18/04/2026
Esta semana, saiu na midia que diante do avanço da Demência de Alzheimer, de Fernando Henrique Cardoso, ex.presidente, a família solicitou á justiça a Curatela Parcial.
Esta notícia, traz a visibilidade de um tema complexo, pouco divulgado e ou ainda pouco compreendido; O direito e proteção legal das pessoas em riscos e vulnerabilidades, trazendo lhes dignidade.
Neste caso a Demência.
Portanto, a notícia amplia e estimula o debate público, traz a rede a possibilidade de informações á população, para entender quais são os melhores caminho do cuidado, etico e profissional e acolhimento de nossos entes em momentos de fragilidade e vulnerabilidades.
As Vulnerabilidades não estão só no envelhecimento e finitude. Nós profissionais da saúde nos deparamos com os mais diversos contextos.
Ao longo da vida, experimentamos "pequenas mortes" simbólicas. A aposentadoria, a saída dos filhos de casa ou a mudança de uma habilidade física representam o fim de ciclos funcionais. Reconhecer a finitude nesses processos permite que o indivíduo ressignifique sua identidade além da produtividade técnica.
Aceitar que a funcionalidade tem limites é o que fundamenta a ética do cuidado. Na reabilitação e na saúde mental, entender a finitude funcional ajuda a focar no que é essencial e possível, priorizando a autonomia e a qualidade de vida em vez de uma busca incessante por uma "normalidade" inatingível.
Se as funções fossem infinitas, o esforço e a dedicação perderiam o sentido de urgência.
A consciência de que a funcionalidade pode oscilar convida a uma prática de vida mais presente e humanizada, onde o "fazer" é valorizado enquanto existe potência para tal, e o "ser" é acolhido quando o fazer se esgota.
"Compreender a finitude da funcionalidade não é um convite ao niilismo, mas sim ao acolhimento da vulnerabilidade como parte integrante da dignidade humana."
Andrea Teixeira
Terapeuta Ocupacional
Crefito 3200