25/11/2021
Ufa! Ainda bem! 🙏😀
É comum pensarmos que não podemos sentir raiva porque, afinal, é um sentimento que nos traz sensações desagradáveis e, muitas vezes, desencadeia comportamentos difíceis. Diversas vezes já ouvi no consultório o paciente dizer que não gostaria de sentir raiva, que tenta evitar, mas não consegue. Imagina, então, quando um filho, tão pequenininho e alegre, é tomado pela fúria e demonstra sua raiva com todo o vigor da infância? Inicialmente não conseguimos aceitar!
Mas você sabia que a raiva, assim como todas as emoções, é importante para o ser humano? Sim! Não devemos evitá-la. A raiva tem um papel fundamental: o de nos defender. Sentimos raiva porque sabemos o nosso valor; porque sentimo-nos injustiçados; porque não aceitamos ser maltratados. Que bom! Uma pessoa que não sente nenhuma raiva é alguém que permite que façam com ela coisas que ela não deveria mesmo aceitar. E você não quer que seu filho seja assim, quer?!
O problema, então, não é sentir a raiva - mas o que fazemos com ela! Da próxima vez que seu filho demonstrar que se sente assim, lembre-se de que ele está apenas sendo muito saudável. Você não precisa ter medo da raiva do seu filho. Em vez disso, acolha-o. Dê-lhe espaço para falar. Ensine a ele ferramentas para se acalmar. Ajude-o a canalizá-la de forma útil. Fazendo isso, você ainda terá encontrado um outro papel para a raiva do seu filho: aumentar a conexão entre vocês. ❤️