08/03/2026
O Dia Internacional da Mulher não nasceu como uma data para comemorar a beleza do feminino. Ele nasceu como um grito por dignidade.
No início do século XX, mulheres trabalhadoras foram às ruas para denunciar jornadas abusivas, salários injustos e condições desumanas de trabalho. Muitas sofreram violência e repressão por exigir algo básico: respeito.
Mais de cem anos depois, avançamos muito. Mas a violência contra a mulher ainda é uma realidade presente em todas as idades.
Ela não aparece apenas nas agressões físicas. Está também no silêncio, na desvalorização, no controle, no medo, na negligência com a saúde e na invisibilidade que muitas mulheres enfrentam ao longo da vida.
No consultório, eu escuto histórias que mostram como essas marcas podem atravessar décadas. Mulheres fortes, resilientes, que muitas vezes carregaram sozinhas responsabilidades enormes.
Por isso, o Dia Internacional da Mulher continua sendo tão relevante em 2026.
Ele é um lembrete de que respeito, segurança e cuidado com a saúde feminina ainda precisam ser defendidos todos os dias.
Que cada mulher possa viver com autonomia, dignidade e liberdade em todas as fases da vida.
Dra. Juliana Jansen
CRM 9772-SC | TEGO 359/2000