16/04/2026
❕ É muito comum escutarmos o termo “remédio forte” das pessoas que não trabalham na área de saúde, na psiquiatria, mais do que em outras áreas, isso ocorre com frequência.
Na verdade, não existe um conceito de remédio forte ou fraco. O que existem são medicações com mecanismos de ação diferentes, indicações específicas e perfis distintos de eficácia, tolerabilidade e efeitos colaterais.
▫️ Muitas vezes, o que leva alguém a temer que uma medicação seja “forte” é o fato de ela causar sedação, ou seja, sonolência. Outras vezes é o medo da medicação fazer com que a pessoa deixe de ser quem ela é, perdendo suas características, sua individualidade, ficando apática. Na verdade, esses são efeitos colaterais de algumas medicações que podem acontecer ou não, dependendo se uma série de fatores como sensibilidade do paciente, medicações associadas, doses, entre outros.
Quando os efeitos colaterais acontecem, devem ser avaliados de uma forma técnica e objetiva em relação à sua intensidade, riscos se a medicação for continuada, grau sofrimento gerado ao paciente e capacidade deste de tolerar esse efeito colateral e isso deve ser colocado na balança contra os benefícios que a medicação está trazendo.
A medicação deve ser forte contra a doença e seus sintomas e não contra o paciente.
A escolha de uma medicação para tratar o transtorno bipolar considera, entre outros pontos:
– A fase atual do quadro
– O histórico de resposta a tratamentos anteriores
– A presença de outras doenças
– Outras medicações em uso pelo paciente
– Os possíveis efeitos colaterais
– A segurança e a eficácia na prevenção de novos episódios a longo prazo
Em psiquiatria, a pergunta mais útil não é “esse remédio é forte?”, mas sim:
“Esse remédio é o mais adequado para este quadro, neste momento?”
Se esse conteúdo fez sentido para você, salve para consultar depois ou compartilhe com alguém que também possa se beneficiar desta informação.