27/02/2026
Eu sou movida a afetos…
O que me motivou a escrever esse post foi cercado por afetos, cuidados e novas fases de vida onde, novas conquistas exigem novos espaços. Eu presenciei uma despedida que é o retrato da vida de muitos de nós: a saída do interior, pais que f**am com a saudade e o sonho que serve de combustível para os dois lados.
Algumas horas de distância podem parecer um abismo quando o que está em jogo é o adeus na porta de casa. Hoje, vi um menino partir para a cidade grande sob os olhares de pais que tentavam equilibrar o choro da saudade com o sorriso do incentivo.
Essa cena me fez pensar nas inúmeras “gavetas” da alma que abrimos ao longo da vida. De um lado, o jovem que aposta no futuro, no curso dos sonhos, nos novos desafios. Do outro, o ninho que se abre. É um paradoxo muito bacana e doloroso: os pássaros que ganham asas fortes o suficiente para voar!
A casa muda. O lugar na mesa f**a vago, mas o peito se enche de uma esperança que não cabe em m² nenhum. Aconteceu com eles, aconteceu comigo e, muito provavelmente, já aconteceu com você ou com alguém que você conhece!
Viver é isso: abrir espaço para o novo, entender que as mudanças são os degraus das nossas conquistas e que o amor, às vezes, se manifesta no ato de soltar.
Que a gente tenha coragem para voar e um porto seguro para onde sempre possamos voltar.