22/03/2026
As primeiras semanas de residência em MFC são sempre intensas. E, ao mesmo tempo, decisivas.
Aqui na UBS, esse início não é deixado ao acaso.
São duas semanas de adaptação que exigem muito de todo mundo:
os R1 chegando em um cenário completamente novo, conhecendo pessoas, fluxos, sistema, território…
e os R2 assumindo um novo papel, com mais responsabilidade, mais autonomia e um novo planejamento de formação.
Por isso, organizamos uma semana de acolhimento estruturada.
Os residentes passam por diferentes setores da UBS — farmácia, sala de vacina, odontologia, gerência — entendendo, na prática, como o cuidado acontece de forma integrada.
Além disso, promovemos a integração entre R1, R2 e equipe, fortalecendo desde o início o trabalho coletivo.
Mas talvez um dos pontos mais importantes seja outro:
observar.
Nesse período, a gente acompanha atendimentos, discute casos, troca experiências…
Eles assistem a gente, a gente assiste eles.
E, aos poucos, vamos entendendo o perfil de cada residente, suas necessidades e potencialidades.
Só depois disso fazemos a definição das equipes.
E aqui vem a parte simbólica (e divertida):
a escolha acontece no estilo “chapéu seletor” 🧙♂️
Uma forma leve de marcar uma decisão que é tudo menos simples.
Porque essa escolha define onde aquele residente vai crescer pelos próximos dois anos.
No fim, essas duas semanas dizem muito sobre o que a gente acredita:
formar bons médicos de família não é só ensinar conteúdo — é construir cenário, vínculo e intencionalidade desde o primeiro dia.
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Quero saber de você 👇
Como foram suas primeiras semanas na residência? Teve acolhimento ou foi direto na pressão?