Santa Rita Consultórios

Santa Rita Consultórios Consultorio Especializado em Saúde Mental
Inaugurado em 22 de Dezembro de 2008.

Esta semana, saiu na midia que diante do avanço da Demência de Alzheimer, de Fernando Henrique Cardoso, ex.presidente, a...
18/04/2026

Esta semana, saiu na midia que diante do avanço da Demência de Alzheimer, de Fernando Henrique Cardoso, ex.presidente, a família solicitou á justiça a Curatela Parcial.
Esta notícia, traz a visibilidade de um tema complexo, pouco divulgado e ou ainda pouco compreendido; O direito e proteção legal das pessoas em riscos e vulnerabilidades, trazendo lhes dignidade.
Neste caso a Demência.
Portanto, a notícia amplia e estimula o debate público, traz a rede a possibilidade de informações á população, para entender quais são os melhores caminho do cuidado, etico e profissional e acolhimento de nossos entes em momentos de fragilidade e vulnerabilidades.

As Vulnerabilidades não estão só no envelhecimento e finitude. Nós profissionais da saúde nos deparamos com os mais diversos contextos.

​Ao longo da vida, experimentamos "pequenas mortes" simbólicas. A aposentadoria, a saída dos filhos de casa ou a mudança de uma habilidade física representam o fim de ciclos funcionais. Reconhecer a finitude nesses processos permite que o indivíduo ressignifique sua identidade além da produtividade técnica.

​Aceitar que a funcionalidade tem limites é o que fundamenta a ética do cuidado. Na reabilitação e na saúde mental, entender a finitude funcional ajuda a focar no que é essencial e possível, priorizando a autonomia e a qualidade de vida em vez de uma busca incessante por uma "normalidade" inatingível.

​Se as funções fossem infinitas, o esforço e a dedicação perderiam o sentido de urgência.
A consciência de que a funcionalidade pode oscilar convida a uma prática de vida mais presente e humanizada, onde o "fazer" é valorizado enquanto existe potência para tal, e o "ser" é acolhido quando o fazer se esgota.

​"Compreender a finitude da funcionalidade não é um convite ao niilismo, mas sim ao acolhimento da vulnerabilidade como parte integrante da dignidade humana."

Andrea Teixeira
Terapeuta Ocupacional
Crefito 3200

A palavra , médico Neurologista Infantil Dr Salomão Schwartzman, especialista em  Transtorno do Espectro do Autismo Lemb...
10/04/2026

A palavra , médico Neurologista Infantil Dr Salomão Schwartzman, especialista em Transtorno do Espectro do Autismo
Lembrando-nos que é um Transtorno neuro biológico, que possui" marcadores "importantes para critério diagnóstico; Transtorno da comunicação, dificuldade de relacionamento interpessoal, comportamentos e interesses restritos,alterações sensoriais e movimentos involuntários.
Ele fala de.uma forma mais ampla, sobre os crescentes números de diagnóstico de forma indiscriminada.
Deixando claro que o diagnóstico é clínico, e laudo é médico que faz.

No Roda Viva da última segunda-feira (6), o neuropediatra José Salomão Schwartzman, referência nacional no Transtorno do Espectro Autista, explica de fato o ...

Autismo Uta Frith, uma das figuras mais respeitadas na história da pesquisa sobre o autismo, tráz levanta uma questão  i...
02/04/2026

Autismo

Uta Frith, uma das figuras mais respeitadas na história da pesquisa sobre o autismo, tráz levanta uma questão importante; "O espectro tornou-se tão abrangente que temo não ser mais útil como diagnóstico médico" ,toca em um ponto nevrálgico das discussões atuais na saúde mental.
​Para profissionais que atuam na reabilitação e na clínica, esse "debate incômodo" levanta questões fundamentais sobre a precisão diagnóstica e a prática terapêutica:

​A transição do diagnóstico de categorias isoladas para um espectro único (como consolidado no DSM-5) permitiu que muitas pessoas recebessem suporte. No entanto, o questionamento de Frith sugere que, ao agrupar perfis tão heterogêneos sob um mesmo rótulo, corremos o risco de:
*​Perder a especificidade: Dificultar a identificação de necessidades biológicas e funcionais muito distintas.
*​Diluir recursos: Comprometer o direcionamento de políticas públicas e intervenções para aqueles com níveis de suporte mais elevados.
*​Impacto na Reabilitação Cognitiva
​No campo técnico, essa amplitude exige um olhar ainda mais apurado para o perfil funcional em vez de apenas o rótulo diagnósticoA utilidade do diagnóstico médico, como Frith pontua, é servir de guia para o tratamento; se ele se torna vago, a responsabilidade de definir a intervenção recai inteiramente sobre a avaliação clínica detalhada das funções executivas, sensoriais e sociais.

​Este tema é particularmente relevante para quem defende o papel técnico e rigoroso das terapias de reabilitação.
Alguns pontos para refletir:
*​A banalização do termo: O uso do "espectro" na cultura popular pode estar mascarando a complexidade clínica real?
​Se o diagnóstico médico perde utilidade, o foco deve migrar cada vez mais para a descrição detalhada das competências e barreiras individuais.
​Entao na prática, como equilibrar o acolhimento de novos diagnósticos com a manutenção do rigor científico necessário para uma reabilitação eficaz?
​É um convite para olhar além do CID e focar na tecnicidade da intervenção.
Como você vê esse equilíbrio entre a expansão do diagnóstico e a manutenção da sua utilidade clínica no dia a dia da reabilitação?

A crise e seu manejo. É realmente doloroso ver que, mesmo em 2026, diante de avanços da reforma psiquiátrica o estigma e...
12/03/2026

A crise e seu manejo.

É realmente doloroso ver que, mesmo em 2026, diante de avanços da reforma psiquiátrica o estigma e a desinformação ainda permeiam o atendimento de urgência.
​O despreparo profissional não gera apenas um atendimento ruim; ele é uma forma de violência institucional.
Quando um agente de saúde invalida a dor de quem sofre, ele agrava a crise e afasta o paciente do sistema de cuidado.

Trabalhar na linha de frente da saúde mental exige uma "musculatura emocional" que muitos profissionais, infelizmente, substituem pelo cinismo ou pelo julgamento moral. o que muitos chamam de "ataque" ou "pití" é, na verdade, a manifestação de uma desorganização psíquica profunda, onde o paciente perdeu a capacidade de autorregulação.

Quando um socorrista ou técnico dos UPAs e PSs, chamam uma crise de "PIT" (Psicose Histérica Transmitida - termo pejorativo comum em alguns meios) ou de "frescura", ele está cometendo um erro diagnóstico e humano gravíssimo.

​Aqui não está só o julgamento, e sim o preconceito, o Estigma em relação aos pacientes com transtonos mentais.

​O uso de termos como "dar uma de louco" ou "querer chamar atenção" revela uma incompreensão fundamental da psicopatologia.

A crise é, por definição, a falência dos mecanismos de defesa do ego. O paciente não "escolhe" a crise; ele é atropelado por ela.
Diferente do que o senso comum dita, a crise mental não é um teatro.

No momento do surto e angústia profunda:
• ​A dor é física: Há uma descarga maciça de cortisol e adrenalina.
• ​O tempo é alterado: Para o paciente, aquele sofrimento parece eterno.
• ​A perda de controle é real: Não existe "parar com isso" por força de vontade, da mesma forma que não se interrompe uma hemorragia apenas desejando.

Observamos.que há Estigma na área de saúde mental ja na formação. Muitos estudantes
"torcem o nariz" quando passam por estágio nesta área. Há despreparo na própria formação.
• ​Formação foca no biológico: Muitos cursos de saúde ensinam a conter o corpo, mas não a acolher a mente.
• ​Burnout e Desensibilização: Profissionais exaustos, com sobrecarga de horas de trabalho aliadas as condições precarias, perdem a empatia e passam a ver o sofrimento do outro como um "estorvo" que atrasa o plantão.
• ​Medo: A agressividade ou a desorganização do paciente mental assusta quem não tem manejo, e o medo frequentemente se manifesta como hostilidade.

"A crise não é um comportamento a ser punido, mas um grito que precisa de tradução."

​É urgente que serviços como SAMU e Prontos-Socorros passem por treinamentos de Manejo de Crise e Descalonamento, onde a primeira ferramenta não seja a medicação ou a contenção, mas a presença terapêutica.

​ O paciente em crise não precisa de julgamento; ele precisa de alguem que lhe devolva a dignidade quando ele mesmo já a perdeu.

Andrea Teixeira
Terapeuta Ocupacional
Crefito 3200

Terapia Ocupacional x Transtorno Obssessivo Compulsivo É um desafio comum, e  muitas vezes desanimador,  enfrentar o des...
04/03/2026

Terapia Ocupacional x Transtorno Obssessivo Compulsivo

É um desafio comum, e muitas vezes desanimador, enfrentar o desconhecimento de outros profissionais sobre a Terapia Ocupacional (TO), especialmente quando esse preconceito impacta diretamente a continuidade do tratamento de um paciente.

​Na saúde mental, a TO não é apenas "passatempo"; é a ciência que reabilita a capacidade do indivíduo de ser e fazer no mundo.

No caso do TOC em crise, o papel da TO é crucial.
​Muitas vezes, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é visto apenas como um ciclo de pensamentos intrusivos e rituais repetitivos, vai alem disto. No entanto, para quem vive esta realidade, o impacto real acontece na execução das tarefas diárias e na funcionalidade do paciente. É aqui que entra a Terapia Ocupacional (TO), no " fazer" É proporcionar o resgate da autonomia do paciente.

​Enquanto a psicoterapia foca na reestruturação do pensamento, o terapeuta ocupacional foca na funcionalidade. Nosso objetivo é garantir que as obsessões e compulsões ( rituais) não impeçam o indivíduo de realizar suas atividades de autocuidado, trabalho, lazer e participação social.

​A intervenção da TO é prática e baseada na rotina.
A terapeuta ocupacional identifica em quais momentos do dia, os rituais são mais paralisantes (ex: levar 2 horas no banho ou checar as portas excessivamente antes de sair etc..) e cria estratégias para modificar este comportamento.

​O TO auxilia o paciente a enfrentar seus medos diretamente no ambiente onde eles ocorrem, ajudando-o a lidar com a ansiedade sem recorrer à compulsão durante uma tarefa específica.

​A TO ajuda a construir uma agenda equilibrada, inserindo atividades significativas que ocupem o espaço antes dominado pelos rituais. Treino o manejo de fatores determinantes ao estresse,para reduzir o nível geral de ansiedade, que é o combustível do TOC.

​O grande diferencial da Terapia Ocupacional é o "fazer" e resgatar a autonomia. Quando um paciente consegue preparar uma refeição ou sair de casa no horário sem ser impedido por uma compulsão, ele recupera não apenas o tempo, mas o seu papel social e a sua identidade.

A Terapia Ocupacional não substitui o tratamento medicamentoso ou a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC); ela atua de forma coadjuvante , sendo o braço prático que traduz a melhora clínica em qualidade de vida real.

Andrea Teixeira
Crédito 3.200/TO

Depressão x Vitamina DTemos vistos, diversos post sobre a Vitamina D e a Depressão. Tema  qual tem sido muito debatido e...
19/02/2026

Depressão x Vitamina D

Temos vistos, diversos post sobre a Vitamina D e a Depressão. Tema qual tem sido muito debatido e explorado na medicina atual principalmente a integrativa

Pois existe uma confusão comum entre correlação (duas coisas acontecem ao mesmo tempo) e causalidade (uma coisa causa a outra)

Não há evidências científicas de causalidade. Embora muitos estudos mostrem que pessoas com depressão moderada a grave tendem a ter níveis baixos de vitamina D.

As grandes pesquisas clínicas (padrão-ouro) ainda não conseguiram provar que a falta dela gera a doença ou que suplementá-la cura a depressão sozinha.

A depressão é uma doença com critérios diagnósticos, bases fisiopatológicas e tratamentos estabelecidos

Nenhuma diretriz séria refere que repor vitamina D faça parte do arsenal terapêutico para tratar a depressão.

​Por que a confusão existe?

​Estilo de Vida: Pessoas em episódios depressivos tendem a sair menos de casa, se expor menos ao sol e se alimentar pior, o que naturalmente derruba os níveis de vitamina D. Ou seja, a depressão pode causar a baixa da vitamina, e não o contrário.

​Receptores no Cérebro: Existem receptores de vitamina D em áreas do cérebro ligadas ao humor (como o hipocampo), o que sugere uma função biológica importante, mas ainda não totalmente compreendida.

​A ciência encara a vitamina D mais como um imunomodulador. Níveis baixos podem piorar processos inflamatórios, o que pode agravar sintomas de quem já tem predisposição à depressão, mas raramente é o "gatilho" único.

​Estudos de larga escala, como o VITAL (2020), que acompanhou mais de 18 mil adultos, concluíram que a suplementação de vitamina D não reduziu significativamente o risco de depressão nem melhorou o humor de forma isolada em comparação ao placebo.

​A vitamina D é essencial para a saúde óssea e imunológica, e mantê-la em níveis normais é importante para o bem-estar geral.
No entanto, tratá-la como "a cura" ou "a causa" da depressão é um equívoco científico.

O tratamento padrão continua sendo a psicoterapia e terapia ocupacional, e o tratamento medicamentoso.

Portanto, precisamos ficar atentos pois, nem tudo o que te oferecem como milagre é. É um desfavor a sua saúde mental e ou uma iatrogenia diante de efeitos placebo.
Estes podem atrasar a busca real diagnósticos e tratamentos efetivos, agravando os sintomas mais graves de depressão ou depressão refratária que são mais difíceis de se tratar e muitas vezes podem levar a fatalidade, como tentativa de suicido em pacientes com depressão graves não tratadas.
F**a o alerta!

Gratidão!!Este é o sentimento que tenho dentro do meu coração pela profissão que escolhi!Gratidão,pois ela me rege na ro...
13/10/2025

Gratidão!!

Este é o sentimento que tenho dentro do meu coração pela profissão que escolhi!
Gratidão,pois ela me rege na rotina com paixão e determinação aos pacientes e familiares pelos ensinamentos e confiança .
Gratidão, aos amigos de profissão, mestres e parceiros que nos ensinam com carinho.
Parabéns a nós Terapeutas Ocupacionais pelo nosso dia e aos Fisioterapeutas que sempre fazem parcerias!!

Parabéns a nossa psicóloga  Dílvia Maria Villaça,e amigos  e colegas psicólogos que se dedicam a escuta e ao cuidado de ...
27/08/2025

Parabéns a nossa psicóloga Dílvia Maria Villaça,e amigos e colegas psicólogos que se dedicam a escuta e ao cuidado de tantas vidas!
Obrigada pela nossa parceria e pelo trabalho tão humanizado que vocês realizam! 🌹

Endereço

Rua Liberdade 510
Bragança Paulista, SP
12914.071

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Segunda-feira 09:00 - 18:30
Terça-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
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