23/04/2026
Há 10 anos eu ouvi falar de um livro que, segundo quem recomendava, tinha mudado completamente a forma de viver, na época, aquelas palavras ficaram ecoando em mim, mas junto com a curiosidade veio o medo.
Medo de ler… e perceber coisas que talvez eu ainda não estivesse pronta para encarar, medo de mudar, medo de não caber mais na vida que eu estava tentando sustentar.
Então eu esperei, antes de 2025 eu era a pessoa que dizia sim para tudo principalmente para o que eu não queria, para caber, para não desagradar, para não parecer “diferente demais”.
Mas chega um momento em que a gente percebe que continuar assim custa caro demais, voltei para a terapia, fiz avaliação neuropsicológica, ajustei tratamento e cuidei da saúde fiz mudanças difíceis.
E, aos poucos, fui voltando a me sentir eu mesma, então, em janeiro de 2026, sem planejar muito, entrei numa livraria… e saí com aquele livro nas mãos.
Dessa vez não havia medo, havia prontidão.
Uma das primeiras reflexões do livro fala sobre sentir-se morta por dentro e eu entendi exatamente o que aquilo significava. Viver dá trabalho, mas eu finalmente estava pronta para essa labuta.
Meu começo foi com algo simples e ao mesmo tempo muito difícil: ter conversas que eu evitava há anos.
Porque quando você decide falar a verdade, você também precisa estar pronta para aceitar as consequências e algo curioso aconteceu: quando a primeira ruptura veio… eu não morri.
Eu me senti orgulhosa, orgulhosa por finalmente dizer o que penso, com respeito, firmeza e clareza, às vezes o que parece um fim é só o começo de uma vida mais alinhada com quem você realmente é.
Agora sigo praticando um novo tipo de “sim”: sim para mim mesma, sim para meus valores, sim para a vida que faz sentido para mim e eu sinto que muita coisa boa ainda está por vir. ✨