19/11/2025
Conhecer melhor a linguagem do pode facilitar a conexão numa relação
A psicóloga Mary Ainsworth,, pioneira no estudo da conexão entre mãe e filho, descreve três tipos de ligação. A primeira é o bebê que não sente ansiedade exagerada com a ausência da mãe por um curto período, numa relação mãe-filho forte e de confiança. A criança explora sozinha o ambiente sem medo. Outras crianças sofrem com a insegurança da separação, com manifestações de raiva e pânico e, ao entrarem novamente em contato com a mãe, têm menor receptividade por parte delas. E há um terceiro grupo que demonstra indiferença frente à separação ou reencontro com a mãe. Estas não têm expectativa de uma conexão segura.
Esses padrões na relação mãe-filho têm influência nas relações do indivíduo adulto, incluindo as amorosas. Por exemplo, a falta de atenção da mãe ao seu bebê pode gerar um comportamento adulto inseguro, na dúvida se têm direito aos cuidados de outra pessoa. Há os que têm um comportamento de evitação, ignoram o parceiro ou parceira, especialmente em situações de vulnerabilidade. Já parceiros seguros têm a expectativa de serem correspondidos e serem amados. Estudos longitudinais mostram que o perfil de conexão com as e vai se refletir no sucesso de relações sociais e amorosas na adolescência e idade adulta.
Nossas fazem parte do nosso código de sobrevivência. e relações seguras nos fazem sentir protegidos de perigos e ameaças. Elas nos permitem conviver melhor com as fragilidades humanas e isso traz mental que se estende ao corpo.
* Extraído da coluna semanal Neurônios em Dia, parceria entre o Instituto do Cérebro de Brasília e o Correio Braziliense. Confira mais sobre esse assunto e outros conteúdos acessando nosso site (link na bio): http://www.icbneuro.com.br