08/01/2026
Nas últimas semanas, a imprensa e a comunidade científ**a dos Estados Unidos intensif**aram o debate sobre uma possível mudança profunda no modelo alimentar tradicional.
Relatórios do Dietary Guidelines Advisory Committee (comitê científico que assessora o HHS e o USDA), além de análises publicadas por veículos como TIME, Scientific American e Bloomberg, apontam para um reposicionamento do discurso nutricional oficial: menos foco em calorias isoladas e mais ênfase em qualidade alimentar.
O que está em discussão hoje nos EUA não é uma “nova pirâmide oficial já implementada”, mas sim uma tendência clara:
– Redução do consumo de açúcar adicionado e alimentos ultraprocessados
– Valorização de alimentos minimamente processados (“real food”)
– Maior importância da ingestão adequada de proteínas ao longo do dia
– Revisão do tom alarmista histórico contra gorduras naturais, mantendo limites, mas com abordagem mais pragmática
– Menor protagonismo de grãos refinados como base da alimentação
Alguns veículos passaram a representar essa mudança por meio de gráficos chamados de “pirâmide invertida”, colocando proteínas, vegetais e frutas no centro da alimentação, enquanto açúcar e ultraprocessados f**am à margem. É importante frisar: esse modelo gráfico é ilustrativo e jornalístico, não uma diretriz oficial substituindo o MyPlate neste momento.
Os limites atuais para gordura saturada (em torno de até 10% das calorias diárias) permanecem nas diretrizes, mas o foco do debate mudou: o principal vilão passa a ser o excesso de açúcar e ultraprocessados, e não mais alimentos integrais isolados.
Há também críticas relevantes. Parte da comunidade científ**a alerta que interpretações simplistas, como aumento indiscriminado de carne ou gordura sem critério podem trazer riscos cardiovasculares, reforçando a necessidade de individualização, variedade e contexto metabólico.
Não se trata de uma “liberação geral” e nem de uma dieta da moda. O que está acontecendo nos EUA é um ajuste de rota, alinhado com evidências clínicas recentes: Menos açúcar e ultraprocessados, Mais proteína adequada, mais comida de verdade e menos dogma nutricional.