26/12/2025
Esse é meu avô Geraldo.
Meu ancestral quase direto.
Tive a honra de conviver com ele por 22 anos da minha vida.
Saiu do interior sem nada nas mãos, apenas um sonho silencioso de uma vida melhor.
Sabia ler e escrever.
E isso foi tudo o que precisou para atravessar destinos.
Casou-se com uma prima distante, dessas histórias antigas que hoje quase não se contam.
Teve quase 18 filhos.
Mais da metade partiu cedo demais… e ainda assim, ele permaneceu de pé.
Construiu um império.
Não apenas de bens materiais,
mas de união, honra, amor e valores que atravessam gerações.
Todo dia 25/12, a família se reúne para celebrar Jesus.
Mas essa tradição só existe porque ele ensinou algo maior:
honrar a família apesar das diferenças.
E elas existem. Muitas.
Ele também é meu padrinho.
E que honra a minha ter tido nele uma figura paterna.
Ele semeou muito antes de partir.
Arou profundamente a terra para que eu, e tantos de nós pudéssemos transcender, despertar e nos libertar da ilusão.
Vô, de onde estou, eu vejo você.
Honro cada semente que deixou.
Conquisto a vida a partir da sua história.
Você sempre será meu padrinho.
Como me disse uma vez, em um encontro de almas.
E sigo grata por ainda poder contar com você, agora de outro plano.
Natal também é isso.
Os portais que a ancestralidade abriu para que possamos passar.
Honre os seus.
Todos os dias.
🔮Um 2026 cheio de honra e gratidão pra dias melhores!