24/04/2022
O Jornal Zero Hora entrevistou uma psicóloga e psiquiatra infantil sobre o comportamento e dificuldades escolares das crianças no retorno às aulas. Selecionei para vocês os principais pontos.
📚“Se tornou comum crianças se dizendo entediadas em casa e estudantes impacientes na escola, falta de atenção às explicações e de foco para leitura e o despertar de medos antes incomuns. O Colégio Santa Inês, em Porto Alegre, percebeu uma mudança de comportamento em pelo menos 30% dos estudantes no retorno às aulas presenciais, em 21 de fevereiro.”
👩👧👦“Se pensarmos que as crianças e os adolescentes ainda estão numa fase de dependência da capacidade emocional dos adultos para lidar com as suas, elas foram mais exigidas neste período”.
📱“Na tentativa de evitar o tédio dos filhos ou, até, para mantê-los ocupados, muitos pais optam por pelo celular, tablet ou TV para a criança ou adolescente se distrair. Contudo, o tédio faz parte da vida e é um espaço mental para a criação. “
🤐“Não é silenciando uma criança que se deixa ela calma. Quando se tira o celular, ela se desintegra e berra porque já não consegue viver sem ele. É esta criança que depois não consegue prestar atenção em sala de aula. (…)Não adianta dar remédio para hiperatividade e déficit de atenção. Não é que as crianças não têm foco ou estão hiperativas, elas não estão conseguindo tolerar a angústia de fazer as coisas do dia a dia, do humano.”
🧑💻“Fora da escola, os alunos têm opções de outros professores disponíveis e ensinando o mesmo conteúdo nas redes sociais. É como se a presença do outro quase não fosse mais necessária. “
❓O que fazer? Confira no carrossel acima👆
👨👩👦“As angústias sobre o desconhecido, a ansiedade, acompanham o ser humano desde o nascimento e é na mediação com o outro que ele vai dando forma às emoções (…), pois possibilita a compreensão do que está ocorrendo em termos de sensações dentro de nós“
📢 Qual a sua opinião? Como estão seus filhos?