Psicóloga Joice Antunes

Psicóloga Joice Antunes - Atendimento presencial em Braço do Norte
- Atendimento online

“E se eu tivesse percebido antes”“e se tivesse dito algo diferente”“e se tivesse insistido mais”“e se o desfecho não fos...
17/01/2026

“E se eu tivesse percebido antes”
“e se tivesse dito algo diferente”
“e se tivesse insistido mais”
“e se o desfecho não fosse esse”.

“e se…?”
“e se…?”
“e se…?”

Esses pensamentos aparecem porque amar também é tentar encontrar sentido, formas diferentes de agir… quando tudo parece ter perdido o chão.

É comum que no processo de luto, a pessoa enlutada construa cenários alternativos, quase como se pudesse reorganizar a história para aliviar a dor. Às vezes isso acontece logo após a perda, outras vezes também em meses ou até anos depois, quando algo desperta a lembrança. A mente revisita possibilidades não porque acredita que pode mudar o passado, mas porque tenta compreender como poderia ter sido diferente.

Pensar nessas hipóteses, por si só, não é um problema. Elas fazem parte do processo de adaptação à ausência e aparecem na maioria das pessoas que perderam alguém importante.

O cuidado se torna necessário quando esses pensamentos passam a “girar em círculos, repetitivos”, invasivos, trazendo sofrimento intenso, culpa constante ou impedindo a pessoa de continuar seus compromissos.

A ruminação, esse pensar sem pausa, sem alívio, não é sinal de amor maior, mas de um luto que está pesado demais para ser carregado sozinho. Buscar ajuda profissional não apaga a relação que foi rompida, muito menos o amor, mas ajuda a transformar esses “e se…” em algo que não adoeça, permitindo que a memória exista sem aprisionar.

Me conta, você se identif**a?

Eu não sei se este é o seu primeiro Natal sem a pessoa que você ama ou se já é o décimo, pois tempo que passa desde a pa...
24/12/2025

Eu não sei se este é o seu primeiro Natal sem a pessoa que você ama ou se já é o décimo, pois tempo que passa desde a partida não apaga o marco dessa data, nem torna TUDO simples automaticamente.

Se este for o seu primeiro Natal, é possível que você se sinta desorganizado, desorientado, perdido, sem saber exatamente o que fazer, o que sentir ou como nomear tudo o que está vivendo. Talvez surja a dúvida sobre ir ou não ir, o que dizer, como se comportar, ou até mesmo a sensação confusa de não saber absolutamente nada. Pode aparecer também aquele desejo quase enlouquecedor de que tudo passe logo, que o dia acabe, tão diferente de outros anos em que você aguardava ansiosamente para celebrar e comemorar. Talvez você esteja chorando ao longo do dia, tomado por saudades de um tempo em que a vida parecia mais leve, a família era completa e a tristeza ainda era desconhecida.

Hoje, porém, tudo se modificou, é possível que você nem se reconheça mais. Essa estranheza consigo mesmo, essa sensação de não saber quem se tornou depois da perda, é algo real e doloroso. Diante disso, talvez seja importante reconhecer seus limites, não se forçar a fazer aquilo que agora pesa demais, não ultrapassar fronteiras apenas para atender expectativas externas. Refletir sobre o que é possível tentar neste momento, acolher as próprias emoções e cuidar daquilo que ninguém mais consegue acessar, porque só você sabe o quanto é desafiador atravessar esse dia com o coração ferido.

Se este não for o seu primeiro Natal, você provavelmente já traz experiências anteriores e talvez saiba um pouco mais sobre o que ajuda ou não ajuda a atravessar essa data. Ainda assim, isso não signif**a que a dor tenha ido embora, ela permanece, mas com a experiência aprendemos a crescer ao redor dela, ampliando nossos recursos de enfrentamento.

Existe o vazio da cadeira, do presente, do abraço, do afeto, do sorriso, vazios que só quem perdeu alguém conhece de verdade. Que neste Natal você possa, acima de tudo, sobreviver, sem exigir tanto de si mesmo, e que ninguém exija de você aquilo que hoje não consegue oferecer. Você chegou até aqui, e isso já diz muito. Cuide de você e faça apenas o seu possível💙

Perder alguém importante jamais é sobre esquecer ♾️O luto não vem com manuais, prazos ou fórmulas prontas. Ele se manife...
03/11/2025

Perder alguém importante jamais é sobre esquecer ♾️

O luto não vem com manuais, prazos ou fórmulas prontas. Ele se manifesta de formas diferentes em cada pessoa, em cada relação, em cada história. Depois que alguém se vai, não deixamos de lembrar, não apagamos o que foi vivido, nem deixamos de amar. A ausência não apaga a presença que marcou, apenas muda o modo como ela existe em nós.

O luto é, acima de tudo, um processo de continuidade, um jeito silencioso de seguir carregando quem amamos de outras formas. Não é sobre “superar” ou “deixar para trás”, mas de aprender a lidar com o que ficou: as memórias, os cheiros, as palavras, os gestos. É o exercício constante de reconhecer que o amor não termina com a m•rte, ele apenas muda de lugar.

Com o tempo e também com o cuidado que temos com nós mesmos nesse processo, o luto vai se modif**ando. Zelar o que ficou é preservar o sentido da relação, é manter viva a história que foi construída. É permitir que o amor que existiu continue encontrando caminhos, seja em lembranças, em gestos simbólicos ou em escolhas que refletem o que aquela pessoa representou. É cuidar da memória, mas também cuidar de si.

Porque o luto não é só sobre quem partiu, é também sobre quem permanece. É sobre se reconstruir, reorganizar o mundo interno, e seguir dando novos signif**ados à vida. Cuidar do que ficou é uma forma de continuar amando, de um jeito mais sereno e íntimo.

É continuar, sem esquecer, com a ternura de quem entende que algumas presenças permanecem, mesmo quando os olhos já não alcançam.

Faz sentido para você?
💙👇🏻

Quando falamos sobre a ausência de alguém que amamos, “se acostumar” talvez seja uma palavra muito forte. Porque, no fun...
08/10/2025

Quando falamos sobre a ausência de alguém que amamos, “se acostumar” talvez seja uma palavra muito forte. Porque, no fundo, não nos acostumamos com o vazio que f**a. A falta continua existindo, às vezes mais silenciosa, às vezes mais intensa, mas sempre presente.

Por isso, não é se “acostumar”, aprendemos a lidar. Cada um à sua maneira, com seus rituais, lembranças e pequenos gestos que mantêm viva a conexão com quem partiu. Aprendemos a conversar em silêncio, a guardar nos detalhes do dia a dia o amor que permanece, a criar formas simbólicas de continuar esse vínculo, mesmo sem o toque, sem a voz, sem a presença física.

O amor não se apaga com a ausência, se manifesta em memórias, homenagens, pensamentos e em tudo aquilo que carregamos da pessoa amada.

Com o tempo, entendemos que a dor não some, nós é que crescemos em volta dela. Aprendemos a viver de um novo jeito, reconstruindo uma vida diferente daquela que existia antes da perda. Uma vida que carrega a saudade, mas também o amor que permanece, mesmo entre o antes e o depois.

E se, nesse processo, a ausência tem se tornado sufocante ou paralisante, talvez seja o momento de buscar um espaço de escuta. A terapia pode ser esse caminho, um espaço seguro, ético e profissional, para que você possa cuidar da dor e (re)aprender, a viver.

Faz sentido para você?
❤️‍🩹

Este post traz apenas um exemplo resumido e prático para que você tenha uma noção de que existe um processo natural do l...
30/09/2025

Este post traz apenas um exemplo resumido e prático para que você tenha uma noção de que existe um processo natural do luto e um sofrimento que pode se tornar prejudicial.
É saudável, a longo prazo, sentir saudade, chorar, lembrar da pessoa amada e carregar consigo a presença dessa memória de forma dolorosa, mas possível de ser integrada à vida.

Porém, existe também um tipo de sofrimento que paralisa. É quando a dor permanece tão intensa que você se sente estagnado, como se estivesse preso ao momento da perda. Essa experiência pode impactar sua vida, seus relacionamentos e até mesmo o desempenho no trabalho.
Quando isso acontece, o luto deixa de ser apenas saudade e pode estar se transformando em um luto prolongado ou até mesmo em uma depressão, exigindo maior atenção e cuidado.

🚨 Esse conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui uma avaliação profissional. Cada processo de luto é único e precisa ser compreendido na singularidade de cada pessoa. Se você percebe que a dor está te impedindo de continuar, não hesite em buscar ajuda.
A psicoterapia pode ser um espaço de acolhimento e reconstrução.

Para mais informações ou para agendar atendimento, clique no link da bio e entre em contato.

É lidar com a ausência de alguém que deveria estar presente nos grandes momentos da vida: nas conquistas, nas celebraçõe...
28/08/2025

É lidar com a ausência de alguém que deveria estar presente nos grandes momentos da vida: nas conquistas, nas celebrações, nas conversas cotidianas e até nas pequenas lembranças que fazem parte da nossa identidade. Um irmão é mais que um laço de sangue, é companheiro de caminhada, de segredos, de memórias que parecem insubstituíveis.

Aprender a viver sem um irmão é enfrentar uma saudade que não tem medidas. É olhar para o futuro e perceber os espaços vazios que jamais deveriam existir. Essa ausência atravessa a vida em diferentes formas: na rotina, nas datas especiais, no simples desejo de ter alguém com quem compartilhar a vida.

A dor precisa ser reconhecida, ouvida e validada. Não minimize o que sente. Permita-se reconhecer a sua dor e, se perceber que precisa de ajuda para atravessar esse processo, busque atendimento profissional. O cuidado com o luto é também cuidado com a sua vida❤️‍🩹

Nem todo mundo chega no Dia dos Pais com o coração leve.Para alguns, a data traz saudade, silêncio e lembranças que pesa...
04/08/2025

Nem todo mundo chega no Dia dos Pais com o coração leve.
Para alguns, a data traz saudade, silêncio e lembranças que pesam.

É importante reconhecer essa dor, sem forçar sorrisos.

Como essa data te toca hoje?

A vida adulta nem sempre grita, mas pesa. Pesa nas responsabilidades, nos silêncios e nas dores que ninguém vê. Tem dias...
29/07/2025

A vida adulta nem sempre grita, mas pesa. Pesa nas responsabilidades, nos silêncios e nas dores que ninguém vê. Tem dias em que o desânimo tenta tomar conta e, mesmo assim, seguimos. Não por força, mas por coragem.

Por saber que, mesmo difícil, ainda vale a pena continuar. Resistir não é ignorar o que se sente, é reconhecer: “está difícil, mas eu sigo”. Porque viver também é isso, seguir em frente, um dia de cada vez, com aquilo que é possível carregar.

▪Joice da Silva Antunes
▪Psicóloga - CRP 12/22720
▪Agendamentos para psicoterapia presencial e online, link na bio.

Há um tipo de silêncio que grita.Não é o silêncio de um cômodo vazio, de uma casa sem som ou de uma noite sem conversa. ...
23/07/2025

Há um tipo de silêncio que grita.

Não é o silêncio de um cômodo vazio, de uma casa sem som ou de uma noite sem conversa. É o silêncio que vem depois da ausência de alguém que foi amor, presença, história.

É o barulho do vazio. Um eco que parece não cessar, mesmo com o passar do tempo. E talvez ninguém entenda tão profundamente isso quanto quem já perdeu alguém. A ausência tem som. E às vezes, ele é ensurdecedor.

O luto não é apenas sobre saudade. É sobre se deparar com espaços que já foram ocupados. Sobre olhar para o lado e sentir falta até daquilo que um dia foi rotina. É perceber que há perguntas que nunca terão resposta e momentos que não se repetirão.

Lidar com esse vazio é um processo que exige paciência, tempo, coragem e cuidado.

Nem sempre ele vai embora, mas aos poucos você aprende a escutá-lo com menos dor. Aprende a respirar dentro dele, a reconhecer que sentir tanto é parte de amar tanto.

Esse vazio não precisa ser preenchido, ele precisa ser acolhido. Porque ele fala da importância de quem partiu… e da profundidade de quem ficou.

Você se identif**a?

O luto não desaparece com o tempo, ele apenas aprende a caminhar junto com a gente.Mas, às vezes, reaparece nos detalhes...
18/07/2025

O luto não desaparece com o tempo, ele apenas aprende a caminhar junto com a gente.

Mas, às vezes, reaparece nos detalhes mais inesperados: um cheiro, uma música, uma data…
São momentos em que a ausência se faz presente, e a saudade fala mais alto.

Esse post é um acolhimento para quem vive essas lembranças silenciosas e sente que ninguém vê.

Se isso faz sentido pra você, saiba: seu sentir é válido. E não precisa ser vivido sozinho.

▪Joice da Silva Antunes
▪Psicóloga - CRP 12/22720
▪Agendamentos para psicoterapia presencial e online, link na bio.

Nem sempre é fácil identif**ar o momento de buscar ajuda psicológica.Muitas vezes, a decisão surge em meio ao sofrimento...
17/06/2025

Nem sempre é fácil identif**ar o momento de buscar ajuda psicológica.
Muitas vezes, a decisão surge em meio ao sofrimento, crises ou sentimentos de estagnação.
Outras vezes, é o desejo de autoconhecimento que impulsiona esse passo tão importante.

A terapia oferece um espaço seguro, ético e acolhedor para olhar para si com mais profundidade.
Ansiedade, luto, traumas, conflitos nos relacionamentos, baixa autoestima ou esgotamento emocional: todos esses são motivos válidos para iniciar um processo terapêutico.

Mas não é preciso “chegar ao limite” para cuidar da saúde mental.
Prevenção e autocuidado também fazem parte desse caminho.
Cada história é única, e merece ser escutada com respeito e escuta qualif**ada.

Se em algum momento isso fizer sentido para você, a terapia pode ser um bom começo.

▪Joice da Silva Antunes
▪Psicóloga - CRP 12/22720
▪Agendamentos para psicoterapia presencial e online, link na bio.

Nem todo luto é visível. Nem toda dor é fácil de nomear.Mas toda experiência de perda merece ser ouvida e acolhida.Você ...
06/06/2025

Nem todo luto é visível. Nem toda dor é fácil de nomear.
Mas toda experiência de perda merece ser ouvida e acolhida.

Você se identif**a?
Me conta aqui nos comentários 👇🏻

▪Joice da Silva Antunes
▪Psicóloga - CRP 12/22720
▪Agendamentos para psicoterapia presencial e online, link na bio.

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