Guia Lótus

Guia Lótus Com uma tiragem hoje de 17.000 exemplares/mês e distribuída gratuitamente, em mais de 650 pontos de distribuição.

A Revista Guia Lótus é referência em Brasília, quando os assuntos são: espiritualidade, terapias alternativas, qualidade de Vida, saúde integral e desenvolvimento pessoal Há 28 anos o Lotus, um veículo de comunicação pioneiro, iniciou sua caminhada em busca da disseminação de uma visão de mundo humanista e holística, inspirada tanto nos conhecimentos tradicionais de culturas diversas no planeta, quanto nas pesquisas desenvolvidas por cientistas em áreas como saúde e meio ambiente.

31/10/2025

A polícia riu quando ela chegou com a mochila. "Senhora, se encontrou dinheiro, é seu." Mas ela insistiu por 9 dias: "Isso pertence a alguém. E eu vou achar esse alguém." Aos 73 anos, analfabeta, vivendo com R$ 600 por mês, Dona Joana encontrou R$ 180 mil no lixo. E se recusou a ficar com um centavo.

Dona Joana tem 73 anos. Catadora de recicláveis há 34 anos. Mora em Salvador, Bahia.​

Analfabeta. Nunca foi à escola. Assina o nome com "X". Não sabe fazer contas.​

Vive com R$ 600 por mês. Coleta latinhas, papelão, garrafas PET. Vende pra cooperativa. Cada quilo de papelão, R$ 0,40. Cada quilo de latinha, R$ 4,50.​

Para juntar R$ 600, ela precisa coletar 600kg de material por mês. Vinte quilos por dia. Sete dias por semana.​

É duro. É pesado. É humilhante às vezes. Mas é o que ela tem.​

Era terça-feira, 14 de março de 2024, 6h da manhã. Dona Joana estava no seu ponto habitual: bairro Pituba, lixeiras próximas a prédios residenciais.​

Abriu um s**o de lixo grande. Preto. Pesado. Normalmente, lixo pesado não é bom pra catador. Significa comida estragada, resto orgânico.​

Mas ela abriu mesmo assim.

E viu.

Uma mochila escolar. Azul marinho. Meio velha. Fechada com zíper.​​

Abriu a mochila.

E encontrou dinheiro. Muito dinheiro. Notas de R$ 100 e R$ 50. Empilhadas. Amarradas com elástico.​​

Dona Joana não sabe contar direito. Mas percebeu: era muito.​

Olhou ao redor. Rua vazia. Ninguém vendo. Eram 6h15 da manhã.​

Pegou a mochila. Fechou. Colocou no carrinho dela, embaixo dos papelões. E foi pra casa.​

Chegou em casa às 8h. Chamou a vizinha, Dona Cida, que sabe ler e contar.​

"Cida, me ajuda a contar isso aqui."

Dona Cida abriu a mochila. Ficou pálida.​

Começou a contar. Demorou 40 minutos.

"Joana... isso aqui é R$ 180 mil".​

Dona Joana não entendeu a dimensão. "Quanto é isso?"

"É trezentos meses do seu salário, Joana. Quinze anos de trabalho".​

Silêncio.

Dona Joana olhou pro dinheiro. Depois pra própria casa. Barraco de madeira. Telhado com goteiras. Fogão quebrado. Geladeira velha.​

Com R$ 180 mil, ela poderia reformar a casa. Comprar geladeira nova. Parar de trabalhar por 5 anos. Viajar pra ver a filha em São Paulo.​

Dona Cida disse: "Joana, ninguém sabe disso. Você pode ficar."

Mas Dona Joana balançou a cabeça. "Não. Isso é de alguém. E esse alguém deve estar desesperado".​

No mesmo dia, às 10h, Dona Joana foi até a 14ª Delegacia de Salvador. Levando a mochila.​

O delegado olhou pra ela. Catadora de rua. Roupa suja. Cheiro de lixo. Mochila velha nas mãos.​

"Pois não, senhora?"

"Achei isso no lixo. Tem dinheiro dentro. Muito dinheiro. Preciso achar o dono".​

O delegado abriu a mochila. Viu o dinheiro. Ficou em choque.​

"A senhora... a senhora quer devolver isso?"

"Quero. Não é meu".​

O delegado chamou outros policiais. Contaram o dinheiro. R$ 180.400,00 exatos.​

"Senhora, sem documentos, sem identificação, sem testemunhas... legalmente, após 90 dias, esse dinheiro seria seu."

Dona Joana não entendeu bem, mas disse: "Então eu volto aqui todo dia até achar o dono".​

E foi o que fez.

Dia 1: voltou à delegacia. "Apareceu o dono?"
Dia 2: voltou. "E hoje?"
Dia 3, 4, 5, 6... todo dia, às 10h, Dona Joana aparecia na delegacia.​

Os policiais começaram a se emocionar. "Essa mulher ganha R$ 600 por mês e está procurando dono de R$ 180 mil".​

No dia 7, a delegacia postou nas redes sociais: "Encontrado R$ 180 mil no lixo. Dona buscando devolver. Se você perdeu dinheiro em mochila azul no bairro Pituba, compareça com provas".​

A publicação viralizou. 240 mil compartilhamentos. 3,2 milhões de visualizações.​

E no dia 9, apareceu.

Seu Manoel. 87 anos. Viúvo. Aposentado.​

Ele chegou à delegacia chorando. Com fotos da mochila. Com recibos de saque bancário de R$ 180.400 feito 3 dias antes. Com a filha dele, que confirmou tudo.​

"Eu escondi o dinheiro na mochila porque não confio em banco. Mas comecei a ter esquecimentos. Demência leve. Achei que a mochila era lixo velho. E joguei fora".​

Dona Joana estava lá. Quando viram Seu Manoel confirmando que era o dono, ela sorriu. Aliviada.​

"Achei o senhor. Graças a Deus".​

Seu Manoel abraçou ela. Chorando. "A senhora... a senhora salvou minha vida. Isso era minha economia de 40 anos. Eu ia perder tudo".​

A filha dele, emocionada, ofereceu R$ 20 mil de recompensa pra Dona Joana.​

Ela recusou. "Não. Eu só fiz o certo".​

A família insistiu. "Por favor, aceite pelo menos R$ 10 mil."

Dona Joana balançou a cabeça. "Não é meu. Eu não fiz nada demais. Só devolvi o que era dele".​

A história viralizou nacionalmente. Programas de TV. Jornais. Redes sociais.​

E algo aconteceu.

Um jornalista criou uma vaquinha online. "Vamos recompensar Dona Joana, já que ela não aceita do dono".​

Em 11 dias, a vaquinha arrecadou R$ 340 mil. Doações de todo o Brasil.​

Quando contaram pra Dona Joana, ela não acreditou. "Isso é mentira. Ninguém dá dinheiro assim pra pobre".​

Mas era verdade.

Com o dinheiro, Dona Joana comprou uma casa. Pequena. Simples. Mas de alvenaria. Sem goteiras. Com geladeira nova. Fogão novo. Cama nova.​

Parou de catar lixo. Hoje ajuda na cooperativa de recicladores, ensinando novos catadores.​

E Seu Manoel? Visita ela uma vez por mês. Leva bolo. Conversam. Viraram amigos.​

Na porta da casa nova de Dona Joana, tem uma placa:

"Joana, 73 anos. Catadora. Analfabeta. Devolveu R$ 180 mil encontrados no lixo. Porque honestidade não tem preço. E caráter não se compra".​

Hoje, 18 meses depois, Dona Joana ainda não acredita no que aconteceu. "Eu só fiz o certo. O dinheiro não era meu. Simples assim".​

Mas o que ela não entende é que, num mundo onde muita gente roubaria R$ 180 mil sem pensar duas vezes, ela — pobre, analfabeta, ganhando R$ 600 por mês — escolheu a honestidade.​

E por isso, ganhou muito mais que dinheiro. Ganhou respeito. Admiração. Um lar. E a certeza de que fez a coisa certa.​

Porque caráter não se mede por diploma. Não se mede por conta bancária. Se mede por escolhas. E Dona Joana fez a escolha certa. Nove dias seguidos. Até achar o dono.​​

Se você encontrar algo valioso que não é seu, devolva. Porque honestidade sempre, sempre, é recompensada. Nem sempre com dinheiro. Mas sempre com paz de espírito. Como Dona Joana tem hoje.

01/10/2025

O mundo acordou mais triste nesta quarta-feira (01/10). Mais silencioso, menos carismático e otimista. Perdemos Jane Goodall, que faleceu, aos 91 anos, na Califórnia. Além de ser a maior especialista em chimpanzés, a etóloga, primatologista e antropóloga britânica era também uma ardorosa voz...

04/09/2025

🤯🫀"While we were filming Better Call Saul, I had a heart attack. I collapsed, my skin turned gray, and for several minutes, I basically wasn't here. If I had gone to my trailer, I probably wouldn't be telling this story because no one would have found me in time.

"I was lucky that my colleagues were nearby: they held my head, started screaming for help, and thanks to Rosa Estrada—our medical officer, with a background in the military—I received immediate CPR. My ribs were broken, but my life was saved. It took more than 15 minutes of compressions and assisted breathing until the defibrillator arrived. It took three shocks to get my heart to respond. Imagine how terrifying it was for everyone there: the machine counted loudly, announced there was no pulse, and warned everyone to move away before the shock. Every attempt seemed final, as if there was no turning back.

"When I finally woke up in the hospital, I couldn't remember a thing. It was as if an entire day had been erased from my life. And yet, when I came to, something had profoundly changed. For weeks, I wasn't burdened with the usual worries, that inner voice always telling me who I should help, what I should worry about, what could go wrong. None of that was there. Everything I saw was beautiful: a ray of sunshine, the grass, the laughter of my friends, the opportunity to continue working on something I love. The world seemed like a miracle. That feeling stayed with me for months. It taught me that, even amid fear and fragility, life can be an incredible gift."

🌍❤️ Bob Odenkirk, on the heart attack that nearly took his life and how it transformed him into a new way of seeing the world.

25/08/2025

Durante uma tensa corrida, o toureiro Álvaro Munera fez o impensável.
Enquanto o público rugia esperando o próximo movimento dramático, de repente se afastou do touro, caminhou até a beira da areia e sentou-se.
O silêncio foi feito entre os espectadores.

Mais tarde, Munera revelou o momento que o transformou para sempre:
"Naquele instante, esqueci o perigo dos chifres. Só via os seus olhos, não cheios de raiva, mas de inocência. Não estava atacando, estava implorando pela vida dele. Percebi que não era uma briga, mas um ato de crueldade.

Larguei minha espada, abandonei a arena e jurei nunca mais lutar. Em vez disso, lutaria contra um mundo que transforma sofrimento em entretenimento".
Munera abandonou a tauromaquia e tornou-se um defensor da crueldade contra os animais, usando sua plataforma para lutar pelos mesmos seres que um dia lutou.

Sua história é um testemunho poderoso da força da compaixão e da coragem necessária para mudar. Às vezes, basta um momento de conexão para ver o mundo de outra maneira.

(via Pancho Blue El Refugio)

12/08/2025

Hoje, 11 de agosto de 2025, nos despedimos de Jijukè, mulher Karajá da aldeia Hãwalo, em Santa Isabel do Morro, a maior do nosso povo Iny Karajá.

Ao lado de Koixaru Karajá, sua companheira, marcou a história do nosso povo e também do Brasil, eternizada no verso da nota de 1.000 cruzeiros lançada em 1990, a primeira cédula brasileira a homenagear povos indígenas.

A fotografia, feita pelo artista Peret, atravessou o tempo e tornou-se símbolo da nossa cultura, do nosso modo de ser e da nossa presença na história do país. Naquele tempo, a nota trazia Marechal Rondon no anverso e, no verso, o rosto de Jijukè e Koixaru, representando um marco de reconhecimento, mesmo que simbólico, para todos nós, Iny Karajá.

A nota de 1.000 cruzeiros teve tiragem limitada e, hoje, é rara e valorizada não apenas por colecionadores, mas por todos que compreendem a importância de manter viva a memória e a história dos povos indígenas.

Jijukè agora se junta aos nossos ancestrais, mas sua imagem e legado seguem vivos na memória do Brasil e do nosso povo.

DESCANSE EM PAZ

Via: midia_karaja

03/08/2025

Hoje comemoro 14 anos no Facebook. Obrigado pelo apoio contínuo de vocês, que foi indispensável para mim. 🙏🤗🎉

14/07/2025

Endereço

Brasília, DF
70361706

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 10:00 - 17:00
Terça-feira 10:00 - 17:00
Quarta-feira 10:00 - 17:00
Quinta-feira 10:00 - 17:00
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