08/06/2017
Texto interessante para as mamães 👶
Dicas para não ter problemas com o comportamento alimentar das crianças
A importância da alimentação saudável durante a gestação bem como a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses é indiscutível para a saúde do bebê. Esses cuidados e escolhas tem impacto comprovado cientificamente no comportamento alimentar infantil de médio e longo prazo e são o primeiro passo para a construção de hábitos saudáveis na infância.
Escolher o momento certo para a introdução alimentar também é muito importante. O desenvolvimento neurológico do bebê define capacidades como sentar, fazer os movimentos corretos com a boca e língua, e pegar objetos com as mãos. Essas conquistas neurológicas são muito individuais e podem vir mais cedo ou mais tarde dependendo do bebê. Sendo assim, a idade do bebê não deveria ser a único critério na decisão da introdução de novos alimentos mas é o que acontece na prática clínica e muitos bebês acabam iniciando o esquema alimentar sem ter capacidade de demonstrar fome, saciedade, preferências e mesmo sem estarem preparados para mastigar e deglutir.
Bons profissionais podem orientar as famílias nesses primeiros estágios antes da introdução alimentar efetiva, mas quando o assunto é alimentação infantil, as dúvidas e controvérsias nas diversas orientações disponíveis ainda confundem as famílias gerando confusão e dúvidas desde muito cedo.
A pergunta que mais gera ansiedade ás famílias é: QUAIS alimentos devo oferecer ao meu filho? Mas a pergunta deveria ser: COMO devo oferecer alimentos ao meu filho?
Quase todos os problemas alimentares da infância, como seletividade alimentar, neofobia alimentar, compulsão alimentar e obesidade infantil, começam com comportamentos inadequados não corrigidos desde muito cedo.
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A Dra. Denise Lellis, do Departamento de Obesidade Intantil traz 15 dicas sobre como não ter problemas com o comportamento alimentar. Toda quarta-feira, destacamos uma delas aqui!
Dica 1:
• O objetivo não é o prato vazio e sim a relação com a comida
Quando o objetivo é ver o prato vazio, ou seja, fazer a criança aceitar tudo o que está sendo oferecido, “vale tudo” para que a criança coma: distração, trocas, barganhas, ameaças. Esse pode ser um caminho muito inadequado porque não respeita os sinais da criança e impede que ela desenvolva suas próprias impressões sobre os alimentos.
Quando a criança tem sua fome e saciedade respeitadas, quando tem a oportunidade de aprender a comer sozinha e de experimentar novos alimentos, quando a criança não é forçada a comer e aprende a comer quando está com fome e não comer quando está satisfeita é possível se construir uma relação mais prazeirosa com as refeições e livres de questões que estão além da nutrição infantil.
O que fazer: antes de mais nada lembre-se que cuidar e alimentar são ideias diferentes. Nossa cultura confunde o ato de cuidar com o ato de alimentar e nesse sentido sempre existe o risco de se cair na velha armadilha: “quem alimenta mais cuida melhor”. Aceite que o prato nem sempre estará vazio. Isso é respeito e não tem nada a ver com desempenho materno.
Outro erro comum dos adultos é transferir suas impressões sobre os alimentos para as crianças, o que pode perpetuar erros alimentares por gerações. Bebês não “tem vontade” de comer esse ou aquele alimento pelo simples fato de não conhecerem o alimento. Eles apenas estão curiosos por tudo.
Nossa relação com o determinado alimento, não precisa ser a relação da criança com esse alimento. Tudo depende da idade, frequência, situação em que será oferecido e do valor que isso é atribuído social, emocional e nutricionalmente a cada alimento.
Comer é um ato vital que essa criança fará pelo resto de sua vida, é justo que tenha a oportunidade de aprender a fazer boas escolhas num mundo que oferecerá de tudo.