11/08/2020
Muito se fala sobre o uso da vitamina D na esclerose Múltipla e outras doenças autoimunes.
Aqui vou falar o que encontro na literatura científica de melhor qualidade que pude encontrar:
* A vitamina D é produzida naturalmente na pele, durante a exposição solar. Ela serve para controlar a absorção de cálcio e fósforo, ajudando a fortalecer músculos, ossos, dentes...
* É comum que as pessoas, ao diagnóstico de Esclerose Múltipla, tenham baixos níveis de Vitamina D. Só não se sabe se são os baixos níveis que levam à Esclerose Múltipla, ou a Esclerose Múltipla que leva a baixos níveis de vitamina D.
* Em doenças autoimunes e especificamente na esclerose múltipla, ela pode sim auxiliar no funcionamento do sistema imune, deixando-o mais “amigável”, digamos assim.
* Há estudos que mostram algum benefício do uso da vitamina D na esclerose múltipla, para chegar a níveis um pouco mais altos do que o recomendado à população geral, mas os estudos e as sociedades de endocrinologia têm parâmetros diferentes. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia recomenda níveis entre 30-60ng/ml para pessoas com doenças autoimunes. Caso tenha dúvidas, converse com o seu neurologista!
* Os possíveis benefícios da suplementação da vitamina D EM COMBINAÇÃO com tratamentos convencionais na Esclerose Múltipla são, provavelmente: menor gravidade dos surtos, algum efeito(controverso) na redução da progressão da doença, e redução de novas lesões na ressonância.
* O uso isolado de vitamina D não é tratamento para esclerose múltipla, pois não há comprovação científica que isso muda o curso da doença, ou seja, não é um tratamento modificador da evolução da doença.
* O uso exagerado de vitamina D pode levar a graves complicações: aumento do Cálcio no sangue, piora da qualidade dos ossos, dor óssea, crises convulsivas, depressão, náuseas, vômitos, pancreatite, alterações do ritmo cardíaco, pedra nos rins, falência renal, dentre outros.