09/04/2026
As novidades no tratamento da obesidade não param e, desta vez, a mudança pode não estar na potência. Mas no acesso.
Recentemente, o FDA aprovou a orforgliprona, uma nova medicação oral para o tratamento da obesidade.
Ela atua na mesma via dos agonistas de GLP-1, como a semaglutida, base do Wegovy, mas com uma diferença importante: é uma molécula pequena, não peptídica.
E é aqui que começa a diferença prática.
Mesmo nas versões orais da semaglutida, ainda existe um protocolo mais rígido de uso.
Jejum, pouca água, esperar para comer.
A orforgliprona não.
Na prática, isso signif**a:
• produção mais simples
• menor custo potencial
• não precisa de refrigeração
• administração oral, sem necessidade de jejum
Ou seja, menos barreiras no dia a dia e, possivelmente, mais alcance.
Nos estudos clínicos, incluindo o ATTain-1, a medicação demonstrou uma redução de peso em torno de 10% a 15%, com perfil de segurança semelhante ao que já conhecemos nessa classe.
Pode parecer “menos potente” do que outras opções mais recentes.
Mas aqui está o ponto central:
Tratamento só funciona de verdade quando é possível manter.
E ampliar o acesso pode ter um impacto maior na saúde coletiva do que concentrar terapias altamente ef**azes em poucas pessoas.
A orforgliprona ainda não está aprovada no Brasil, mas, historicamente, decisões do FDA costumam acelerar esse caminho em outros países.
Assim que tiver mais atualizações, trago aqui.
Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte