30/03/2026
Há um paradoxo silencioso atravessando o nosso tempo.
Quanto mais consciência, mais reação.
Quanto mais liberdade, mais tentativas de controle.
Nunca falamos tanto sobre direitos, voz e autonomia.
E, ainda assim… os números doem.
Crescem os dados, crescem as violências, crescem as tentativas de silenciamento como se, a cada passo que damos em direção à liberdade, algo também reagisse tentando nos empurrar de volta.
E essa reação tem nome.
A misoginia o desprezo, a desvalorização e até o ódio direcionado às mulheres ainda circula de forma naturalizada, muitas vezes disfarçada em piadas, opiniões e comportamentos cotidianos.
O machismo estrutural que está enraizado nas instituições, nas relações e na cultura sustenta desigualdades e normaliza violências, mesmo quando elas parecem invisíveis.
E, no extremo mais brutal dessa realidade, está o feminicídio quando mulheres são mortas pelo fato de serem mulheres, geralmente em contextos de violência de gênero, controle e posse.
Mas talvez isso revele algo importante.
Toda consciência que desperta rompe estruturas. E estruturas, quando ameaçadas, resistem.
O que estamos vivendo não é um retrocesso simples. É um movimento de tensão: de um lado, mulheres cada vez mais despertas; do outro, um sistema que ainda não aprendeu a existir sem controle, sem desigualdade, sem violência.
Por isso, esse momento pede mais do que medo pede presença.
E talvez o mais importante:
o aumento da consciência nunca é em vão. Ele incomoda, ele expõe, ele revela mas também transforma.
Que a gente não desista de ser quem está aprendendo a ser.
Mesmo quando o mundo ainda não sabe lidar com isso.
Ana Flávia Correia
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