Psicóloga Maria Júlia Zimmermann Hering

Psicóloga Maria Júlia Zimmermann Hering Clínica de Psicologia, Avaliação Psicológica, Avaliação Neuropsicológica, ara Porte de Arma (Credenciada pela Polícia Federal). Perícia para fins jurídicos.

Poucos temas no âmbito jurídico demandam tanta precisão analítica quanto a valoração da palavra da vítima em crimes se**...
06/04/2026

Poucos temas no âmbito jurídico demandam tanta precisão analítica quanto a valoração da palavra da vítima em crimes se***is. Trata-se de um campo em que não há espaço para simplificações: nem a aceitação acrítica do relato, nem sua rejeição automática se sustentam à luz de um raciocínio probatório rigoroso. O desafio reside justamente em estabelecer critérios objetivos de análise, capazes de distinguir entre consistência narrativa, influência externa, vieses cognitivos e fragilidades estruturais do depoimento.

Nesse cenário, a atuação do psicólogo assistente técnico revela-se absolutamente essencial. É ele quem introduz no processo uma leitura qualificada, ancorada na ciência psicológica, especialmente na Psicologia do Testemunho. Sua análise permite identificar elementos como sugestionabilidade, coerência interna, compatibilidade com o desenvolvimento cognitivo da criança ou adolescente, além de possíveis contaminações do relato. Trata-se de uma intervenção técnica que não substitui o juízo jurídico, mas o qualifica, oferecendo subsídios indispensáveis para uma valoração probatória mais criteriosa.

Ignorar essa contribuição é, em última instância, fragilizar o próprio sistema de justiça. A complexidade dessas narrativas exige mais do que impressões subjetivas: exige método, conhecimento especializado e compromisso com a verdade possível. O psicólogo assistente técnico, ao tensionar conclusões apressadas e iluminar zonas de dúvida, atua como garantidor de um processo mais justo, equilibrado e alinhado aos princípios fundamentais do contraditório e da ampla defesa.

Maria Júlia Z. Hering - CRP/12-04054
Psicóloga Perita e Assistente Técnica

Será uma honra participar da Imersão em Crimes Se***is – FIURJ, nos dias 13 e 14 de março, no Rio de Janeiro.Estar prese...
03/03/2026

Será uma honra participar da Imersão em Crimes Se***is – FIURJ, nos dias 13 e 14 de março, no Rio de Janeiro.

Estar presente em um evento conduzido por referências como Aury Lopes Jr., Jorge Trindade, Andreia Beheregaray e outros nomes de destaque nacional representa uma oportunidade ímpar de aprofundamento técnico e atualização qualificada.

Serão dois dias de estudo intenso sobre defesa, assistência à acusação, prova pericial e garantias processuais, temas sensíveis que exigem rigor científico e compromisso ético.

Seguimos na busca permanente por excelência na atuação em Psicologia Jurídica.

📍 Rio de Janeiro
📅 13 e 14 de março
🎓 Imersão em Crimes Se***is | FIURJ


prof

Para quem está atravessando um litígio difícil.Para quem foi afastado do convívio dos filhos.Para quem carrega o peso de...
24/12/2025

Para quem está atravessando um litígio difícil.
Para quem foi afastado do convívio dos filhos.
Para quem carrega o peso de uma acusação injusta.

Há momentos em que tudo parece ruir: a confiança na Justiça, a esperança no amanhã, a própria identidade. Mas a vida não se encerra na sentença provisória de um processo, nem na dor de uma ausência imposta. A verdade não se apaga pelo cansaço, e a dignidade não se perde porque alguém tentou tirá-la de você.

Enquanto houver fôlego, há caminho. Enquanto houver sede de justiça, há fonte. Recomeçar não é negar o que aconteceu, é recusar-se a ser definido apenas por isso. Levantar, seguir, insistir, - às vezes esse é o ato mais corajoso que existe.

A vida é feita de batalhas, não de rendições.
E, mesmo quando tudo diz para parar, ainda é possível — e necessário — tentar outra vez.

🖤 Guarde este texto para os dias em que o cansaço pesar mais. E, se fizer sentido, compartilhe com quem precisa se lembrar de que ainda é possível tentar outra vez.

🎶 Dê o play em Tente Outra Vez, de Raul Seixas 🎶

Santa Catarina consolidou-se como referência nacional na implementação do Depoimento Especial. Na mesa conduzida pelo de...
09/12/2025

Santa Catarina consolidou-se como referência nacional na implementação do Depoimento Especial. Na mesa conduzida pelo desembargador Thelmo Scheren, o dr. José Antônio D’Altoé César destacou que o estado conta com 114 salas ativas e registrou, somente em 2024, 4.566 oitivas de crianças e adolescentes, figurando ao lado de Paraná e Rio Grande do Sul entre as unidades federativas que mais realizaram o procedimento no país. No panorama nacional, o Brasil possui 2.682 comarcas, das quais 1.917 já dispõem de salas de Depoimento Especial, apoiadas por 8.632 entrevistadores capacitados, sendo que 89% das escutas são utilizadas em processos criminais. Trata-se de um dado robusto que revela uma política pública em plena expansão e que demanda rigor metodológico, responsabilidade institucional e consciência crítica sobre o material probatório produzido.

O Depoimento Especial não é um mero expediente procedimental, pois concretiza o direito da criança de ser ouvida, previsto no artigo 12 do Estatuto da Criança e do Adolescente e reforçado pelo artigo 28 da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança. Também atende ao dever de protegê-la contra sofrimento, revitimização e pressões decorrentes da dinâmica judicial. O modelo especial de escuta torna-se uma ferramenta imprescindível para assegurar dignidade, segurança emocional e qualidade informativa, sobretudo em casos de violência.

Entretanto, o Depoimento Especial não deve ser compreendido como espaço terapêutico e tampouco como instância inquisitiva desprovida de controle. Ele opera dentro da lógica adversarial e exige contraditório e ampla defesa, ainda que adaptados ao contexto infantojuvenil. Essa tensão, que envolve proteção sem perda de garantias processuais, impõe rigor técnico, observância estrita dos protocolos e competência na condução da entrevista. Quanto maior a relevância probatória do Depoimento Especial, maior a responsabilidade dos atores do Direito e dos entrevistadores em garantir que essa prova seja ética, válida, confiável e metodologicamente íntegra, preservando simultaneamente os direitos da criança e os princípios constitucionais das partes.

Maria Júlia Hering
Psicóloga, CRP/12-04054

Desembargadores, juízes e pesquisadores de expressão nacional destacaram, ao longo do Congresso de Psicologia do Testemu...
09/12/2025

Desembargadores, juízes e pesquisadores de expressão nacional destacaram, ao longo do Congresso de Psicologia do Testemunho e Prova Penal, a centralidade da ciência na qualificação da prova penal. A interlocução rigorosa entre psicologia, metodologia forense e prática jurídica foi reafirmada como pilar indispensável para decisões mais seguras, responsáveis e tecnicamente sustentadas.

O capítulo que apresentamos no livro A Proteção das Crianças e dos Adolescentes nos Processos Judiciais: uma visão multidisciplinar, não apenas compõe essa discussão, ele sintetiza, com precisão e profundidade, os pontos nevrálgicos debatidos no evento. Trata-se de um tema incontornável para quem atua na área criminal e busca elevar o padrão epistêmico das avaliações, dos depoimentos e da construção probatória.

Maria Júlia Hering
Psicóloga, CRP/12-04054

Tenho a honra de integrar esta obra imprescindível com o capítulo “Depoimento Especial e Falsas Memórias nos Crimes Se**...
25/11/2025

Tenho a honra de integrar esta obra imprescindível com o capítulo “Depoimento Especial e Falsas Memórias nos Crimes Se***is Contra Crianças e Adolescentes”, escrito em coautoria com Maria Helena Rubenich e Soraia Cristiane de Souza.

A obra se destaca como uma contribuição robusta e necessária ao debate jurídico-psicológico sobre a proteção integral de crianças e adolescentes no sistema de justiça. Reunindo especialistas de múltiplas áreas, o livro consolida um eixo comum: qualificar a escuta infantil com rigor científico, profundo respeito e sensibilidade ética, elementos frequentemente negligenciados na práxis forense contemporânea.

No capítulo que assino, examinamos de forma minuciosa os riscos de contaminação mnésica, a influência de perguntas sugestivas e a vulnerabilidade cognitiva de crianças e adolescentes diante de entrevistas mal conduzidas. Analisamos parâmetros técnicos, evidências científicas e protocolos de proteção da prova, com foco na prevenção de falsas memórias e na preservação da integridade do depoimento especial.

Trata-se de um livro que resiste às soluções fáceis. Propõe uma análise crítica, oferece ferramentas metodológicas refinadas e reafirma a necessidade de atuação interdisciplinar qualificada diante de casos complexos. Por isso, é leitura indispensável para psicólogos jurídicos, peritos, assistentes técnicos, magistrados, promotores, defensores, advogados e todos os profissionais que se dedicam à interseção, sempre desafiadora, entre justiça e infância.

A apresentação de e o prefácio de reforçam o caráter consistente e contemporâneo da obra, que se soma ao movimento nacional de aprimoramento das práticas de escuta e avaliação psicológica no contexto forense.

Disponível para compra na Amazon.

Caso deseje adquirir um exemplar com dedicatória, basta enviar uma mensagem. Será um prazer encaminhar o livro autografado.

Congresso de Psicologia do Testemunho e Prova Penal | 24 e 25 de novembro • Curitiba/PRA EMAP, em parceria com a AMAPAR,...
24/11/2025

Congresso de Psicologia do Testemunho e Prova Penal | 24 e 25 de novembro • Curitiba/PR

A EMAP, em parceria com a AMAPAR, promove a segunda edição de um dos encontros mais relevantes do país sobre a interseção entre psicologia, prova penal e prática jurídica. Um congresso que aprofunda, com rigor científico, temas centrais para a boa administração da justiça: memória, depoimento, violência de gênero, reconhecimento pessoal e os desafios contemporâneos da produção probatória.

Durante dois dias, especialistas nacionais e internacionais se reúnem para discutir critérios, aprimorar métodos e fortalecer uma cultura jurídica orientada por evidências. Um espaço imprescindível para quem atua com processo penal, perícias, testemunhos e tomada de decisão qualificada.

Programação em destaque
📌 24/11 — Abertura
– Credenciamento às 17h
– Palestras de Min. Sebastião Alves dos Reis Júnior, Thompson Cardoso e William Weber Cecconello
– Coquetel de abertura

📌 25/11 — Painéis e Atividades
Manhã:
– Violência de gênero no contexto probatório
– Depoimento Especial
– Palestra internacional com Ray Bull

Tarde:
– Falsas memórias
– Reconhecimento pessoal
– Encerramento com Janaina Roland Matida

📍 Local: Sede da AMAPAR — Curitiba/PR
📅 24 e 25 de novembro

Realização
EMAP — Escola da Magistratura do Paraná
AMAPAR — Associação dos Magistrados do Paraná

Apoio
ESA • Ematra IX

Patrocínio
ITAIPU Binacional
SANEPAR

Um encontro que conecta a ciência da psicologia à prática jurídica para fortalecer a prova penal.
oficial

   with .repost・・・Esses são os novos Enunciados IBDFAM! 📚Apresentados nesta quarta-feira (29), no primeiro dia do XV Con...
30/10/2025

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Esses são os novos Enunciados IBDFAM! 📚

Apresentados nesta quarta-feira (29), no primeiro dia do XV Congresso Brasileiro de Direito das Famílias e Sucessões, os novos Enunciados resultam de um processo coletivo e criterioso dentro do Instituto.

As diretrizes foram selecionadas por votação entre os membros do IBDFAM e passaram pela avaliação da Comissão de Enunciados, que agora também disponibiliza uma publicação totalmente on-line e gratuita, reunindo comentários de especialistas sobre as propostas aprovadas.

Os Enunciados IBDFAM contribuem para esclarecer pontos controvertidos da legislação e indicar caminhos para situações ainda sem regulamentação específica. Muitos já foram utilizados como base para decisões importantes em Tribunais Superiores, consolidando entendimentos no Direito das Famílias e das Sucessões.

👉 Clique no link da bio para saber mais ou visite ibdfam.org.br.




Pai é presença firme, que sustenta limites, ensina o valor das diferenças e ajuda o filho a crescer com segurança.Pai nã...
10/08/2025

Pai é presença firme, que sustenta limites, ensina o valor das diferenças e ajuda o filho a crescer com segurança.

Pai não é acessório. Não é figura de enfeite em foto de aniversário, nem personagem coadjuvante na vida do próprio filho. Pai tem papel ativo, que exige presença real, não apenas nome no registro. Ser pai é se fazer necessário todos os dias, e não apenas quando é conveniente.

Pai é quem intervém quando precisa, quem sustenta limites, quem ajuda a criança a entender que o mundo não gira ao redor dela. É quem mostra, com amor e firmeza, que a vida é feita de regras, diferenças e responsabilidades. Esse papel não é substituível, nem pode ser reduzido a visitas esporádicas.

Desvalorizar o pai é desvalorizar metade da base que constrói uma criança segura. Pai não é acessório, é pilar. E pilar não se remove sem comprometer toda a estrutura.

 

No jogo, cada movimento importa. Sem estratégia, não há avanço; sem avanço, não há conquista. Essa não é uma conversa so...
01/08/2025

No jogo, cada movimento importa. Sem estratégia, não há avanço; sem avanço, não há conquista. Essa não é uma conversa sobre xadrez — é sobre litígios familiares em que o rei não é uma peça, é a criança. Quando a disputa se torna cega, sem técnica ou ética, o risco é colocar o filho em xeque. E quando o rei cai, todos perdem. A assistência técnica psicológica existe para lembrar o que está verdadeiramente em jogo: proteger vínculos, desfazer distorções e garantir que a verdade não seja sacrificada em nome da conveniência. Porque, em processos de família, o filho é o rei.

Psic. Maria Júlia Hering (CRP-12/04054)

Lembrete: Seja tenaz! O célebre brocardo jurídico “o Direito não socorre aos que dormem”, do latim “Dormientibus non suc...
01/08/2025

Lembrete: Seja tenaz!

O célebre brocardo jurídico “o Direito não socorre aos que dormem”, do latim “Dormientibus non succurrit jus”, tem origem no Direito Romano e expressa um princípio fundamental: aquele que não exerce seus direitos em tempo hábil pode perdê-los — seja por prescrição, decadência ou consolidação de situação jurídica desfavorável.

Mais do que uma norma técnica, trata-se de uma advertência: o Direito exige atenção, prontidão e postura ativa. A inércia diante de uma violação ou ameaça pode inviabilizar o exercício de direitos legítimos, inclusive pela preclusão de oportunidades processuais.

A Psicologia, em interface com o Judiciário, não está alheia a esse princípio. Quando há perda de prazos, inércia estratégica ou omissão em etapas processuais, o trabalho do psicólogo, por mais tecnicamente consistente que seja, pode tornar-se juridicamente inócuo. Em outras palavras: documento fora de tempo é documento precluso. E processo não tem marcha à ré.

Assim como o Direito não socorre os que dormem, a Psicologia também exige presença, mobilização e estratégia oportuna.

Desperte enquanto ainda há tempo.
No Judiciário, o relógio corre — e no silêncio, direitos morrem. Psicologia jurídica não é adereço, é estratégia. Durma no ponto… e o processo seguirá sem você.

Psic. Maria Júlia Z. Hering (CRP-12/04054)
Psicóloga Clínica e Jurídica
Perita e Assistente Técnica

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Blumenau, SC
89010030

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