Dra. Julia Berto Endocrinologista

Dra. Julia Berto Endocrinologista Medica Endocrinologista

13/03/2026

A aprovação do Wegovy em comprimido nos Estados Unidos abriu uma nova conversa, mas não muda o ponto principal: obesidade é uma doença crônica e complexa.

🔹 Quando chega ao Brasil?
Por enquanto, a aprovação vale apenas para os EUA.
Para chegar ao Brasil, a medicação ainda precisa passar pela avaliação da Anvisa, um processo que leva tempo e exige análise de segurança, eficácia e indicação.
Não há data oficial definida.

🔹 Qual a diferença entre o comprimido e a injeção?
Apesar de terem o mesmo princípio ativo (semaglutida),
a forma de absorção, a dose e a resposta do organismo podem variar.
Comprimido não significa “mais fraco” nem “mais fácil”. Significa uma nova via, com critérios específicos.

Tratamento eficaz envolve:
✔️ avaliação médica
✔️ acompanhamento contínuo
✔️ ajustes ao longo do tempo
✔️ respeito à história de cada corpo

Novas opções são bem-vindas.
Mas ciência, critério e cuidado seguem sendo indispensáveis.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Algumas consultas começam de um jeito que preocupa.A paciente chega com diagnóstico de lipedema…mas, antes de qualquer c...
10/03/2026

Algumas consultas começam de um jeito que preocupa.

A paciente chega com diagnóstico de lipedema…
mas, antes de qualquer coisa, precisamos desfazer tratamentos que nunca deveriam ter sido indicados.

Para quem não está familiarizado:
o lipedema é uma condição caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, principalmente nas pernas, frequentemente acompanhado de dor, sensibilidade e inchaço.

O problema é que, enquanto o conhecimento científico ainda avança lentamente, a internet corre muito mais rápido.

Hoje não é difícil receber pelo direct protocolos de cura, dietas “específicas para lipedema” ou procedimentos vendidos como solução definitiva.

Mas aqui entra um ponto importante: ainda não existe um protocolo único e consolidado para tratar lipedema.

Temos poucos estudos robustos.
Não há evidência forte de que uma dieta específica seja superior a outra. E prometer cura, neste cenário, é, no mínimo, imprudente.

Lipedema existe.
Mas o excesso de diagnósticos e a oferta de tratamentos sem comprovação científica também.

O que a ciência sustenta até agora:

– tratar condições associadas, como obesidade
– exercício físico regular (força + aeróbico)
– fisioterapia com profissional treinado em lipedema
– cirurgia em casos selecionados, com profissional experiente

Lipedema não pode ser tratado como oportunidade de mercado.

Antes de acreditar em promessas de cura, vale sempre perguntar:

onde está a evidência?

Ciência primeiro. Sempre.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

06/03/2026

O estudo que deu origem a esses resultados se chama REIMAGINE 2: um ensaio clínico de Fase 3 que acompanhou 2.728 adultos com diabetes tipo 2 por 68 semanas.

Os participantes tinham, em média, hemoglobina glicada de 8,2% no início do estudo (indicando controle glicêmico inadequado) e peso médio em torno de 101 kg. Ou seja: estamos falando de um perfil muito semelhante ao que vemos no consultório.

Alguns dados que chamam atenção:

▫️ 43% das pessoas perderam pelo menos 15% do peso corporal
▫️ 24% perderam 20% ou mais do peso inicial
▫️ Não houve sinal de “platô” até a semana 68 (a perda de peso continuou ao longo do acompanhamento)

O perfil de segurança foi semelhante ao já conhecido dos medicamentos à base de GLP-1: efeitos gastrointestinais, em geral leves a moderados e que tendem a diminuir com o tempo.

Esses números ajudam a entender por que o CagriSema tem sido visto como um possível avanço no tratamento do diabetes tipo 2, especialmente em um cenário em que peso e resistência à insulina caminham juntos.

Importante: os resultados completos ainda serão apresentados em congresso científico e o medicamento segue em processo regulatório.

A ciência está avançando e acompanhar esses movimentos faz parte de uma medicina responsável e atualizada.

Se você gosta de entender o que está por trás das manchetes, acompanhe o perfil para mais análises baseadas em evidência.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17424 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

“Mas eu nem sinto nada…”É exatamente por isso que a esteatose hepática preocupa.Na maioria das vezes, ela é silenciosa. ...
04/03/2026

“Mas eu nem sinto nada…”

É exatamente por isso que a esteatose hepática preocupa.

Na maioria das vezes, ela é silenciosa. Sem dor. Sem sintomas claros. Surge como um “achado” no ultrassom e muita gente encara como algo pequeno. Mas não é.

A gordura no fígado está fortemente associada à obesidade e à resistência à insulina. E quando o fígado começa a acumular gordura, ele está nos mostrando que o metabolismo já não está funcionando da forma ideal.

E por que isso importa?

Porque a esteatose pode evoluir. Pode inflamar. Pode se transformar em fibrose. E, em casos mais graves, em cirrose.
Mas, antes de tudo isso acontecer, o corpo avisa.

O fígado gorduroso é um marcador de risco cardiometabólico. Ele se conecta com diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemia e aumento do risco cardiovascular.

É por isso que, como endocrinologista, eu não olho apenas para o número na balança. Eu olho para o contexto metabólico.

No Dia Mundial da Obesidade, o que eu quero que você saiba é simples: obesidade é uma doença crônica, complexa e que precisa ser tratada com seriedade. Não com julgamento.

Cuidar do peso não tem a ver com estética.
É pelos órgãos que trabalham em silêncio por você todos os dias.

E o seu fígado é um deles.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17434 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Muito paciente me diz no consultório:“Eu nem bebo tanto assim. É só no fim de semana.”E eu entendo.O vinho virou pausa. ...
02/03/2026

Muito paciente me diz no consultório:
“Eu nem bebo tanto assim. É só no fim de semana.”

E eu entendo.
O vinho virou pausa. Ritual. Um jeito de encerrar a semana.

O ponto é que, quando o objetivo é emagrecimento ou melhora metabólica, o álcool não é neutro.
Enquanto o corpo metaboliza o álcool, ele reduz a queima de gordura. O sono costuma piorar. A fome do dia seguinte pode vir diferente.

Você não precisa se sentir culpada.
Basta entender para fazer escolhas conscientes.

Às vezes, o peso estagna e a pessoa revê pão, doce, porção… mas mantém intacto aquilo que considera “pequeno”.

Se você sente que faz tudo certo e mesmo assim não evolui, vale observar também o padrão do fim de semana.

Com curiosidade, não com julgamento.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17434 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

27/02/2026

Hipoglicemia exige rapidez e clareza.

Quando a glicose cai abaixo de 70 mg/dL, o corpo costuma dar sinais: tremor, suor frio, tontura, palpitação, dificuldade de concentração. Ignorar esses sintomas pode levar à perda de consciência.

Se acontecer:
1️⃣ Confirme a glicemia, se possível.
2️⃣ Consuma 15g de carboidrato de ação rápida:
– 1 copo pequeno de suco comum
– 1 colher de sopa de açúcar dissolvida em água
– 1 colher de sopa de mel
3️⃣ Espere 15 minutos e meça novamente.
Se continuar abaixo de 70 mg/dL, repita o processo.

Evite chocolate ou alimentos com gordura nesse momento. Eles atrasam a absorção da glicose.

Em caso de desmaio, confusão importante ou incapacidade de engolir:
não ofereça nada pela boca. Acione emergência e utilize glucagon se houver prescrição.

Quem vive com diabetes precisa saber agir.
Quem convive com alguém que tem diabetes também.

Salve este conteúdo e compartilhe com a família. Informação correta, no momento certo, evita complicações.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17434 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Depois dos 40, muita coisa muda. Mesmo quando a balança não acusa nada diferente.A perda de massa muscular começa a se a...
24/02/2026

Depois dos 40, muita coisa muda. Mesmo quando a balança não acusa nada diferente.

A perda de massa muscular começa a se acelerar.
E isso não é sobre estética.

É sobre conseguir subir escadas sem dor.
É ter força para carregar as próprias compras.
É manter autonomia aos 60, 70, 80 anos.

A menopausa não é sinônimos de decadência.
Também não é romantização.

É uma fase de ajustes.

E quanto antes a mulher entende o que está acontecendo no próprio corpo, mais estratégica ela pode ser nas escolhas: movimento, alimentação, sono, acompanhamento médico.

Não é sobre voltar aos 30.
É sobre atravessar os 40, 50 e 60 com consciência e construir as próximas décadas com mais força, não menos.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17434 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

20/02/2026

A pressa por resultado está fazendo muita gente pular etapas básicas: diagnóstico correto, investigação de causa, avaliação de risco, acompanhamento sério.

Nem tudo que é “moderno”, “natural” ou “inovador” é seguro.
E nem todo exame alterado significa que você precisa de hormônio.

Saúde não combina com improviso.
Não combina com protocolo copiado.
E definitivamente não combina com decisões tomadas só porque “alguém na internet melhorou”.

Antes de iniciar qualquer tratamento, faça perguntas.
Entenda o motivo.
Entenda o risco.
Entenda o impacto no longo prazo.

Seu corpo não é campo de teste.

Se esse conteúdo faz sentido para você, compartilhe.
Talvez alguém próximo esteja prestes a tomar uma decisão sem todas as informações necessárias.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17434 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Carnaval chegou.Eu sei que muita gente está no bloquinho… e muita gente está no sofá. E está tudo certo.Mas como sua end...
16/02/2026

Carnaval chegou.
Eu sei que muita gente está no bloquinho… e muita gente está no sofá. E está tudo certo.

Mas como sua endócrino, aqui vão alguns lembretes rápidos, sem terrorismo nutricional, combinado?

✔️Intercale álcool com água. Seu fígado e sua glicemia agradecem.
✔️Não passe horas em jejum para “compensar” depois. Isso costuma piorar as escolhas e exageros.
✔️Comer proteína antes de sair ajuda na saciedade e evita picos e quedas bruscas de energia.
✔️Se você usa medicação (inclusive para diabetes ou obesidade), tente manter os horários.
✔️E sim, dormir faz diferença metabólica, mesmo no feriado.

Carnaval não cancela sua saúde.
E cuidar da saúde não cancela sua diversão.

Aproveite. Com consciência, não com culpa.

Se você está curtindo, me conta: time bloquinho ou time descanso?

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17434 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Muita gente inicia tratamento com agonistas de GLP-1, como semaglutida, liraglutida ou tirzepatida, e não conta para nin...
13/02/2026

Muita gente inicia tratamento com agonistas de GLP-1, como semaglutida, liraglutida ou tirzepatida, e não conta para ninguém.
Alguns nem para a própria família.

E quando eu pergunto o motivo, a resposta quase sempre é a mesma:
“Parece que eu falhei.”

Vamos colocar ciência nisso.

A obesidade é reconhecida como doença crônica multifatorial pela Organização Mundial da Saúde e por diversas sociedades médicas internacionais. Ela envolve alterações hormonais, neurológicas, inflamatórias e metabólicas que vão muito além de “comer demais”.

Os agonistas de GLP-1 atuam em mecanismos fisiológicos reais:
– aumentam saciedade por ação central
– reduzem esvaziamento gástrico
– melhoram controle glicêmico
– promovem perda de peso sustentada

Estudos clínicos como os programas STEP (semaglutida) e SURPASS (tirzepatida) demonstraram reduções médias de peso que variam aproximadamente entre 10% e mais de 20%, dependendo da medicação e do perfil do paciente.
Além disso, há evidências de redução de risco cardiovascular em grupos específicos de pacientes de alto risco.

Isso não é vaidade.
Isso é medicina baseada em evidência.

O que ainda existe é o estigma: a ideia de que tratar obesidade com medicação seria “atalho”, enquanto tratamos hipertensão, dislipidemia e diabetes sem questionar mérito.

Se você sente vergonha, eu te digo com firmeza e respeito:
não há fracasso nenhum em tratar uma doença.

Existe responsabilidade com a própria saúde.
E isso nunca deveria ser motivo de silêncio.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
CRM SC 17434 | RQE 14773
Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Nos últimos dias, a Anvisa divulgou a notificação de seis mortes suspeitas por pancreatite associadas ao uso de medicame...
09/02/2026

Nos últimos dias, a Anvisa divulgou a notificação de seis mortes suspeitas por pancreatite associadas ao uso de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, as chamadas “canetas emagrecedoras”.

Entre eles estão medicamentos como semaglutida (Ozempic®, Wegovy®), liraglutida (Saxenda®, Victoza®) e tirzepatida (Mounjaro®).

Primeiro ponto importante:
Pancreatite já é um evento adverso descrito em bula desde as primeiras medicações dessa classe. Não é algo novo.

Mas por que isso pode acontecer?

Os agonistas de GLP-1 atuam estimulando receptores que também estão presentes no pâncreas. Em casos raros, pode haver inflamação pancreática.
Além disso, muitos pacientes que usam essas medicações já apresentam fatores de risco independentes para pancreatite, como:

– obesidade
– diabetes tipo 2
– triglicerídeos elevados
– histórico de cálculo biliar

Ou seja: existe um contexto clínico que precisa ser cuidadosamente avaliado.

É por isso que prescrição médica não é detalhe burocrático.
É avaliação de risco, histórico, exames, acompanhamento e orientação sobre sinais de alerta.

A Anvisa cumpre seu papel ao monitorar e divulgar eventos adversos.
E nós, médicos, temos a responsabilidade de indicar, acompanhar e, quando necessário, suspender.

O que realmente preocupa é o uso indiscriminado, sem acompanhamento, e a compra de produtos importados ou de origem duvidosa.

Medicação não é tendência.
É tratamento.
E tratamento exige critério.

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
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Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

Tem sintomas que se tornam tão comuns que passam a ser vistos como “normais”.Cansaço constante.Fome pouco tempo depois d...
06/02/2026

Tem sintomas que se tornam tão comuns que passam a ser vistos como “normais”.

Cansaço constante.
Fome pouco tempo depois de comer.
Dificuldade para emagrecer mesmo fazendo tudo certo.
Sono ruim.
Ciclo irregular.

Mas comum não significa saudável.

O corpo fala o tempo todo: através da energia, do apetite, do peso, da pele, do ciclo menstrual. Quando esses sinais aparecem de forma persistente, vale investigar.

Resistência à insulina, alterações hormonais, inflamação metabólica e síndrome dos ovários policísticos são algumas das condições que podem estar por trás desses sintomas.

Se você se identificou com algum desses sinais, talvez seja hora de olhar para o seu corpo com mais atenção e menos culpa.

💬 Me conta: qual desses sintomas você já achou que era “normal”?

Dra. Julia Berto
Médica Endocrinologista
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Clínica Pais e Filhos, Braço do Norte

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