30/01/2026
Por muito tempo, o sucesso no tratamento da obesidade foi resumido a um único número: o IMC atual.
Mas a ciência vem mostrando que essa visão é limitada e injusta com quem está em tratamento.
Um estudo recente, publicado na Clinical Obesity, mostrou que considerar o peso máximo ao longo da vida muda completamente a percepção sobre resultados.
Perdas de 5%, 10% ou 15% do peso já trazem benefícios metabólicos, cardiovasculares e inflamatórios relevantes — mesmo quando o IMC ainda permanece na faixa de obesidade.
Isso reforça um ponto essencial:
👉 obesidade é uma doença crônica.
Ela se controla ao longo do tempo, não se resolve apenas “chegando a um peso ideal”.
Quando usamos métricas mais realistas:
✔️ o tratamento se torna mais sustentável
✔️ a frustração diminui
✔️ a adesão melhora
✔️ o cuidado com a saúde continua, mesmo após a perda de peso
Talvez você não esteja falhando.
Talvez esteja apenas sendo avaliado pela régua errada.
Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17434 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte
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Referência:
Halpern et al. Classif**ation of Obesity Based on Weight History: Perceptions of People With Obesity. Clinical Obesity.