28/02/2026
Meu irmão,
Acredito que toda família seja um encontro previamente aceito em algum outro plano.
Um acordo silencioso entre almas que decidiram caminhar juntas — evoluir através dos exemplos, dos desafios, dos diálogos e, sobretudo, das diferenças.
E nós aceitamos esse encontro porque sabíamos que viria conosco uma alma rara.
Você.
Desde sempre, sentimos que sua presença seria um fio condutor dentro da nossa história — trazendo honestidade, idealismo, força e perseverança.
Enquanto o mundo muitas vezes nos distrai dos nossos propósitos, você permaneceu fiel ao seu.
Aqui, neste plano, é fácil esquecer quem somos.
A urgência da vida confunde, endurece, desvia caminhos.
Mas o mundo não te corrompeu.
As dificuldades não te desalinharem.
Você continua sendo exatamente aquilo que veio para ser.
E talvez por isso nem sempre tenha sido compreendido.
Ser profundamente humano e espiritual ao mesmo tempo exige coragem.
Exige sustentar convicções mesmo quando poucos alcançam sua dimensão.
Não foi falta de interesse dos outros — muitas vezes foi apenas falta de alcance para entender o tamanho da sua visão.
Ainda assim, você segue humilde.
Explica de novo.
Acredita de novo.
Tenta de novo.
Você é um homem do bem.
De bem querer, de bem insistir, de bem amar.
Alguém que enxerga beleza onde muitos já deixaram de olhar — na natureza, nas pessoas, na própria existência.
Sua memória parece querer guardar cada experiência desta vida, como quem sabe que tudo isso pertence a algo maior que o tempo.
Você é lindo.
Lindo de ver.
Lindo de admirar.
Bendito o ventre da nossa mãe que te trouxe até nós.
Benditos os desígnios de Deus que nos permitiram caminhar ao seu lado.
Precisamos de você.
E precisamos, sobretudo, da sabedoria de te ouvir com calma — como tantas vezes você nos ouviu.
Obrigada pela paciência.
Pelo cuidado.
Pela presença firme e generosa na nossa história.
Feliz vida, meu irmão.
Que você nunca deixe de espalhar a semente daquilo que nasceu em você para transformar o mundo.