26/03/2026
De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 20% das crianças em idade escolar convivem com algum tipo de alteração visual. Quando não são diagnosticadas precocemente, condições como miopia, astigmatismo, hipermetropia e estrabismo impactam não só o aprendizado, mas também o desenvolvimento sociocognitivo e emocional.
Algumas atitudes recorrentes no cotidiano ajudam os pais a identificar possíveis problemas que podem apontar a necessidade da utilização de óculos.
Dificuldade para acompanhar a leitura, com troca, repetição ou “pulos” de palavras, além de confusão entre letras semelhantes;
Desinteresse por atividades que exigem esforço visual, como leitura, desenho, pintura ou tarefas escolares prolongadas;
Queixas frequentes de dor de cabeça, especialmente após atividades que exigem concentração visual;
Piscar excessivo ou esfregar os olhos com frequência, comportamento que pode indicar fadiga visual;
Aproximação excessiva do rosto de livros, cadernos e telas, como televisão, computador, tablet ou celular;
Dificuldade para copiar corretamente conteúdos da lousa, mesmo quando demonstra atenção em sala de aula;
Desempenho abaixo do esperado em atividades esportivas e brincadeiras, especialmente aquelas que exigem coordenação visual;
Queda no rendimento escolar, muitas vezes interpretada, de forma equivocada, como desatenção ou falta de interesse;
Adoção de posturas compensatórias para enxergar melhor, como inclinar a cabeça, franzir a testa, apertar ou fechar um dos olhos;
Esbarrar em móveis ou tropeçar com frequência, sinais de possível dificuldade de percepção espacial;
Dificuldade para reconhecer pessoas ou objetos à distância;
Insegurança ao explorar novos ambientes, evitando espaços desconhecidos ou atividades que exijam maior autonomia visual;
Tendência ao isolamento social, afastando-se de brincadeiras e atividades coletivas por não conseguir acompanhar os demais;
A primeira consulta oftalmológica completa deve ocorrer entre seis meses e um ano de idade. A partir dessa fase, a recomendação é que crianças e adolescentes realizem avaliações médicas periódicas, preferencialmente uma vez ao ano.