25/08/2021
Sensação de , acordar com sentimentos de , desesperança, desamparo, culpa, pensamentos de punição, auto críticos, sem estímulos para as atividades externas. No nível corporal, se torna mais lento, sentindo um grande cansaço, insônia, anorexia, diminuição da pulsão sexual, etc. Necessidade de dormir fora de hora, algumas vezes excesso de comer que pode substituir a , dentre outros sintomas.
A Depressão é real e mais frequente do que muitos pensam, segundo pesquisas do IBGE, 16,3 milhões de pessoas com mais de 18 anos sofrem da doença no Brasil, um aumento de 34,2%, de 2013 para 2019. Em 2019 a chegou a apontar o com o maior número de depressivos da América latina. O fato de se tratar de um país extremamente grande com maior população e que além de uma desigualdade latente (uso as palavras de Analice Gigliotti em coluna ao - Veja Rio) "... o descaso do atendimento em saúde pública com as doenças mentais no Brasil, que recebem destinação pífia do orçamento da pasta." endossam a pesquisa.
Se considerarmos que esses dados são de 2019 podemos ter um possível panorama da situação atual, tendo em mente que logo após entramos em um extenso período de isolamento, luto, necessidades financeiras, desemprego, conflitos familiares, etc. Vemos ser um mal presente e crescente.
Apesar do cenário crítico que estamos vivendo é importante enfatizar a necessidade de entendermos e acolhermos a dor do outro, sem críticas ou julgamentos. Em um momento de extrema sensibilidade onde muitos não conseguem ter uma perspectiva de amanhã, é importante sermos um colo de esperança, se não a todos, ao menos aos mais próximos.
Depressão não é frescura. Não tratemos como tal.
Arte:Canvas