07/12/2020
Sábado foi meu aniversário e percebi que ao longo do último ano, muita coisa mudou.
Acolhi minha história com a Liz exatamente como ela é. Parei de ter a pretensão de achar que se fosse diferente, teria sido melhor.
Me reaproximei da natureza, descobri o jardim como um grande aliado da minha saúde emocional, e fiz as pazes com o meu ciclo menstrual.
Senti na pele o quanto é bom ser mulher e o quanto é bom desligar o mundo e escutar minha intuição.
Entendi que tenho ciclos. Que alguns dias estou mais animada, mais assertiva, com vontade de conversar com todo mundo. E que em outros, entro na minha caverna e fico lá, sem energia, sem produzir direito e sem querer contato com ninguém. E que está tudo bem ser assim.
Comecei um novo relacionamento amoroso, bem mais sadio, alegre e nutritivo do que jamais havia experimentado.
Mesmo em meio a pandemia, tive um dos melhores anos da minha vida. E isso tudo só por um fator:
Porque descobri que a morte de quem mais amo era o gatilho que precisava para aprender a focar no que realmente importa: voltar a ser quem eu sou de verdade, me reconectar comigo mesma, para só então servir à minha família, aos meus amigos e às mães que acompanham o meu trabalho.
Nessa redescoberta de mim mesma, o meu trabalho também está ganhando uma cara nova. Eu fiquei ausente nos últimos dias porque estava dando uma nova forma a tudo o que você vai acompanhar por aqui, mas vou deixar para falar sobre isso amanhã.
Por hoje, quero deixar meu agradecimento a você que me acompanha aqui e dizer que dá sim para se ter o melhor ano da vida mesmo depois de tanta dor.
E estou aqui para te ajudar nessa jornada. Vamos juntas?