Dra. Julia Berto Endocrinologista

Dra. Julia Berto Endocrinologista Medica Endocrinologista

Tem coisa que eu repito tanto em consulta…que esqueço que, fora dela, ninguém nunca explicou assim.E aí o que chega pra ...
12/04/2026

Tem coisa que eu repito tanto em consulta…
que esqueço que, fora dela, ninguém nunca explicou assim.

E aí o que chega pra mim é sempre parecido:
tentativa, esforço, frustração e a sensação de que o erro está na pessoa.

Mas na maioria das vezes, não está.

Está na forma como isso foi conduzido desde o começo.

Sem entender como o corpo responde,
qualquer plano vira tentativa e erro.

E tentativa cansa.
Erro acumulado também.

Por isso, mais do que fazer “o certo”,
é preciso fazer o certo pra você.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

As novidades no tratamento da obesidade não param e, desta vez, a mudança pode não estar na potência. Mas no acesso.Rece...
09/04/2026

As novidades no tratamento da obesidade não param e, desta vez, a mudança pode não estar na potência. Mas no acesso.

Recentemente, o FDA aprovou a orforgliprona, uma nova medicação oral para o tratamento da obesidade.

Ela atua na mesma via dos agonistas de GLP-1, como a semaglutida, base do Wegovy, mas com uma diferença importante: é uma molécula pequena, não peptídica.

E é aqui que começa a diferença prática.

Mesmo nas versões orais da semaglutida, ainda existe um protocolo mais rígido de uso.
Jejum, pouca água, esperar para comer.

A orforgliprona não.

Na prática, isso signif**a:

• produção mais simples
• menor custo potencial
• não precisa de refrigeração
• administração oral, sem necessidade de jejum

Ou seja, menos barreiras no dia a dia e, possivelmente, mais alcance.

Nos estudos clínicos, incluindo o ATTain-1, a medicação demonstrou uma redução de peso em torno de 10% a 15%, com perfil de segurança semelhante ao que já conhecemos nessa classe.

Pode parecer “menos potente” do que outras opções mais recentes.
Mas aqui está o ponto central:

Tratamento só funciona de verdade quando é possível manter.

E ampliar o acesso pode ter um impacto maior na saúde coletiva do que concentrar terapias altamente ef**azes em poucas pessoas.

A orforgliprona ainda não está aprovada no Brasil, mas, historicamente, decisões do FDA costumam acelerar esse caminho em outros países.

Assim que tiver mais atualizações, trago aqui.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

07/04/2026

A aprovação da caneta multidoses do Mounjaro pela Anvisa chama atenção, mas o impacto real não está só na tecnologia.

Está no comportamento.

Na prática clínica, pequenas mudanças como essa influenciam diretamente algo que muitas vezes é subestimado: a adesão ao tratamento.

Menos etapas.
Menos barreiras.
Mais constância.

E é isso que, no longo prazo, sustenta resultado.

Mas é importante lembrar:
não é uma nova medicação, não muda indicação e não transforma, por si só, a qualidade do tratamento.

O que muda é como o paciente consegue sustentar esse cuidado na rotina.

E, em endocrinologia, é isso que faz diferença.

Se você quer acompanhar o que realmente muda, além das manchetes, continua por aqui.



Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Você não precisa evitar o chocolate. Pensando em te ajudar, reuní alguns ajustes que fazem mais diferença do que parece:...
03/04/2026

Você não precisa evitar o chocolate. Pensando em te ajudar, reuní alguns ajustes que fazem mais diferença do que parece:

— Não coma chocolate em jejum
Comece pela refeição. Proteína + fibra primeiro.
Isso muda completamente a resposta glicêmica (e o descontrole depois).

— Escolha o seu chocolate antes, não na hora
Decisão tomada com fome vira impulso, não escolha.
Defina o que vale a pena pra você e aproveite sem ruído.

— Divida o excesso (de verdade)
Você não precisa dar conta de tudo que ganhou.
Compartilhar com família ou amigos não é “abrir mão”, é uma forma inteligente de não transformar sobra em hábito.

— Congele parte do chocolate
Sim, dá pra congelar.
Porcione antes e guarde.

Além de conservar, você cria uma pausa natural:
não é mais pegar e comer, precisa descongelar.
E esse pequeno intervalo já muda o quanto você consome.

— Tire do acesso automático
Chocolate visível e aberto vira repetição sem percepção.
Guarde, porcione, dificulte o piloto automático.

— Evite o “já que…”
“Já que comi hoje…”
É isso que prolonga o excesso. Não o domingo.

— Observe o depois (não só o durante)
Como você se sente algumas horas depois importa mais do que o momento em si.
Isso educa mais do que qualquer regra.

No fim, não precisa cortar o chocolate da dieta.
Basta criar pequenas barreiras que te mantêm no controle, sem esforço.

Se fizer sentido, salva. Você não precisa lembrar de tudo, só de aplicar uma coisa diferente esse ano.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

☕️ O café não é o vilão.Ele pode fazer parte de uma rotina saudável. O problema começa quando vira estratégia diária par...
31/03/2026

☕️ O café não é o vilão.

Ele pode fazer parte de uma rotina saudável. O problema começa quando vira estratégia diária para compensar um corpo exausto.

A cafeína estimula o sistema nervoso, aumenta o estado de alerta e pode reduzir a percepção de cansaço. Mas ela não substitui sono profundo, não reorganiza hormônios e não resolve privação crônica de descanso.

Quando o consumo é excessivo, ou feito muito tarde, é comum surgirem:
▫️ dificuldade para dormir
▫️ sono leve
▫️ mais ansiedade
▫️ irritabilidade
▫️ sensação de coração acelerado

E muitas vezes a pessoa entra num ciclo: dorme mal → acorda cansada → aumenta o café → dorme pior ainda.

Se você sente que depende de café para funcionar, talvez valha observar não só a quantidade, mas o que está acontecendo com o seu sono.

Persistindo o cansaço, procure orientação médica.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

27/03/2026

Antes mesmo de chegar às farmácias, algumas das novas medicações para obesidade já começaram a aparecer no mercado paralelo.

A retatrutida, uma molécula ainda em estudo, tem chamado atenção pelos resultados preliminares das pesquisas. Em alguns estudos clínicos, a perda de peso se aproximou de 28%, algo que naturalmente desperta interesse e expectativa.

O problema é que ela ainda não foi aprovada por NENHUMA agência regulatória no mundo e não existe fabricação comercial autorizada.

Mesmo assim, versões do produto começaram a ser anunciadas e vendidas ilegalmente na internet e até em países vizinhos, o que acendeu o alerta de autoridades sanitárias.

O risco é simples:
quando um medicamento é comprado fora dos canais oficiais, não existe garantia do que realmente está dentro do frasco.

Pode haver:
– dose errada
– substâncias diferentes do prometido
– contaminação
– ou simplesmente nenhum princípio ativo.

As medicações para obesidade estão evoluindo rapidamente, e novas opções provavelmente chegarão nos próximos anos.

Mas, quando se trata de saúde, antecipar o mercado pode signif**ar correr riscos desnecessários.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Perder o sensor antes do tempo gera frustração e custo.Em muitos casos, pequenos ajustes na preparação da pele e na roti...
24/03/2026

Perder o sensor antes do tempo gera frustração e custo.

Em muitos casos, pequenos ajustes na preparação da pele e na rotina já ajudam bastante na fixação.

Se mesmo assim o sensor estiver soltando com frequência, vale conversar com seu endocrinologista para avaliar o local de aplicação e a estratégia de proteção.

Você já perdeu sensor antes do prazo? O que mais costuma acontecer no seu caso?

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

20/03/2026

Essa dúvida quase sempre vem acompanhada de outra, que nem sempre é dita em voz alta:
“Eu vou f**ar dependente?”

É importante entender uma coisa: o tratamento da obesidade não é sobre força de vontade. É sobre biologia.
Nosso corpo cria mecanismos de defesa para recuperar o peso perdido. Ele aumenta a fome, reduz o gasto energético e envia sinais constantes para voltar ao “peso conhecido”. Isso não é fraqueza. É fisiologia.

Por isso, algumas pessoas conseguem reduzir ou suspender a medicação com estabilidade.
Outras precisam manter por mais tempo para preservar o resultado e proteger a saúde metabólica.

A decisão não é baseada em pressa.
Nem em medo.
Nem em promessa.

É baseada em acompanhamento, avaliação clínica e sustentabilidade a longo prazo.

Mais importante do que perguntar “quando parar?” é perguntar:
“Meu tratamento está me ajudando a manter saúde, qualidade de vida e estabilidade?”

Obesidade é doença crônica. E doença crônica exige estratégia, não improviso.

Se esse conteúdo esclareceu algo para você, compartilhe com quem também tem essa dúvida.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Eu não adoço meu café há anos.Mas não foi sempre assim.Eu gostava dele bem doce. E, por muito tempo, achei que não conse...
17/03/2026

Eu não adoço meu café há anos.
Mas não foi sempre assim.

Eu gostava dele bem doce. E, por muito tempo, achei que não conseguiria tomar sem açúcar.

Em vez de cortar de uma vez, fui ajustando.
Troquei pelo adoçante. Depois reduzi a quantidade aos poucos. Algumas gotas a menos, sem pressa.

Um detalhe que me ajudou muito foi colocar leite. O sabor ficou mais suave e a necessidade do doce diminuiu naturalmente.

Com o tempo, o paladar se adapta. Aquilo que parecia “indispensável” deixa de ser.

No consultório, vejo isso acontecer com frequência.
Mudança de hábito raramente funciona na base da radicalização. Funciona na repetição de pequenos ajustes sustentáveis.

Se você quer reduzir o açúcar, talvez não precise começar tirando tudo. Pode começar diminuindo.

Seu café continua sendo seu.
Só f**a um pouco diferente, até deixar de fazer falta.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

13/03/2026

A aprovação do Wegovy em comprimido nos Estados Unidos abriu uma nova conversa, mas não muda o ponto principal: obesidade é uma doença crônica e complexa.

🔹 Quando chega ao Brasil?
Por enquanto, a aprovação vale apenas para os EUA.
Para chegar ao Brasil, a medicação ainda precisa passar pela avaliação da Anvisa, um processo que leva tempo e exige análise de segurança, eficácia e indicação.
Não há data oficial definida.

🔹 Qual a diferença entre o comprimido e a injeção?
Apesar de terem o mesmo princípio ativo (semaglutida),
a forma de absorção, a dose e a resposta do organismo podem variar.
Comprimido não signif**a “mais fraco” nem “mais fácil”. Signif**a uma nova via, com critérios específicos.

Tratamento ef**az envolve:
✔️ avaliação médica
✔️ acompanhamento contínuo
✔️ ajustes ao longo do tempo
✔️ respeito à história de cada corpo

Novas opções são bem-vindas.
Mas ciência, critério e cuidado seguem sendo indispensáveis.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Algumas consultas começam de um jeito que preocupa.A paciente chega com diagnóstico de lipedema…mas, antes de qualquer c...
10/03/2026

Algumas consultas começam de um jeito que preocupa.

A paciente chega com diagnóstico de lipedema…
mas, antes de qualquer coisa, precisamos desfazer tratamentos que nunca deveriam ter sido indicados.

Para quem não está familiarizado:
o lipedema é uma condição caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nas pernas, frequentemente acompanhado de dor, sensibilidade e inchaço.

O problema é que, enquanto o conhecimento científico ainda avança lentamente, a internet corre muito mais rápido.

Hoje não é difícil receber pelo direct protocolos de cura, dietas “específ**as para lipedema” ou procedimentos vendidos como solução definitiva.

Mas aqui entra um ponto importante: ainda não existe um protocolo único e consolidado para tratar lipedema.

Temos poucos estudos robustos.
Não há evidência forte de que uma dieta específ**a seja superior a outra. E prometer cura, neste cenário, é, no mínimo, imprudente.

Lipedema existe.
Mas o excesso de diagnósticos e a oferta de tratamentos sem comprovação científ**a também.

O que a ciência sustenta até agora:

– tratar condições associadas, como obesidade
– exercício físico regular (força + aeróbico)
– fisioterapia com profissional treinado em lipedema
– cirurgia em casos selecionados, com profissional experiente

Lipedema não pode ser tratado como oportunidade de mercado.

Antes de acreditar em promessas de cura, vale sempre perguntar:

onde está a evidência?

Ciência primeiro. Sempre.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

06/03/2026

O estudo que deu origem a esses resultados se chama REIMAGINE 2: um ensaio clínico de Fase 3 que acompanhou 2.728 adultos com diabetes tipo 2 por 68 semanas.

Os participantes tinham, em média, hemoglobina glicada de 8,2% no início do estudo (indicando controle glicêmico inadequado) e peso médio em torno de 101 kg. Ou seja: estamos falando de um perfil muito semelhante ao que vemos no consultório.

Alguns dados que chamam atenção:

▫️ 43% das pessoas perderam pelo menos 15% do peso corporal
▫️ 24% perderam 20% ou mais do peso inicial
▫️ Não houve sinal de “platô” até a semana 68 (a perda de peso continuou ao longo do acompanhamento)

O perfil de segurança foi semelhante ao já conhecido dos medicamentos à base de GLP-1: efeitos gastrointestinais, em geral leves a moderados e que tendem a diminuir com o tempo.

Esses números ajudam a entender por que o CagriSema tem sido visto como um possível avanço no tratamento do diabetes tipo 2, especialmente em um cenário em que peso e resistência à insulina caminham juntos.

Importante: os resultados completos ainda serão apresentados em congresso científico e o medicamento segue em processo regulatório.

A ciência está avançando e acompanhar esses movimentos faz parte de uma medicina responsável e atualizada.

Se você gosta de entender o que está por trás das manchetes, acompanhe o perfil para mais análises baseadas em evidência.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
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