Clínica Lugar de Escuta - Psicóloga Sandra Alves CRP 12/15134

Clínica Lugar de Escuta - Psicóloga Sandra Alves CRP 12/15134 Clínica "Lugar de Escuta" - É um ambiente, um espaço, um momento, o que você quiser, para dar lu

Psicanalista / Psicóloga Clínica

Atendimentos para quem quiser e puder embarcar em uma análise.

O inconsciente é realmente uma maravilhosa descoberta!Tenho vários objetos de decoração no consultório, e cada um carreg...
06/11/2025

O inconsciente é realmente uma maravilhosa descoberta!

Tenho vários objetos de decoração no consultório, e cada um carrega uma história.

Fiquei olhando para esse barquinho dentro da garrafa de vidro, que coloquei na prateleira onde costumo deixar os livros sobre raça e psicanálise. Mas, por conta do mestrado, levei muitos deles para casa, querendo tê-los por perto durante a escrita da dissertação.

Como a prateleira ficou um pouco vazia, coloquei o barquinho ali, apenas para preencher o espaço.

Hoje, ao olhar para essa composição entre o livro e o barco, percebi que meu gesto talvez não tenha sido apenas decorativo, mas simbólico.

Tentei me lembrar da história dessa garrafa até chegar a mim. Acho que ganhei da minha família (eles sempre dizem que gosto de “trecos”), mas não tenho certeza. Nesse resgate, me veio outra lembrança: havia um rapaz no meu bairro que fazia esse tipo de artesanato.

Eu sempre me perguntava, um dia fiz em voz alta: como ele consegue colocar o barquinho ali dentro?

Um adulto respondeu: “Ele aprendeu no presídio. Agora, quer viver disso.” Em um tom desacreditado.

Fiquei maravilhada! Lembro de dizer: “Nossa, como os presos são inteligentes para aprender uma coisa dessas, que legal!” (E acreditava ser possível, o trabalho é e era lindo).

E virei piada entre os adultos, sem entender muito bem o porquê.

Naquele tempo, eu ainda não tinha conhecimento acadêmico sobre a construção do nosso país, nem sobre as leis e os motivos que levaram à criação dos presídios e manicômios.

Hoje eu tenho! E continuo acreditando na inteligência, não na perpetuação do racismo institucionalizado na sociedade (presos/pretos).

Não sei como essa reflexão pessoal vai ser lida, mas esse instagram é principalmente para mim e a quem se interessar.

Massacre brasileiro!Fico profundamente incomodada com notícias como essa que ocorreu no RJ, um verdadeiro massacre. O qu...
31/10/2025

Massacre brasileiro!

Fico profundamente incomodada com notícias como essa que ocorreu no RJ, um verdadeiro massacre. O que mais me inquieta é perceber que muitas pessoas ainda acreditam que a discussão se resume a “bandidos e mocinhos”, como se o conflito fosse apenas entre a favela e a polícia.

Bandidos e policiais estão no mesmo lugar, e, para o Estado, ambos são massa de manobra. Todos fazem parte de um sistema que existe apenas para manter o poder e o privilégio de poucos.

Nas últimas semanas, lembrei, em minhas aulas e na minha escrita, de casos que ouvi nas políticas públicas, no SUAS, casos que me moviam para além do lugar de psicóloga. Em alguns momentos, esses movimentos eram de coragem; em outros, talvez de certo masoquismo. Acho que um pouco dos dois.

Continuo me movimentando, talvez agora em um lugar onde o corpo não seja mais o principal instrumento, mas sim a voz.

Não é possível naturalizar a barbárie. Não podemos fechar os olhos e ser massa de manobra para interesses eleitorais. Nosso país foi construído sobre a violência; carregamos uma história cruel, não elaborada, marcada pelo sequestro de pessoas negras, pelo extermínio de povos indígenas e por um enorme tapete que se convencionou chamar de “democracia racial” (um mito).

Parem e pensem: não se trata de “polícia versus bandidos”. Trata-se de outra coisa.

Fico com essa imagem, que me lembra que, quando realmente se quer, é possível fazer alguma coisa — e que as pedras não precisam ir para o telhado do vizinho. (Um caso clínico que vivi no SUAS)

Com muita alegria!As professoras da Universidade Uniasselvi, Ana Reis e Sandra Alves, convidam aqueles interessados em p...
16/09/2025

Com muita alegria!

As professoras da Universidade Uniasselvi, Ana Reis e Sandra Alves, convidam aqueles interessados em psicanálise, suas articulações com a cultura e as questões sociais, para a exibição do filme “Virgínia e Adelaide”, uma obra que resgata trajetórias marcantes e abre espaço para reflexão sobre memória, gênero, história e racismo.

Após a sessão, haverá uma discussão sobre a psicanálise no Brasil, ampliando o diálogo entre teoria, prática e realidade social.

Local:
Uniasselvi - Auditório bloco C

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeHRCM71DToANEXKwXAU1xM6P4jmKW2HYuVkYCCp8J7wC6r7A/viewform?usp=sharing&ouid=107391681515740052325

E tem mais sobre o dia 05/08/2025. Que dia gente!Então, ontem representando os formandos 2025.1, os queridos  e  me espe...
06/08/2025

E tem mais sobre o dia 05/08/2025. Que dia gente!

Então, ontem representando os formandos 2025.1, os queridos e me esperaram na porta da sala que eu daria a oficina com uma linda caixinha, que continha presentes, mas principalmente duas cartinhas que emocionam.

Me convidaram para ser o nome de turma dos formandos de psicologia. Gente! Uma turma que vai ser chamada de Sandra da Cunha Alves, vocês tem noção do tamanho do prestígio que esse pessoal me deu? É muito especial esse convite, homenagem.

Na segunda cartinha o convite era tão grande quanto o já citado, ser paraninfa da formatura no dia 05/09/2025, ou seja, falar em nome de todos os formandos do evento, confesso que esse eu estou com medo, mas não tinha como não aceitar algo tão potente como isso. Espero estar a altura de todo esse carinho, pois a formatura é um momento muito especial.

E agora uma curiosidade que eu não posso deixar de citar, a minha colação de grau foi no dia 05/08, no mesmo dia que recebo uma das maiores honrarias que eu poderia receber.

Obrigada turma, darei o meu melhor.

Olá, pessoal!Ontem tivemos uma oficina na Uniasselvi com o curso de Psicologia, voltado aos estagiários que começam aten...
06/08/2025

Olá, pessoal!

Ontem tivemos uma oficina na Uniasselvi com o curso de Psicologia, voltado aos estagiários que começam atender na clínica escola da instituição.

Essa oficina tinha como intuito falar sobre racismo, principalmente destampar os ouvidos dos alunos para esse tema, que não é mi-mi-mi, que não é todo mundo igual (infelizmente) e que o sofrimento individual é vinculado ao coletivo social, pelo discurso do outro.

Ver essas fotos que o pessoal tirou, apesar das minhas caretas de expressão ao falar (sou caricata) me emociona, foi uma lista de 134 pessoas presentes e que não foram embora depois de registrar o obrigatório, ficamos com muitos até às 21h40.

Que alegria ter esse movimento acadêmico, saber que faço parte da formação de futuros colegas que não chegaram na profissão reproduzindo violência por falta de conhecimento, não é garantia que todos terão o compromisso ético, mas teremos certeza que o trabalho foi feito quanto professores e psicólogos (eu, o .thomasteixeira e o colegiado que colaborou com planejamento).

Seguimos transmitindo pelo desejo, quem sabe isso faça a diferença.

Obrigada a todos pela participação, colaboração e atenção.

Oi gente!Com muito alegria e angústia, chego nessa primeira etapa para conclusão do mestrado.Está sendo um processo chei...
05/08/2025

Oi gente!

Com muito alegria e angústia, chego nessa primeira etapa para conclusão do mestrado.
Está sendo um processo cheio de altos e baixos, mas de muito desejo. Desejo pelo tema, pela pesquisa, pela escuta e por poder falar e compartilhar com referências algo de tanto valor para mim.
Essa foto é de acervo pessoal, o conteúdo não é diferente e como diz o conceito de intelecpluralidade de Bárbara Carine para ser científico, intelectual não precisa ser sem alma, rígido e cindido.
Quem tiver interesse, será um prazer tê-los junto para essa apresentação que visa qualificar a pesquisa com as riquíssimas contribuições que a banca .alves.olorioba, .damico.7 e , vai proporcionar.
🍀🍀🍀

Lendo Freud (1914) cheguei em um texto que ele deu o título: “Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar”, muito in...
21/03/2025

Lendo Freud (1914) cheguei em um texto que ele deu o título: “Algumas reflexões sobre a psicologia do escolar”, muito interessante, pois ele vai contando a própria experiência escolar e como ela o marcou.

No ofício de aluna, também percebo todas as minhas marcas, principalmente professoras do ensino fundamental, mas também tenho grandes mestres no ensino médio, que inclusive me influenciaram a escolher a minha profissão, assim como professores da faculdade e pós graduações que me inspiram copiar.

Exercer a função de professora, sempre me coloca em questão, em uma conversa descontraída ontem com uma aluna, sobre a participação em sala, ela me trás que o conteúdo em si não a interessava mais, mas a minha didática era interessante. Em conversa hoje com uma ex aluna, agora colega de profissão, também surgiu esse ponto, sobre o conteúdo/ciência a ser ensinada e a forma que a professora vai marcar ou não a vida do aluno, e que o aluno vai marcar ou não a vida da professora.

Bom, acho que cai no texto certo de Freud para reler, (lembrando que nada é por acaso) ele me consolou, pois sem ambivalência, não tem sujeito, e com identificação ou não, que sigamos no ofício, pois alguma coisa pode sempre agregar e o/a professor/a é só mais uma figura para transferência.

Não sou de fazer isso, mas quem quiser comentar, que tipo de experiência foi importante com as/os professoras/es da vida, vou adorar saber.

Até 😘

Oi, gente!Feliz Ano Novo! Que seja um ótimo ano, de muita saúde e desejo para movimentar. Voltei ao trabalho hoje, com m...
13/01/2025

Oi, gente!

Feliz Ano Novo! Que seja um ótimo ano, de muita saúde e desejo para movimentar.

Voltei ao trabalho hoje, com muita disposição e alegria.

Agenda aberta com algumas possibilidades para pacientes novos.

Contato na bio. Espero vocês.

E que venha 2025!

Oi gente!No modelo em que vivemos é necessário e esperado um descanso.Agradeço a todos que confiam no meu trabalho pelo ...
24/12/2024

Oi gente!

No modelo em que vivemos é necessário e esperado um descanso.

Agradeço a todos que confiam no meu trabalho pelo ano de 2024, um ano de muitas mudanças e desafios, mas de muito aprendizado.

Agora é descansar e se renovar para 2025, que venha um feliz 2025.

Até dia 13/01/2025, pessoal.

🥰💫🤶🏼🎅🏾💫🥰😘

Oi, gente!Então, estou emocionada e resolvi escrever sobre a experiência de ser professora em um curso de psicologia, te...
26/11/2024

Oi, gente!

Então, estou emocionada e resolvi escrever sobre a experiência de ser professora em um curso de psicologia, tentando transmitir conhecimentos da vivência como profissional, teoria e psicanálise. 

Digo tentando, porque nunca sabemos de fato o que foi possível alcançar em cada um, mas acho que o pouco que for possível de aproximação de uma profissão regida pela ética e pela humanidade, já fico satisfeita. 

Sempre que chega no fim dos semestres e os alunos me presenteiam, lembro da escrita do Calligares no livro "Cartas a um jovem terapeuta", sobre os presentes ao psicanalista, que se quisesse ganhar que mudasse de área, super concordo com ele, o lugar de analista não necessariamente é o de agradar e ser agradado, coisa que o presente tem função. Mas, sendo professora, o lugar é outro.

Uma vez escutei de um paciente que sabia da minha outra função (professora): "eu achei que você seria como eu sei que és como professora, por isso vim aqui".

Na análise, o sujeito precisa descobrir suas próprias opções e não de alguém para ensinar, isso a gente faz em outros lugares, como nas instituições de ensino.

E o meu lugar na instituição de ensino é tentar transmitir uma profissão de ética, teoria e humanidade, ajudar a colocar no mercado de trabalho colegas de profissão que penso, que serão comprometidos com isso. Sempre brinco com eles, "se não forem, não digam que foram meus alunos".

E aos estagiários, a esses tem meu coração, minha família br**ca com o meme do professor que fala: "você gosta mais da sua mãe ou dos seus alunos? E ele responde: meus alunos". Kkkkkk

É isso gente, muito feliz em estar fazendo esse percurso profissional e me sentir assim, tão gratificada.

OBS: muitas fotos e muitas pessoas especiais, mas tem que escolher algumas para postar.

Hoje e amanhã (21, 22/11) temos a Jornada  com apresentação de fragmentos dos trabalhos que os mestrandos do PPG estão t...
21/11/2024

Hoje e amanhã (21, 22/11) temos a Jornada com apresentação de fragmentos dos trabalhos que os mestrandos do PPG estão trabalhando na pesquisa em Psicanálise Clínica e Cultura.

Tive o prazer e a angústia de falar sobre meus estudos com os pares, feliz por estar vivendo essa experiência. Deixo registrado aqui meu título e um pequeno trecho do meu escrito de uma fala de 15 minutos.

A intersecção classe e raça no Brasil: visualizar a partir da psicanálise o infamiliar na subjetividade do sujeito pardo

Pensando que Freud (1919/2019) explica que em relação ao Infamiliar, podemos andar por dois caminhos, o de investigar o significado, durante o desenvolvimento da língua, em relação palavra “infamiliar” ou reunir, buscar “o que em pessoas e coisas, impressões sensíveis, vivências e situações desperta em nós o sentimento do infamiliar, e desbravar o seu caráter infamiliar encoberto a partir do que há de comum em todos os casos.” (Freud 1919/2019, pág. 31/33). Ele conta que um dos pontos do Infamiliar é evocar o sentimento de desamparo, de duplo sentido, um saber não sabido, algo que insiste na repetição, que é íntimo da vida anímica, e que vem do complexo de castração. Com isso, seria possível pensar a interseccionalidade, raça, gênero e classe como um disparador infamiliar da subjetividade do sujeito pardo?
Para finalizar podemos pensar, a psicanálise desde Freud é uma forma de investigação, pesquisa e clínica, de questões individuais e sociais, na psicanálise como diz Birman (2018) uma pesquisa em psicanálise coloca em questão, em cena, o psiquismo, investigar o infamiliar da subjetividade do sujeito parto é dar continuidade no trabalho psicanalítico, que tem como ponto o psiquismo do sujeito. As leituras que estavam relacionadas a raça e a psicanálise, começaram a dar mais espaço, para questões associadas a condição de renda e gênero, o foco que era as relações inter-raciais e o seu processo de subjetivação psíquica ampliou e a proposta da dissertação virou: analisar a intersecção classe e raça no Brasil buscando visualizar a partir da psicanálise o infamiliar na subjetividade do sujeito pardo.

Endereço

Blumenau, SC
89053-200

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