.

O grito de Cida Vieira, presidente da APROSMIG, é uma intervenção política urgente: o termo "putafeminicídio" nomeia a v...
04/12/2025

O grito de Cida Vieira, presidente da APROSMIG, é uma intervenção política urgente: o termo "putafeminicídio" nomeia a violência letal que o moralismo social tenta encobrir.

Essa violência é o cúmulo do absurdo, pois mata mulheres não só por serem mulheres, mas por desafiarem a norma patriarcal que dita o que é um corpo "digno" e o que não é. O "putafeminicídio" revela que a subjugação ainda é a regra: a sociedade transfere a culpa da morte para a vítima sob a justificativa de uma moral seletiva, transformando o julgamento em licença para matar.

A luta aqui é pela autonomia corporal. A dignidade não pode ser um privilégio da moralidade burguesa. Nossa exigência é que o Estado reconheça e garanta a segurança de todas, desmantelando o moralismo social que nega a liberdade e o direito ao trabalho. A vida plena não pode ser um fardo.

A idealização da maternidade é uma das violências mais silenciosas que o patriarcado impõe. A coragem de Negra Li ao ver...
03/12/2025

A idealização da maternidade é uma das violências mais silenciosas que o patriarcado impõe. A coragem de Negra Li ao verbalizar a verdade é um manifesto: o medo e a culpa não são sentimentos naturais; são produtos do abandono e da falta de estrutura que recai sobre a mulher, transformada em fardo individual.

A violência que atinge a mãe é primariamente psicológica e social. É a culpa imposta pela sociedade quando o pai se ausenta; é o julgamento e a exclusão de círculos sociais que não aceitam a presença da criança, marginalizando a mulher. Mães solo, em sua maioria negras e periféricas, são transformadas em um ônus estrutural, e não em sujeitos plenos.

O verdadeiro combate a essa violência se chama acolhimento. Nossa luta exige que a maternidade seja tratada como responsabilidade coletiva, e não como fardo exclusivo da mulher. Precisamos de redes de apoio que afirmem a dignidade da mãe, de seus rebentos e da criança em todos os espaços. Desmantelar essa violência psicológica é um ato de solidariedade e cuidado radical pela vida.

A força de Áurea Carolina no cenário político, com sua trajetória de cientista política e representante em Minas Gerais,...
02/12/2025

A força de Áurea Carolina no cenário político, com sua trajetória de cientista política e representante em Minas Gerais, não é apenas um feito individual; é um ato de aquilombamento político. Ela própria define: o aquilombamento é uma tecnologia política, cultural e social para criar uma comunidade de soberania e dignidade, uma estratégia coletiva para a preservação da vida.

É essa tecnologia que precisamos urgentemente contra a violência que nos assola. Os números gritam: quase 70% das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras. Enquanto o feminicídio de mulheres brancas pode apresentar leve recuo, essa violência aumenta entre mulheres pretas e pardas. Isso não é falha, é o reflexo de um racismo estrutural que desvaloriza a vida negra em todos os níveis — intelectual, estético e social.

O compromisso de luta de Áurea exige que o Estado saia da superficialidade. O desmonte dessa violência letal passa pela interseccionalidade: criar políticas públicas que considerem a dupla vulnerabilidade de raça e gênero, garantir a segurança territorial das mulheres negras e quilombolas, e reformular as instituições para que a justiça chegue a quem mais morre. Nossa luta é pelo direito de não sermos as estatísticas.

Dezembro Vermelho: o mês em que a fita vermelha nos lembra que a saúde sexual é uma pauta política e inadiável.Cuidar da...
01/12/2025

Dezembro Vermelho: o mês em que a fita vermelha nos lembra que a saúde sexual é uma pauta política e inadiável.

Cuidar da nossa saúde sexual é um ato de autonomia corporal e de responsabilidade com a vida. A prevenção é, e sempre será, a nossa ferramenta mais poderosa contra o HIV/AIDS e as demais ISTs. Isso significa que o cuidado deve estar presente em todas as nossas atividades se***is.

Não podemos nos furtar ao compromisso com a informação. Manter os exames em dia e procurar o médico regularmente não é tabu; é priorizar a sua dignidade e o seu futuro. A conversa aberta e a prevenção são a garantia de que podemos viver nossa sexualidade de forma plena e segura.

Neste mês, reforçamos: a prevenção é o melhor remédio, e a informação é o caminho para uma vida mais saudável e consciente. Sua saúde é uma luta constante.

"Muito se fala de amar a pátria, mas a mãe do Brasil é indígena."A frase de Célia Xakriabá, representante eleita, expõe ...
01/12/2025

"Muito se fala de amar a pátria, mas a mãe do Brasil é indígena."

A frase de Célia Xakriabá, representante eleita, expõe a hipocrisia política: o Estado celebra a "pátria" enquanto violenta e nega o direito de existir da sua mãe fundadora. Sua presença no Congresso é um ato de reparação e resistência que confronta a violência estrutural que atinge as mulheres indígenas.

Essa violência é múltipla: não se manifesta apenas no feminicídio, mas na invasão do território, no desrespeito cultural que tenta apagar a identidade e na negação do Bem-Viver por meio da falta de acesso à saúde, à educação e à justiça. O corpo da mulher indígena é inseparável do seu território, e o ataque a uma é um ataque à Terra.

A luta de Célia nos mostra que a política é o caminho para a sobrevivência. Exigir o direito à vida plena, o respeito às culturas originárias e o acesso é lutar pela base fundadora deste país. A voz delas é a garantia de que a dignidade da mulher será completa apenas quando o seu território for seguro.

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